12/02/2026
Cobranças levam Caixa a corrigir distorções no Super Caixa
A Caixa Econômica Federal abriu, nesta semana, o Rede Responde #2188, canal interno que permitirá às unidades da rede de varejo regularizar a digitalização dos Termos de Adesão de aplicações em fundos de investimento realizadas no segundo semestre de 2025. A medida atende algumas das cobranças apresentadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e pela representante eleita dos empregados no Conselho de Administração do banco, Fabiana Uehara.
Ao todo, 656 unidades tinham termos pendentes de digitalização no sistema interno (SICTD). A ausência desses registros vinha impactando diretamente o indicador SISNS, e consequentemente penalizado a habilitação no programa Super Caixa, deixando equipes inteiras sem o recebimento das comissões de vendas de produtos de seguridade.
As unidades têm até 13 de fevereiro, às 18h, para digitalizar os documentos não digitalizados e informar a data da digitalização, ou justificar eventual impossibilidade, e adotar as providências necessárias para regularização.
Segundo o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro, a medida corrige uma injustiça evidente. “Os empregados fizeram o trabalho, atenderam clientes, venderam produtos e entregaram resultado. Não era aceitável que ficassem sem reconhecimento por uma falha operacional de registro. A abertura do Rede Responde é fruto direto da mobilização e das cobranças das entidades e da nossa representante no Conselho de Administração.”
A representante dos empregados no CA da Caixa, Fabiana Uehara, destacou que a demanda surgiu diretamente das unidades. “Recebemos inúmeros relatos de colegas que tinham atingido seus objetivos, mas viram a pontuação zerada por causa da não digitalização dos termos. Levamos essas situações para a direção do banco e insistimos na correção. Essa medida recoloca muitas agências na apuração e amplia a possibilidade de recebimento da premiação.”
Para o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, o caso demonstra a importância da organização coletiva dos trabalhadores. “Desde o lançamento do programa, a representação dos empregados vem questionando à Caixa sobre o regulamento injusto e que penaliza os empregados. Ao final do semestre, quando as equipes começaram a perceber as distorções não corrigidas nos indicadores SISNS e CSAT, as reclamações se intensificaram. A partir daí houve uma cobrança sistemática até o banco reconhecer o problema. É uma vitória parcial, mas importante, porque valoriza quem de fato constrói os resultados da empresa.”
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, ressaltou que a iniciativa representa uma correção necessária e traz impactos positivos diretos para os trabalhadores e para as próprias unidades. “Se essa regularização não fosse viabilizada, muitas agências seriam injustamente excluídas do Super Caixa, penalizando equipes inteiras por uma falha de registro que não reflete o trabalho realizado. Essa medida reforça que o esforço coletivo precisa ser reconhecido de forma justa e demonstra, mais uma vez, que a mobilização e a cobrança organizada das entidades representativas fazem diferença e geram resultados concretos para os empregados”, destaca Tony.
Avanço importante, mas debate continua
As entidades reconhecem que a abertura do Rede Responde representa um avanço, mas destacam que a situação evidencia problemas estruturais do próprio programa.
Rafael de Castro afirma que a correção de inconsistências do SISNS não encerra o tema. “A solução resolve um erro específico, mas o regulamento do Super Caixa ainda não reflete adequadamente o esforço das equipes. É preciso discutir critérios, transparência e governança do programa com a representação dos empregados.”
Fabiana Uehara reforça a necessidade de negociação. “O que buscamos é um programa justo, com regras claras e previsíveis. A premiação precisa reconhecer o trabalho real das unidades. Esse debate precisa acontecer com a participação dos trabalhadores.”
Felipe Pacheco acrescenta que a pauta continuará nas mesas de negociação. “Seguiremos cobrando. A abertura do Rede Responde mostra que as distorções existem e podem ser corrigidas. Porém ainda é necessário que a Caixa revise o indicador CSAT, que não reflete a qualidade de atendimento dos empregados da Caixa, tendo diversas falhas sistêmicas de apuração, além disso, é necessário avançar para regras mais transparentes e justas.”
Para Sergio Takemoto, presidente da Fenae, a experiência reforça o papel da representação coletiva. “A correção só aconteceu porque houve organização, pressão e diálogo institucional. O próximo passo é aprimorar o programa para evitar novas injustiças.”
As entidades orientam que as unidades verifiquem imediatamente a existência de pendências e realizem a regularização dentro do prazo estabelecido pela Caixa.
Ao todo, 656 unidades tinham termos pendentes de digitalização no sistema interno (SICTD). A ausência desses registros vinha impactando diretamente o indicador SISNS, e consequentemente penalizado a habilitação no programa Super Caixa, deixando equipes inteiras sem o recebimento das comissões de vendas de produtos de seguridade.
As unidades têm até 13 de fevereiro, às 18h, para digitalizar os documentos não digitalizados e informar a data da digitalização, ou justificar eventual impossibilidade, e adotar as providências necessárias para regularização.
Segundo o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro, a medida corrige uma injustiça evidente. “Os empregados fizeram o trabalho, atenderam clientes, venderam produtos e entregaram resultado. Não era aceitável que ficassem sem reconhecimento por uma falha operacional de registro. A abertura do Rede Responde é fruto direto da mobilização e das cobranças das entidades e da nossa representante no Conselho de Administração.”
A representante dos empregados no CA da Caixa, Fabiana Uehara, destacou que a demanda surgiu diretamente das unidades. “Recebemos inúmeros relatos de colegas que tinham atingido seus objetivos, mas viram a pontuação zerada por causa da não digitalização dos termos. Levamos essas situações para a direção do banco e insistimos na correção. Essa medida recoloca muitas agências na apuração e amplia a possibilidade de recebimento da premiação.”
Para o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, o caso demonstra a importância da organização coletiva dos trabalhadores. “Desde o lançamento do programa, a representação dos empregados vem questionando à Caixa sobre o regulamento injusto e que penaliza os empregados. Ao final do semestre, quando as equipes começaram a perceber as distorções não corrigidas nos indicadores SISNS e CSAT, as reclamações se intensificaram. A partir daí houve uma cobrança sistemática até o banco reconhecer o problema. É uma vitória parcial, mas importante, porque valoriza quem de fato constrói os resultados da empresa.”
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, ressaltou que a iniciativa representa uma correção necessária e traz impactos positivos diretos para os trabalhadores e para as próprias unidades. “Se essa regularização não fosse viabilizada, muitas agências seriam injustamente excluídas do Super Caixa, penalizando equipes inteiras por uma falha de registro que não reflete o trabalho realizado. Essa medida reforça que o esforço coletivo precisa ser reconhecido de forma justa e demonstra, mais uma vez, que a mobilização e a cobrança organizada das entidades representativas fazem diferença e geram resultados concretos para os empregados”, destaca Tony.
Avanço importante, mas debate continua
As entidades reconhecem que a abertura do Rede Responde representa um avanço, mas destacam que a situação evidencia problemas estruturais do próprio programa.
Rafael de Castro afirma que a correção de inconsistências do SISNS não encerra o tema. “A solução resolve um erro específico, mas o regulamento do Super Caixa ainda não reflete adequadamente o esforço das equipes. É preciso discutir critérios, transparência e governança do programa com a representação dos empregados.”
Fabiana Uehara reforça a necessidade de negociação. “O que buscamos é um programa justo, com regras claras e previsíveis. A premiação precisa reconhecer o trabalho real das unidades. Esse debate precisa acontecer com a participação dos trabalhadores.”
Felipe Pacheco acrescenta que a pauta continuará nas mesas de negociação. “Seguiremos cobrando. A abertura do Rede Responde mostra que as distorções existem e podem ser corrigidas. Porém ainda é necessário que a Caixa revise o indicador CSAT, que não reflete a qualidade de atendimento dos empregados da Caixa, tendo diversas falhas sistêmicas de apuração, além disso, é necessário avançar para regras mais transparentes e justas.”
Para Sergio Takemoto, presidente da Fenae, a experiência reforça o papel da representação coletiva. “A correção só aconteceu porque houve organização, pressão e diálogo institucional. O próximo passo é aprimorar o programa para evitar novas injustiças.”
As entidades orientam que as unidades verifiquem imediatamente a existência de pendências e realizem a regularização dentro do prazo estabelecido pela Caixa.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Anamatra orienta trabalhador a não esperar decisão final do STF sobre pejotização
- Campanha Nacional no BB: Movimento sindical reivindica abertura de concursos públicos e valorização dos funcionários
- Movimento sindical entrega minuta específica de reivindicações ao Mercantil
- Balanço Funcef: Até maio, planos superam meta atuarial
- Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
- Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados debate volta da ultratividade dos acordos coletivos
- Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban nesta terça-feira (7) para defender emprego bancário, combate à precarização e fechamento de agências
- Movimento sindical cobra do Banco do Brasil solução para o custeio da Cassi
- Inscrições abertas para turma de julho do curso “Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas”
- Campanha Nacional: Movimento sindical pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão
- Movimento sindical cobra da Caixa informações sobre implementação das novas regras da NR-1
- Caravana da FETEC-CUT/SP percorre Catanduva com mobilização por direitos e mais agências
- COE e Comando Nacional dos Bancários entregam pauta de reivindicações ao Itaú e cobram valorização das negociações diante da reestruturação do banco
- Campanha Nacional dos Bancários 2026 ganha ainda mais visibilidade na fachada do Sindicato
- Cliente ameaça funcionários do Mercantil em agência de Belo Horizonte e movimento sindical cobra reforço na segurança