07/08/2025
Lucro do Itaú atinge R$ 22,6 bilhões no semestre às custas de demissões e fechamento de agências
O Itaú Unibanco obteve um lucro líquido gerencial de R$ 22,6 bilhões no primeiro semestre de 2025, resultado 14,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024 e 3,4% maior em relação ao trimestre anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, foi de 23,9%, com crescimento de 0,9 ponto percentual em doze meses.
Esse desempenho financeiro robusto foi impulsionado pelo aumento da margem financeira com clientes (+14,7%), resultado de uma carteira de crédito mais rentável, maior remuneração do capital de giro próprio e melhores margens com passivos. Também houve destaque no crescimento das receitas com seguros, previdência e capitalização (+16,7%), além da expansão de 4,3% nas receitas de serviços, com ênfase na emissão de cartões, administração de recursos e serviços de pagamentos e recebimentos.
A carteira de crédito do banco chegou a R$ 1,389 trilhão, com crescimento de 7,3% em doze meses. Entre os destaques estão o crédito imobiliário (+17,2%), o cartão de crédito (+7,7%) e o crédito pessoal (+5,5%) no segmento de pessoas físicas, que totalizou R$ 451,9 bilhões. No crédito para empresas, a carteira de grandes companhias cresceu 6,4%, enquanto a de micro, pequenas e médias empresas subiu 13,1%, somando R$ 275,4 bilhões.
Apesar do lucro bilionário e da queda na inadimplência para 1,9% (redução de 0,8 p.p.), assim como na provisão para devedores duvidosos (PDD), que caiu 8,7%, o Itaú manteve sua política de cortes. A holding fechou 518 postos de trabalho em doze meses, sendo 504 deles apenas no segundo trimestre deste ano. O número total de empregados caiu para 85.775 no país. No mesmo período, foram encerradas 223 agências físicas.
O banco também registrou queda de 3% na receita com prestação de serviços e tarifas bancárias, que totalizou R$ 23,7 bilhões no semestre. Já as despesas de pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 10,4%, alcançando R$ 16,5 bilhões. A cobertura dessas despesas pelas receitas com tarifas foi de 143,6%.
Apesar dos cortes, a base de clientes do banco cresceu em 665 mil no semestre, totalizando 99,9 milhões de pessoas. O aumento da clientela, no entanto, não se traduziu em mais empregos nem em melhores condições de atendimento.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, o resultado escancara que não há justificativa para o banco seguir cortando postos de trabalho e fechando unidades.
“Com esse lucro, o banco não tem nenhuma justificativa para seguir fechando agências e diminuindo postos de trabalho. Isso aumenta o número de desempregados e deixa a população que não tem acesso à tecnologia sem atendimento algum. As agências são fechadas, e o atendimento aos aposentados é precário, pois são obrigados a se deslocar quilômetros até outra unidade. O banco lucra como nunca, mas não cumpre seu papel social. Banco é concessão pública e precisa garantir atendimento digno à população”, afirma Valeska.
Ricardo Jorge Nassar Jr., diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, reforça que a realidade por trás dos números bilionários do Itaú é um cenário de sobrecarga e sofrimento para quem sustenta esses lucros.
“Enquanto os resultados batem recordes, o que cresce nas agências é o adoecimento, o medo da demissão e a pressão absurda por metas. Fechar unidades e cortar empregos em meio a um lucro dessa magnitude não é gestão responsável — é crueldade com quem trabalha e desrespeito com quem precisa de atendimento. Seguimos na luta, cobrando o fim dos cortes, a valorização dos bancários e o compromisso real com a saúde e com a dignidade de quem está na linha de frente”, destaca.
Esse desempenho financeiro robusto foi impulsionado pelo aumento da margem financeira com clientes (+14,7%), resultado de uma carteira de crédito mais rentável, maior remuneração do capital de giro próprio e melhores margens com passivos. Também houve destaque no crescimento das receitas com seguros, previdência e capitalização (+16,7%), além da expansão de 4,3% nas receitas de serviços, com ênfase na emissão de cartões, administração de recursos e serviços de pagamentos e recebimentos.
A carteira de crédito do banco chegou a R$ 1,389 trilhão, com crescimento de 7,3% em doze meses. Entre os destaques estão o crédito imobiliário (+17,2%), o cartão de crédito (+7,7%) e o crédito pessoal (+5,5%) no segmento de pessoas físicas, que totalizou R$ 451,9 bilhões. No crédito para empresas, a carteira de grandes companhias cresceu 6,4%, enquanto a de micro, pequenas e médias empresas subiu 13,1%, somando R$ 275,4 bilhões.
Apesar do lucro bilionário e da queda na inadimplência para 1,9% (redução de 0,8 p.p.), assim como na provisão para devedores duvidosos (PDD), que caiu 8,7%, o Itaú manteve sua política de cortes. A holding fechou 518 postos de trabalho em doze meses, sendo 504 deles apenas no segundo trimestre deste ano. O número total de empregados caiu para 85.775 no país. No mesmo período, foram encerradas 223 agências físicas.
O banco também registrou queda de 3% na receita com prestação de serviços e tarifas bancárias, que totalizou R$ 23,7 bilhões no semestre. Já as despesas de pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 10,4%, alcançando R$ 16,5 bilhões. A cobertura dessas despesas pelas receitas com tarifas foi de 143,6%.
Apesar dos cortes, a base de clientes do banco cresceu em 665 mil no semestre, totalizando 99,9 milhões de pessoas. O aumento da clientela, no entanto, não se traduziu em mais empregos nem em melhores condições de atendimento.
Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, o resultado escancara que não há justificativa para o banco seguir cortando postos de trabalho e fechando unidades.
“Com esse lucro, o banco não tem nenhuma justificativa para seguir fechando agências e diminuindo postos de trabalho. Isso aumenta o número de desempregados e deixa a população que não tem acesso à tecnologia sem atendimento algum. As agências são fechadas, e o atendimento aos aposentados é precário, pois são obrigados a se deslocar quilômetros até outra unidade. O banco lucra como nunca, mas não cumpre seu papel social. Banco é concessão pública e precisa garantir atendimento digno à população”, afirma Valeska.
Ricardo Jorge Nassar Jr., diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, reforça que a realidade por trás dos números bilionários do Itaú é um cenário de sobrecarga e sofrimento para quem sustenta esses lucros.
“Enquanto os resultados batem recordes, o que cresce nas agências é o adoecimento, o medo da demissão e a pressão absurda por metas. Fechar unidades e cortar empregos em meio a um lucro dessa magnitude não é gestão responsável — é crueldade com quem trabalha e desrespeito com quem precisa de atendimento. Seguimos na luta, cobrando o fim dos cortes, a valorização dos bancários e o compromisso real com a saúde e com a dignidade de quem está na linha de frente”, destaca.
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