29/01/2026
Caixa responde ofício da Contraf-CUT e marca negociação com a CEE
A Caixa Econômica Federal respondeu ao ofício encaminhado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e confirmou a realização de uma reunião de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) do banco. O encontro está previsto para ocorrer na segunda-feira, dia 2 de fevereiro.
Na pauta estarão temas que vêm gerando forte insegurança e impactos diretos no cotidiano de trabalho nas unidades da Caixa, como o programa Super Caixa, o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, os problemas na concessão de crédito consignado e na plataforma de atendimento a pessoas jurídicas (PJ).
Desrespeito ao ACT motivou cobrança
O pedido de negociação foi formalizado pela Contraf-CUT no dia 19 de janeiro, por meio do ofício nº 00826, encaminhado à Vice-Presidência de Pessoas da Caixa. No documento, a entidade denuncia que o banco vem implementando mudanças organizacionais de forma unilateral, sem negociação prévia com a representação dos trabalhadores, em descumprimento ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O texto reforça que a cláusula 49 do ACT – “Negociação Permanente” obriga a Caixa a discutir previamente qualquer mudança organizacional, reestruturação, alteração de função ou projeto que impacte as condições de trabalho dos empregados.
“Não estamos falando de ajustes pontuais, mas de processos que mudam a organização do trabalho, aumentam a pressão sobre os empregados e afetam diretamente a saúde e a segurança das equipes. Nada disso pode ser imposto sem diálogo”, afirmou Chay Cândida, representante da Fetrafi-NE.
Reestruturações e insegurança nas unidades
Entre os principais pontos cobrados está o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, implantado sem negociação e que altera atribuições, rotinas e responsabilidades nas unidades.
Outro tema sensível é a plataforma PJ, cuja implementação vem gerando insegurança entre os trabalhadores. Há relatos de falta de treinamento, ausência de definição de fluxos e dúvidas sobre quem permanecerá nas agências para atender clientes que não forem absorvidos pela plataforma.
“A forma como essas mudanças estão sendo feitas empurra os problemas para quem realiza os atendimentos, sem estrutura, sem orientação e sem garantia de proteção. Isso é inaceitável”, destacou Luiza Hansen, representante da Fetec-CUT/SP.
Super Caixa e consignado também na mesa
O programa Super Caixa também será debatido. A Contraf-CUT cobra mais transparência, esclarecimentos sobre critérios e regras, além dos impactos sobre a remuneração e a organização do trabalho, diante das inúmeras manifestações de insatisfação relatadas pelos empregados.
Além disso, os problemas no crédito consignado, que vêm impedindo milhares de empregados de contratar ou renovar operações, também serão discutidos na reunião, conforme solicitado pela Contraf-CUT.
Promoção por mérito
Os empregados também cobram que a Caixa apresente uma justificativa para o não pagamento dos deltas (promoção por mérito) em janeiro e informe e a partir de quando o valor será acrescentado ao pagamento dos funcionários que tiverem direito à promoção.
“Em 2025, o acréscimo passou a ser creditado já em janeiro. E não vemos motivo para que este não tenha sido da mesma forma”, disse o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. “Em mesa de negociações a Caixa se comprometeu a realizar a promoção por mérito e a pagar os respectivos deltas, todos os anos, já a partir de janeiro, uma vez que o orçamento é baseado na folha salarial, não havendo necessidade de esperar a divulgação do balanço do ano”, completou.
A norma interna da Caixa (RH176) que define as regras e critérios da Promoção por Mérito diz que: “A distribuição de Deltas observa o limite orçamentário de 1% da folha de pagamento para gastos com Promoção por Mérito e por Antiguidade [MN, RH175].”
Em outro trecho, diz que o “valor referente ao Delta recebido na Promoção por Mérito é creditado na Folha de Pagamento do mês de divulgação dos resultados e não há retroatividade de lançamentos.” Para a representação dos trabalhadores, “os resultados” referem-se à apuração do cumprimento dos critérios para o recebimento do delta, não tendo nenhuma relação com os resultados do balanço anual. “Não há motivo para esperar a divulgação do balanço, uma vez que o cálculo para o pagamento dos deltas é feito com base na folha salarial e não nos resultados do balanço do banco”, explicou Felipe.
Negociação é obrigação, não concessão
No encerramento do documento, a Contraf-CUT reforça que a negociação prévia não é apenas uma prerrogativa sindical, mas uma obrigação prevista no ACT, e que sua inobservância fragiliza as relações de trabalho, amplia conflitos e prejudica a organização e a saúde dos trabalhadores.
“Precisamos de respostas concretas e mudanças reais, porque quem sustenta os resultados da Caixa merece respeito”, concluiu Chay Cândida.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região seguirá acompanhando o processo e informará a categoria sobre os desdobramentos da negociação através de todos os seus canais de comunicação.
Na pauta estarão temas que vêm gerando forte insegurança e impactos diretos no cotidiano de trabalho nas unidades da Caixa, como o programa Super Caixa, o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, os problemas na concessão de crédito consignado e na plataforma de atendimento a pessoas jurídicas (PJ).
Desrespeito ao ACT motivou cobrança
O pedido de negociação foi formalizado pela Contraf-CUT no dia 19 de janeiro, por meio do ofício nº 00826, encaminhado à Vice-Presidência de Pessoas da Caixa. No documento, a entidade denuncia que o banco vem implementando mudanças organizacionais de forma unilateral, sem negociação prévia com a representação dos trabalhadores, em descumprimento ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O texto reforça que a cláusula 49 do ACT – “Negociação Permanente” obriga a Caixa a discutir previamente qualquer mudança organizacional, reestruturação, alteração de função ou projeto que impacte as condições de trabalho dos empregados.
“Não estamos falando de ajustes pontuais, mas de processos que mudam a organização do trabalho, aumentam a pressão sobre os empregados e afetam diretamente a saúde e a segurança das equipes. Nada disso pode ser imposto sem diálogo”, afirmou Chay Cândida, representante da Fetrafi-NE.
Reestruturações e insegurança nas unidades
Entre os principais pontos cobrados está o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, implantado sem negociação e que altera atribuições, rotinas e responsabilidades nas unidades.
Outro tema sensível é a plataforma PJ, cuja implementação vem gerando insegurança entre os trabalhadores. Há relatos de falta de treinamento, ausência de definição de fluxos e dúvidas sobre quem permanecerá nas agências para atender clientes que não forem absorvidos pela plataforma.
“A forma como essas mudanças estão sendo feitas empurra os problemas para quem realiza os atendimentos, sem estrutura, sem orientação e sem garantia de proteção. Isso é inaceitável”, destacou Luiza Hansen, representante da Fetec-CUT/SP.
Super Caixa e consignado também na mesa
O programa Super Caixa também será debatido. A Contraf-CUT cobra mais transparência, esclarecimentos sobre critérios e regras, além dos impactos sobre a remuneração e a organização do trabalho, diante das inúmeras manifestações de insatisfação relatadas pelos empregados.
Além disso, os problemas no crédito consignado, que vêm impedindo milhares de empregados de contratar ou renovar operações, também serão discutidos na reunião, conforme solicitado pela Contraf-CUT.
Promoção por mérito
Os empregados também cobram que a Caixa apresente uma justificativa para o não pagamento dos deltas (promoção por mérito) em janeiro e informe e a partir de quando o valor será acrescentado ao pagamento dos funcionários que tiverem direito à promoção.
“Em 2025, o acréscimo passou a ser creditado já em janeiro. E não vemos motivo para que este não tenha sido da mesma forma”, disse o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. “Em mesa de negociações a Caixa se comprometeu a realizar a promoção por mérito e a pagar os respectivos deltas, todos os anos, já a partir de janeiro, uma vez que o orçamento é baseado na folha salarial, não havendo necessidade de esperar a divulgação do balanço do ano”, completou.
A norma interna da Caixa (RH176) que define as regras e critérios da Promoção por Mérito diz que: “A distribuição de Deltas observa o limite orçamentário de 1% da folha de pagamento para gastos com Promoção por Mérito e por Antiguidade [MN, RH175].”
Em outro trecho, diz que o “valor referente ao Delta recebido na Promoção por Mérito é creditado na Folha de Pagamento do mês de divulgação dos resultados e não há retroatividade de lançamentos.” Para a representação dos trabalhadores, “os resultados” referem-se à apuração do cumprimento dos critérios para o recebimento do delta, não tendo nenhuma relação com os resultados do balanço anual. “Não há motivo para esperar a divulgação do balanço, uma vez que o cálculo para o pagamento dos deltas é feito com base na folha salarial e não nos resultados do balanço do banco”, explicou Felipe.
Negociação é obrigação, não concessão
No encerramento do documento, a Contraf-CUT reforça que a negociação prévia não é apenas uma prerrogativa sindical, mas uma obrigação prevista no ACT, e que sua inobservância fragiliza as relações de trabalho, amplia conflitos e prejudica a organização e a saúde dos trabalhadores.
“Precisamos de respostas concretas e mudanças reais, porque quem sustenta os resultados da Caixa merece respeito”, concluiu Chay Cândida.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região seguirá acompanhando o processo e informará a categoria sobre os desdobramentos da negociação através de todos os seus canais de comunicação.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mesmo com inflação desacelerando, BC escolhe penalizar população com juros em 15%
- Caixa responde ofício da Contraf-CUT e marca negociação com a CEE
- Dia da Visibilidade Trans: Sindicato reforça luta por respeito, dignidade e direitos em ano de Campanha Nacional
- BB anuncia mais de 1.100 novas funções comissionadas e mudanças no atendimento especializado
- Sindicato protesta contra fechamento de agência do Santander e denuncia exclusão financeira pelo banco em José Bonifácio
- COE do Santander cobra mais transparência em mesa sobre diversidade e segurança bancária
- Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025
- Funcef detalha alternativas para resolver passivo previdenciário que atinge empregados da Caixa
- Aproveite as férias e o carnaval na Colônia da Afubesp, com desconto para sindicalizados!
- Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026
- Sindicato parabeniza Contraf-CUT pelos 20 anos de conquistas!
- Vale-alimentação e vale-refeição: novas regras passam a valer a partir de fevereiro
- Promotor denuncia uso de fintechs pelo crime organizado e movimento sindical cobra maior regulação
- Dia Nacional do Aposentado reafirma luta por direitos, dignidade e valorização de quem construiu o país
- Santander abre inscrições para bolsas de estudos a funcionários ativos