17/10/2013
Atender melhor o público ou punir os empregados?
Pouco depois de terminada a greve dos bancários, a direção da Caixa divulgou uma circular informando a todos os empregados que as agências devem abrir uma hora mais cedo, a fim de garantir a qualidade de atendimento nos próximos dias. Pediu, ainda, aos gestores, que promovam ações para melhorar o fluxo de clientes, evitando a formação de longas filas e o aumento excessivo do tempo de espera para atendimento.
Chega a soar cômico o pedido da direção da Caixa de que “há longas filas e tempo excessivo de espera para atendimento nas agências”. Isso não é novidade e pouco está relacionado com o período de greve. Faltam empregados e sistemas ágeis para atender os clientes em qualquer época do ano!
E, é bom que fique claro, a greve só aconteceu porque os banqueiros não apresentaram uma proposta que contemplasse minimamente as reivindicações dos trabalhadores. Só depois de 23 dias de paralisação é que a Caixa resolveu se manifestar!
Agora, querem punir seus trabalhadores, obrigando-os a abrir as agências mais cedo. Se não há quantidade suficiente de empregados na agência, se os sistemas são lentos e os processos burocráticos, não é essa medida temporária que irá solucionar o problema!
Será que a direção da Caixa, mais uma vez, tem de criar medidas de retaliação e de punição para seus trabalhadores para uma situação que ela mesma criou? Não basta o estresse de todos os dias, de ver dezenas de clientes aguardando por horas para ser atendido decentemente?
Há anos, os representantes dos trabalhadores denunciam a falta de empregados, a lentidão e a ineficiência dos sistemas. E a direção do banco sabe disso. Tanto que, de tempos em tempos, cria “fórmulas mágicas” para solucionar o problema.
Não é a decisão de abrir as agências 1 hora mais cedo, por um curto período, que irá diminuir as filas, melhorar o fluxo dos clientes ou a qualidade do atendimento.
Como ficam os empregados que já têm compromisso pela manhã, como escola ou tratamentos médicos? E as estruturas das agências que não suportam adaptações rápidas, como aumento de bateria de caixas?
O que é necessário, e com urgência, é a contratação de mais empregados, a melhoria das condições de trabalho nas agências, a modernização dos sistemas e o fim de processos extremamente burocráticos. Isso sim fará com que a Caixa ofereça um atendimento digno a seus clientes! É isso o que queremos: atendimento digno aos clientes. E para sempre!
Diretoria Executiva – Gestão Nossa Luta
Chega a soar cômico o pedido da direção da Caixa de que “há longas filas e tempo excessivo de espera para atendimento nas agências”. Isso não é novidade e pouco está relacionado com o período de greve. Faltam empregados e sistemas ágeis para atender os clientes em qualquer época do ano!
E, é bom que fique claro, a greve só aconteceu porque os banqueiros não apresentaram uma proposta que contemplasse minimamente as reivindicações dos trabalhadores. Só depois de 23 dias de paralisação é que a Caixa resolveu se manifestar!
Agora, querem punir seus trabalhadores, obrigando-os a abrir as agências mais cedo. Se não há quantidade suficiente de empregados na agência, se os sistemas são lentos e os processos burocráticos, não é essa medida temporária que irá solucionar o problema!
Será que a direção da Caixa, mais uma vez, tem de criar medidas de retaliação e de punição para seus trabalhadores para uma situação que ela mesma criou? Não basta o estresse de todos os dias, de ver dezenas de clientes aguardando por horas para ser atendido decentemente?
Há anos, os representantes dos trabalhadores denunciam a falta de empregados, a lentidão e a ineficiência dos sistemas. E a direção do banco sabe disso. Tanto que, de tempos em tempos, cria “fórmulas mágicas” para solucionar o problema.
Não é a decisão de abrir as agências 1 hora mais cedo, por um curto período, que irá diminuir as filas, melhorar o fluxo dos clientes ou a qualidade do atendimento.
Como ficam os empregados que já têm compromisso pela manhã, como escola ou tratamentos médicos? E as estruturas das agências que não suportam adaptações rápidas, como aumento de bateria de caixas?
O que é necessário, e com urgência, é a contratação de mais empregados, a melhoria das condições de trabalho nas agências, a modernização dos sistemas e o fim de processos extremamente burocráticos. Isso sim fará com que a Caixa ofereça um atendimento digno a seus clientes! É isso o que queremos: atendimento digno aos clientes. E para sempre!
Diretoria Executiva – Gestão Nossa Luta
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras