22/07/2024
Bancários organizam Dia Nacional de Luta 'Menos Metas Mais Saúde'

O movimento sindical bancário organiza, em todo o país, ações para o "Dia Nacional de Luta #MenosMetasMaisSaúde", a ser realizado no dia 24 de julho. O objetivo é pressionar os bancos contra a prática de modelo de gestão que vem afetando a saúde metal dos trabalhadores e trabalhadoras do setor.
O Dia Nacional de Luta acontecerá um dia antes da quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), no âmbito da campanha nacional da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A pauta do encontro será saúde e condições de trabalho, com foco na política de metas praticadas pelas empresas.
Pesquisa “Avaliação dos Modelos de Gestão e das Patologias do Trabalho Bancário”, realizada pela Secretaria de Saúde da Contraf-CUT, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB), e divulgada no final de 2024, revela que 80% dos trabalhadores bancários tiveram ao menos um problema de saúde relacionado ao trabalho no último ano. Destes, quase metade estavam em acompanhamento psiquiátrico.
O principal motivo declarado para a busca de tratamento médico foi o trabalho. Entre os que estavam em acompanhamento psiquiátrico, 91,5% utilizavam medicações prescritas pelo psiquiatra, percentual que reduzia para 64,4% entre os que estavam em outros tipos de acompanhamento médico.
“Esses dados não deixam dúvidas sobre o fato de sermos uma das categorias que mais sofre psicológica e fisicamente em consequência da pressão e assédio institucionalizados nos bancos”, ressalta o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
O dirigente acrescenta que o fechamento de postos de trabalho, acompanhado das demissões, é mais um fator prejudicial à saúde no setor. “Quem fica, recebe pressão para atuar em dobro e suprir a ausência dos demitidos ou afastados, de maneira que o ganho dos bancos siga alto sob o preço da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras”, denuncia.
Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários pelo INSS, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, percentual 1,7 vez acima do crescimento total de afastamentos registrados no país (de 15,4% no período), considerando todas as categorias. Em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total, em 2012, e a 25%, em 2022.
“Esses dados são inaceitáveis e comprovam que há prática de uma gestão adoecedora por parte dos bancos que precisa mudar. Portanto, o objetivo das manifestações é dar visibilidade ao alto número de adoecimento causados por metas excessivas, pressão por resultados e assédio moral para erradicar essas práticas”, explica o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles.
"Negar essa realidade como fazem os bancos não ajudará a resolver o problema, e todos têm o direito de trabalhar em um ambiente seguro, saudável e decente. Estamos unidos nesta luta para exigir condições de trabalho mais justas e saudáveis. Adoecer pelo trabalho não é normal!”, acrescenta Sadam.
Em breve, serão divulgadas nos canais do Sindicato mais informações sobre as manifestações nas ruas e nas redes sociais. Fique ligado!
O Dia Nacional de Luta acontecerá um dia antes da quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), no âmbito da campanha nacional da categoria para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A pauta do encontro será saúde e condições de trabalho, com foco na política de metas praticadas pelas empresas.
Pesquisa “Avaliação dos Modelos de Gestão e das Patologias do Trabalho Bancário”, realizada pela Secretaria de Saúde da Contraf-CUT, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB), e divulgada no final de 2024, revela que 80% dos trabalhadores bancários tiveram ao menos um problema de saúde relacionado ao trabalho no último ano. Destes, quase metade estavam em acompanhamento psiquiátrico.
O principal motivo declarado para a busca de tratamento médico foi o trabalho. Entre os que estavam em acompanhamento psiquiátrico, 91,5% utilizavam medicações prescritas pelo psiquiatra, percentual que reduzia para 64,4% entre os que estavam em outros tipos de acompanhamento médico.
“Esses dados não deixam dúvidas sobre o fato de sermos uma das categorias que mais sofre psicológica e fisicamente em consequência da pressão e assédio institucionalizados nos bancos”, ressalta o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
O dirigente acrescenta que o fechamento de postos de trabalho, acompanhado das demissões, é mais um fator prejudicial à saúde no setor. “Quem fica, recebe pressão para atuar em dobro e suprir a ausência dos demitidos ou afastados, de maneira que o ganho dos bancos siga alto sob o preço da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras”, denuncia.
Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários pelo INSS, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, percentual 1,7 vez acima do crescimento total de afastamentos registrados no país (de 15,4% no período), considerando todas as categorias. Em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total, em 2012, e a 25%, em 2022.
“Esses dados são inaceitáveis e comprovam que há prática de uma gestão adoecedora por parte dos bancos que precisa mudar. Portanto, o objetivo das manifestações é dar visibilidade ao alto número de adoecimento causados por metas excessivas, pressão por resultados e assédio moral para erradicar essas práticas”, explica o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles.
"Negar essa realidade como fazem os bancos não ajudará a resolver o problema, e todos têm o direito de trabalhar em um ambiente seguro, saudável e decente. Estamos unidos nesta luta para exigir condições de trabalho mais justas e saudáveis. Adoecer pelo trabalho não é normal!”, acrescenta Sadam.
Em breve, serão divulgadas nos canais do Sindicato mais informações sobre as manifestações nas ruas e nas redes sociais. Fique ligado!
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