23/03/2026
Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial: Combate ao racismo segue urgente no sistema financeiro
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado na último sábado, dia 21 de março, é um marco global na denúncia do racismo e na defesa da igualdade de direitos. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 1966, em memória ao Massacre de Sharpeville, quando 69 pessoas foram mortas durante uma manifestação pacífica contra o regime do apartheid, na Joanesburgo, em 1960.
No Brasil, a data também é reconhecida por meio da Lei nº 11.645, que reforça a importância da reflexão e do combate ao racismo estrutural presente na sociedade.
Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, o 21 de março é um momento de memória, mas também de mobilização. “O combate ao racismo precisa ser permanente. Não se trata apenas de lembrar uma tragédia histórica, mas de enfrentar, no presente, as desigualdades que ainda atingem a população negra em diversos espaços, inclusive no sistema financeiro”, afirma.
Almir destaca que, apesar de avanços importantes, o racismo ainda se manifesta de forma estrutural no mercado de trabalho, limitando o acesso a oportunidades e a ascensão profissional. “Os dados mostram que a população negra segue sub-representada em cargos de liderança e mais exposta a condições precárias de trabalho. Isso exige políticas concretas de inclusão, diversidade e igualdade de oportunidades”, ressalta.
No setor financeiro, a luta por equidade racial tem sido pauta constante das entidades sindicais, que cobram das instituições maior transparência nos dados e a implementação de ações efetivas para combater a discriminação.
Dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2024, compilados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), indicam avanços, mas também desigualdades. Pessoas negras representam atualmente 28,15% da categoria bancária, frente a 18,9% em 2012. Apesar do crescimento, a participação ainda está aquém do ideal, uma vez que 55,5% da população brasileira se identifica como negra, conforme o último censo do IBGE.
Em relação a salários e cargos de liderança, as desigualdades seguem expressivas: mulheres pretas recebem, em média, 37,7% menos que homens brancos e apenas 24,2% dos cargos de liderança são ocupados por pessoas negras. Diante desse cenário, o Sindicato tem intensificado sua atuação política e organizativa.
Campanha Nacional
Em novembro de 2025, representantes do movimento sindical bancário participaram do VIII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, realizado em Fortaleza. A atividade definiu uma série de propostas a serem levadas à Campanha Nacional dos Bancários deste ano. Entre os principais encaminhamentos estão:
No Brasil, a data também é reconhecida por meio da Lei nº 11.645, que reforça a importância da reflexão e do combate ao racismo estrutural presente na sociedade.
Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, o 21 de março é um momento de memória, mas também de mobilização. “O combate ao racismo precisa ser permanente. Não se trata apenas de lembrar uma tragédia histórica, mas de enfrentar, no presente, as desigualdades que ainda atingem a população negra em diversos espaços, inclusive no sistema financeiro”, afirma.
Almir destaca que, apesar de avanços importantes, o racismo ainda se manifesta de forma estrutural no mercado de trabalho, limitando o acesso a oportunidades e a ascensão profissional. “Os dados mostram que a população negra segue sub-representada em cargos de liderança e mais exposta a condições precárias de trabalho. Isso exige políticas concretas de inclusão, diversidade e igualdade de oportunidades”, ressalta.
No setor financeiro, a luta por equidade racial tem sido pauta constante das entidades sindicais, que cobram das instituições maior transparência nos dados e a implementação de ações efetivas para combater a discriminação.
Dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2024, compilados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), indicam avanços, mas também desigualdades. Pessoas negras representam atualmente 28,15% da categoria bancária, frente a 18,9% em 2012. Apesar do crescimento, a participação ainda está aquém do ideal, uma vez que 55,5% da população brasileira se identifica como negra, conforme o último censo do IBGE.
Em relação a salários e cargos de liderança, as desigualdades seguem expressivas: mulheres pretas recebem, em média, 37,7% menos que homens brancos e apenas 24,2% dos cargos de liderança são ocupados por pessoas negras. Diante desse cenário, o Sindicato tem intensificado sua atuação política e organizativa.
Campanha Nacional
Em novembro de 2025, representantes do movimento sindical bancário participaram do VIII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, realizado em Fortaleza. A atividade definiu uma série de propostas a serem levadas à Campanha Nacional dos Bancários deste ano. Entre os principais encaminhamentos estão:
- Promoção de formação permanente sobre relações raciais;
- Criação de protocolos antirracistas e canais de denúncia;
- Realização de fóruns locais e atividades nas datas históricas da luta negra;
- Qualificação profissional com foco na juventude negra;
- Criação de coletivos e fundos de apoio para ampliar a participação de dirigentes negros;
- Ações de promoção da saúde da população negra;
- Realização periódica de reuniões de mobilização e organização.
"A representatividade racial é fundamental para compor um ambiente livre de desigualdades e preconceitos, além de refletir a diversidade do país. O preconceito é resultado não somente da discriminação ocorrida no passado, mas de um processo ainda muito ativo de estereótipos raciais enraizados por muito tempo, inclusive nos locais de trabalho. Precisamos reverter esse quadro e promover um modelo de desenvolvimento no qual a diversidade seja um dos seus pilares e em que prevaleça a cultura da inclusão e da igualdade!", acrescenta o secretário de Condições de Trabalho, Saúde e Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
No dia 15 de abril, terá inicio a Consulta Nacional dos Bancários. A partir dela, a categoria poderá enviar suas sugestões para a Campanha Nacional. O Sindicato convida todos que apoiam a luta antirracista a enviar suas contribuições sobre o tema. Com a participação coletiva, será possível construir uma pauta representativa, capaz de conquistar avanços em prol da inclusão e da igualdade de oportunidades no setor financeiro.
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