07/03/2016
Sindicato classifica a expressão 'faca nos dentes' de agressiva e infeliz
Pela segunda vez em menos de um mês, um dirigente do alto escalão do Santander usa métodos questionáveis para ‘motivar’ os trabalhadores. Desta vez, a vice-presidente de Recursos Humanos do banco declarou, em entrevista a uma revista, que os bancários precisam ir trabalhar com ‘a faca nos dentes’.
“É naturalmente um mercado mais agitado, nervoso e que precisa de gente, como falam, com faca nos dentes e isso incentiva. A gente precisa de gente com esse perfil”, disse a vice-presidente.
A declaração foi duramente criticada pelo Sindicato. Para a diretora executiva e funcionária do Santander Maria Rosani, a expressão usada pela vice-presidente é agressiva e extremamente infeliz.
“Se a intenção é motivar os trabalhadores, existem formas mais corretas de fazê-lo, sem pressionar o bancário, que já vive sob pressão. Esse tipo de discurso não é adequado para conseguir que o trabalhador atinja suas metas e objetivos, além de estimular a prática do assédio moral”, criticou Rosani.
A dirigente acrescenta ainda que a pressão do banco para o cumprimento de metas abusivas tem refletido na saúde dos trabalhadores, aumentando o número de bancários que adoecem por conta de transtornos mentais, lesões por esforço repetitivo e doenças osteomusculares relacionadas à sobrecarga de trabalho, além da ameaça constante de demissão.
“É naturalmente um mercado mais agitado, nervoso e que precisa de gente, como falam, com faca nos dentes e isso incentiva. A gente precisa de gente com esse perfil”, disse a vice-presidente.
A declaração foi duramente criticada pelo Sindicato. Para a diretora executiva e funcionária do Santander Maria Rosani, a expressão usada pela vice-presidente é agressiva e extremamente infeliz.
“Se a intenção é motivar os trabalhadores, existem formas mais corretas de fazê-lo, sem pressionar o bancário, que já vive sob pressão. Esse tipo de discurso não é adequado para conseguir que o trabalhador atinja suas metas e objetivos, além de estimular a prática do assédio moral”, criticou Rosani.
A dirigente acrescenta ainda que a pressão do banco para o cumprimento de metas abusivas tem refletido na saúde dos trabalhadores, aumentando o número de bancários que adoecem por conta de transtornos mentais, lesões por esforço repetitivo e doenças osteomusculares relacionadas à sobrecarga de trabalho, além da ameaça constante de demissão.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos