18/07/2025
Conferência Livre de Mulheres do Ramo Financeiro elegeu representantes que defenderão propostas da categoria por igualdade salarial
Aconteceu na tarde desta quinta-feira (17), na capital paulista, a Conferência Livre de Mulheres: a luta pela igualdade salarial no ramo financeiro, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Essa foi uma das 12 conferências livres organizadas pelas mulheres do ramo financeiro no âmbito de um programa maior e que irá culminar na 5º Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), organizada pelo Ministério das Mulheres, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em Brasília.
“Empoderar as mulheres no debate político é lutar por um mundo melhor para todos os gêneros. O cenário é que os espaços de disputa política ainda são, em sua maioria, ocupados por homens. Mas nós, mulheres, somos 51% da população. Então, precisamos seguir lutando por uma sociedade justa e que será muito melhor para todo mundo”, observou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, na abertura do evento.
Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, reforçou a relevância da presença das mulheres bancárias em espaços de debate e mobilização. "É muito importante estar numa conferência de mulheres bancárias. É uma das categorias que mais interfere no debate no mundo da classe trabalhadora brasileira", afirmou.
A dirigente ressaltou o papel estratégico das bancárias na construção de políticas que fortaleçam os direitos das mulheres e a luta por igualdade no setor financeiro e em toda a sociedade. "A participação ativa das trabalhadoras é fundamental para avançarmos na pauta sindical e combater as desigualdades", completou.
A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, aproveitou o evento para lançar a cartilha "Bancárias: uma história de luta", com o subtítulo "Construindo um mundo mais justo e sem desigualdade de gênero". "Esse trabalho contém uma importante linha do tempo das conquistas sociais e políticas das mulheres na sociedade. Esse olhar sobre a história é fundamental para nos lembrarmos de onde saímos e onde chegamos e a razão de muitas desigualdades persistem na sociedade. A título de exemplo, somente em 2002 caiu a lei de que a 'falta de virgindade' era motivo para anular casamento; e, em 2005, que o termo 'mulher honesta' foi retirado do código penal", destacou.
> Clique aqui para acessar o modelo digital da cartilha (por onde também é possível baixar o material em PDF).
“Empoderar as mulheres no debate político é lutar por um mundo melhor para todos os gêneros. O cenário é que os espaços de disputa política ainda são, em sua maioria, ocupados por homens. Mas nós, mulheres, somos 51% da população. Então, precisamos seguir lutando por uma sociedade justa e que será muito melhor para todo mundo”, observou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, na abertura do evento.
Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, reforçou a relevância da presença das mulheres bancárias em espaços de debate e mobilização. "É muito importante estar numa conferência de mulheres bancárias. É uma das categorias que mais interfere no debate no mundo da classe trabalhadora brasileira", afirmou.
A dirigente ressaltou o papel estratégico das bancárias na construção de políticas que fortaleçam os direitos das mulheres e a luta por igualdade no setor financeiro e em toda a sociedade. "A participação ativa das trabalhadoras é fundamental para avançarmos na pauta sindical e combater as desigualdades", completou.
A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, aproveitou o evento para lançar a cartilha "Bancárias: uma história de luta", com o subtítulo "Construindo um mundo mais justo e sem desigualdade de gênero". "Esse trabalho contém uma importante linha do tempo das conquistas sociais e políticas das mulheres na sociedade. Esse olhar sobre a história é fundamental para nos lembrarmos de onde saímos e onde chegamos e a razão de muitas desigualdades persistem na sociedade. A título de exemplo, somente em 2002 caiu a lei de que a 'falta de virgindade' era motivo para anular casamento; e, em 2005, que o termo 'mulher honesta' foi retirado do código penal", destacou.
> Clique aqui para acessar o modelo digital da cartilha (por onde também é possível baixar o material em PDF).

Níveis de desigualdade
A economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado, apresentou o quadro da desigualdade salarial no país: No mercado de trabalho brasileiro, mulheres recebem, em média 21% menos que homens; Em 2024, mulheres negras recebiam 53,7% menos que homens não negros.
Considerando somente a categoria bancária, a remuneração média das mulheres bancárias é 18,6% inferior à remuneração média dos homens bancários. E, ao analisar o recorte racial, verifica-se que a remuneração média das mulheres pretas é 37,7% inferior à remuneração média do bancário branco do sexo masculino.
Propostas para a 5ª CNPM
Após as mesas de debate, as participantes se dividiram em grupos de trabalho para a elaboração das propostas que serão levadas à 5º Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM).
Os grupos foram mediados pela advogada e assessora jurídica da Contraf-CUT no projeto “Basta! Não irão nos Calar”, Phamela Godoy, e pela jornalista, especialista em políticas públicas, consultora em gênero, raça e diversidade, Malu Aquino.
A seguir, as propostas aprovadas:
- Instituir de forma obrigatória nas empresas públicas e de economia mista programas de combate ao assédio moral, sexual e violências de gênero com canais e protocolos seguros para denúncias e acolhimento de vítimas; (80 votos)
- Implantação de equipamentos públicos como cozinhas solidárias, lavandarias solidárias, creches públicas com horários flexíveis, centros de convivência para idosos e equipamentos similares de convivência para pessoas com deficiência, com foco no atendimento de mães solos, mães negras, mães LBTs, mães jovens, mães com deficiência ou mães de filhos com deficiência; (66 votos)
- Criar cota para que empresas sejam obrigadas a contratar mulheres a partir de 50 anos em toda sua diversidade; (votos 53)
Eleição das representantes
As participantes da Conferência Livre promovida pela Contraf-CUT também elegeram delegadas que irão defender as propostas aprovadas para a etapa nacional. Foram eleitas:
Como titulares
- Fernanda Lopes, secretária de Mulheres da Contraf-CUT/ branca
- Elaine Cutis, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT/ branca
- Renata Soeiro, diretora de Estudos e Planejamentos da Fetraf RJ/ES e dirigente da Seeb Baixada Fluminense/ negra
Como suplentes
- Paula Moreira, do Sindicato dos Bancários de BH/ negra
- Lusemir Carvalho, do Sindicato dos Bancários de Piauí/ parda
- Maria Gaia, do Sindicato dos Bancários do DF/ branca
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