Bradesco segue Itaú e Banco do Brasil e desiste de conta digital gratuita aos clientes
O Bradesco segue a mesma linha do Itaú e encerrou a conta digital gratuita aos clientes. A justificativa é a mesma: p-rocurar outras soluções para atuação do banco no mundo digital.
"O Bradesco diz que removeu a DigiConta para abrir espaço a “novas frentes de soluções digitais". Na verdade, a Digiconta, do Bradesco, se une à iConta, do Itaú, como as tentativas frustradas dos privados no mercado digital. Nada se compara ao atendimento personalizado nas agências que, com o devido investimento, supre perfeitamente a demanda dos correntistas", diz Júlio César Trigo, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
O Bradesco deixou de comercializar a DigiConta em março. Ela inclui saques ilimitados no caixa eletrônico, mais TED e DOC ilimitados via internet ou SMS. O banco defende que quem já é cliente não será afetado.
No Twitter, o perfil oficial do Bradesco diz que a abertura dessa conta “está suspensa por tempo indeterminado”, mas o produto foi silenciosamente removido do site, e agora mostra uma página de erro. Ele está atualmente na lista de “cestas de serviços descontinuadas”:
"Trata-se de uma decisão comercial em virtude da criação de novas frentes de soluções digitais que estão sendo desenvolvidas pelo banco. O objetivo é continuar atendendo as demandas de nossos clientes com perfil digital. Nada muda para os clientes que já têm a DigiConta", comunicou a instituição.
A iConta, do Itaú, por sua vez, não será mais comercializada após o dia 28 de abril; Segundo o banco, quem já é cliente também não será afetado e continuará desfrutando dos benefícios. O Itaú avisou isso discretamente, através de respostas a clientes no Twitter.
No comunicado, o Itaú justifica a mudança como uma “simplificação” para os clientes: "O Itaú Unibanco informa que suspendeu a comercialização do seu pacote de serviços iConta. A decisão foi baseada em pesquisas internas que apontaram a necessidade de simplificação de sua prateleira de pacotes. Nada muda para quem já possui esse pacote".
Questionado se há planos para oferecer outro plano digital sem tarifas, o Itaú não se manifestou.
É possível abrir uma conta no banco através de um app, mas nenhuma das opções é gratuita.
O Banco do Brasil deixou de comercializar sua conta digital, a BB Conta Eletrônica, em setembro do ano passado. O serviço é isento de tarifas para transações eletrônicas, e continua apenas para quem já o possui — cerca de cem mil clientes.
Esse produto foi substituído por outro mais limitado. Em novembro, foi lançada a Conta Fácil BB: ela pode ser aberta através de um app para smartphone, mas não se trata de uma conta corrente — e sim de uma conta de pagamentos.
Agora, entre os grandes do setor, só o Banco do Brasil se mantém com a Conta Fácil BB. É bom lembrar que a Conta Fácil foi lançada no fim do ano, após a Conta Eletrônica, versão anterior de digital, também ter sido finalizada pela empresa.
MAIS NOTÍCIAS
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- COE Itaú cobra avanços em teletrabalho, monitoramento digital e condições de trabalho na renovação do Acordo Coletivo
- Caixa pública é patrimônio do Brasil e instrumento estratégico de desenvolvimento
- Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
- Bradesco lucra R$ 20,9 bilhões e fecha 3,2 mil postos de trabalho bancário em um ano
- Sindicato convoca bancários do Mercantil para deliberar ACT da PLR. Confira o edital
- NOTA DE PESAR: Rosângela de Farias Silva Lorenzetti
- A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
- Nota de Pesar: Sindicato dos Bancários de Catanduva e região lamenta a morte de Maria Heloísa Pereira Marcos
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese