03/09/2025
Em defesa do Saúde Caixa: Sindicato intensifica mobilizações nas agências
O Sindicato dos Bancários segue percorrendo as agências da base para dialogar com os empregados sobre a situação do Saúde Caixa. Nesta quarta-feira (3), a atividade aconteceu na agência de Ibitinga, mas já passou por outras unidades - como Itápolis, Catanduva, Pindorama, Novo Horizonte, Monte Alto e Santa Ernestina - e seguirá nos próximos dias, dentro de um calendário de mobilizações definido pela entidade. O objetivo é esclarecer a categoria sobre o processo de negociação em andamento entre a Caixa Econômica Federal e a representação dos trabalhadores para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde.

O movimento sindical reforça a necessidade de preservar o princípio da solidariedade, fundamental para manter a sustentabilidade do plano e garantir a inclusão de todos os empregados da ativa e aposentados. O diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, ressalta que o banco deve rever sua postura e acabar com o teto de 6,5% de participação no custeio, que transfere cada vez mais encargos para os trabalhadores.
Na última semana, a direção da Caixa divulgou um card minimizando a previsão de aumento de custos apresentada em mesa, no dia 14 de agosto. Na ocasião, o banco apresentou uma proposta que aponta para aumentos significativos nos custos do plano: a alíquota do titular passaria de 3,5% para 5,5%; o valor por dependente subiria de R$ 480,00 para R$ 672,00; o limite de cobrança do conjunto de titular e dependentes diretos saltaria de 7% para 12%. Além disso, projeta a cobrança de 17 contribuições em 2026 para cobrir o déficit previsto para 2025.

Esses números contrastam com os resultados financeiros da instituição. Em 2024, a Caixa obteve lucro líquido de R$ 14 bilhões e, apenas no primeiro trimestre de 2025, alcançou R$ 4,9 bilhões, um crescimento de 71,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para o Sindicato, esses resultados demonstram que a empresa tem plena condição de ampliar sua participação no custeio do Saúde Caixa.
“O lucro recorde da Caixa é fruto do esforço diário dos seus empregados. Por isso, é mais do que justo que a empresa assuma sua responsabilidade e garanta condições dignas de manutenção do plano de saúde. O Saúde Caixa é um direito essencial, ligado diretamente à saúde e à qualidade de vida da categoria”, reforça Tony.

O Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa intransigente do Saúde Caixa e seguirá mobilizado ao lado dos empregados, exigindo avanços concretos nas negociações e a valorização de quem constrói os resultados da Caixa.
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