01/08/2019
Vai e vem de Pedro Guimarães revela gestão atabalhoada e fragilização da Caixa Federal

(Foto: Jose Cruz / Agência Brasil)
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, voltou atrás na suspensão do Programa de Demissão Voluntária (PDV). O anúncio foi feito em uma transmissão interna feita para os empregados da Caixa Econômica Federal.
O PDV havia sido anunciado em maio com a desculpa de que precisava “economizar” R$ 716 milhões ao ano, segundo informações da CUT. Dos 84 mil trabalhadores e trabalhadoras do banco, 3.500 aderiram ao PDV.
Menos de três meses após a abertura do Programa, a direção do banco público tentou fazer com que cerca de 2 mil bancários, todos atendentes em agências, adiassem suas saídas (muitas com datas já marcadas), sob a alegação de que precisaria atender ao aumento da demanda devido ao saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), liberado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Na quarta-feira (31), o anúncio de Pedro traz mais um capítulo para essa novela.
“A declaração do Pedro foi extremamente atabalhoada, como já havíamos denunciado. A previsão orçamentaria do PDV é apenas para esse ano, então mesmo que ele quisesse, não poderia ter cancelado”, criticou o coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionisio Reis. “Tentar impedir os trabalhadores que aderiram ao PDV de sair, agora que eles já têm seus planos pessoais é inadmissível. O banco tem de manter o PDV e ainda dar melhores condições de atendimento à população”, afirma.
"O anúncio do cancelamento foi precipitado e irresponsável. O presidente do banco público sequer levou em conta a expectativa criada pelos empregados, que fizeram um planejamento quanto ao seu desligamento. É mais um desrespeito da Caixa com os trabalhadores”, acescenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
A falta de empregados na Caixa também é um problema grave, por si só, que trará consequências alarmantes na liberação do FGTS. Segundo ele, em 2014, a Caixa tinha 101 mil trabalhadores e um déficit de 2 mil. Este ano, está com 84 mil - 17 mil a menos.
“Estamos falando de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que têm dinheiro no Fundo de Garantia para ser sacado. Será uma enorme dificuldade no atendimento porque já estamos com menos funcionários do que a Caixa de fato precisa. Dependendo do cronograma do saque do FGTS será uma sobrecarga de trabalho generalizada”, completou o coordenador da CEE/Caixa.
O PDV havia sido anunciado em maio com a desculpa de que precisava “economizar” R$ 716 milhões ao ano, segundo informações da CUT. Dos 84 mil trabalhadores e trabalhadoras do banco, 3.500 aderiram ao PDV.
Menos de três meses após a abertura do Programa, a direção do banco público tentou fazer com que cerca de 2 mil bancários, todos atendentes em agências, adiassem suas saídas (muitas com datas já marcadas), sob a alegação de que precisaria atender ao aumento da demanda devido ao saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), liberado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). Na quarta-feira (31), o anúncio de Pedro traz mais um capítulo para essa novela.
“A declaração do Pedro foi extremamente atabalhoada, como já havíamos denunciado. A previsão orçamentaria do PDV é apenas para esse ano, então mesmo que ele quisesse, não poderia ter cancelado”, criticou o coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionisio Reis. “Tentar impedir os trabalhadores que aderiram ao PDV de sair, agora que eles já têm seus planos pessoais é inadmissível. O banco tem de manter o PDV e ainda dar melhores condições de atendimento à população”, afirma.
"O anúncio do cancelamento foi precipitado e irresponsável. O presidente do banco público sequer levou em conta a expectativa criada pelos empregados, que fizeram um planejamento quanto ao seu desligamento. É mais um desrespeito da Caixa com os trabalhadores”, acescenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
A falta de empregados na Caixa também é um problema grave, por si só, que trará consequências alarmantes na liberação do FGTS. Segundo ele, em 2014, a Caixa tinha 101 mil trabalhadores e um déficit de 2 mil. Este ano, está com 84 mil - 17 mil a menos.
“Estamos falando de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que têm dinheiro no Fundo de Garantia para ser sacado. Será uma enorme dificuldade no atendimento porque já estamos com menos funcionários do que a Caixa de fato precisa. Dependendo do cronograma do saque do FGTS será uma sobrecarga de trabalho generalizada”, completou o coordenador da CEE/Caixa.
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