08/05/2025
Banco Central eleva Selic para 14,75% e reforça aperto econômico à população
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) decidiu, nesta quarta-feira (7), elevar a taxa básica de juros da economia de 14,25% para 14,75%. É a maior taxa desde julho de 2006, quando os juros estavam em 15,25% ao ano
A taxa Selic atua como referência para todas as demais taxas de juros praticadas no mercado, influenciando desde o crédito até consumo, passando pelos financiamentos e investimentos. É também um instrumento de política monetária para o controle da inflação.
“Juros maiores da taxa Selic resultam em contratações de empréstimos e financiamentos mais caros, dificultando o investimento das empresas na expansão dos seus negócios, o que afeta a geração de empregos. A falta de vagas de trabalho, por sua vez, inibe o consumo, forçando a queda dos preços. Na prática, a conta do ajuste cai nas costas dos trabalhadores”, destaca Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
A elevação da taxa Selic começou em setembro de 2024, quando o presidente do BCB era Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Campos Neto assumirá em primeiro de julho o cargo de “vice-chairman” do Nubank o que pode reforçar sua proximidade com o mercado financeiro e levantar questionamentos relacionados a conflito de interesses.
O ciclo de alta na Selic está se mantendo na atual gestão de Gabriel Galipolo, no comando do BCB, por pressão do mercado financeiro, sob a justificativa da contenção da inflação.
Elevação da Selic beneficia rentismo
O aumento da taxa Selic impacta também em outro lado da economia. A elevação dos juros serve como base para as taxas que são pagas pelo Tesouro Nacional como remuneração das Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que são são indexadas à Selic e compõem cerca de 43% dos títulos públicos.
A última decisão do BCB de elevar a Selic elevou a DBGG a (Dívida Bruta do Governo Geral) em R$ 50,3 bilhões por ano. Este valor representa aproximadamente 71% do valor do pacote de cortes anunciado pelo ministro Fernando Haddad em 29 de novembro de 2024, de acordo com os cálculos do próprio BCB.
A taxa Selic atua como referência para todas as demais taxas de juros praticadas no mercado, influenciando desde o crédito até consumo, passando pelos financiamentos e investimentos. É também um instrumento de política monetária para o controle da inflação.
“Juros maiores da taxa Selic resultam em contratações de empréstimos e financiamentos mais caros, dificultando o investimento das empresas na expansão dos seus negócios, o que afeta a geração de empregos. A falta de vagas de trabalho, por sua vez, inibe o consumo, forçando a queda dos preços. Na prática, a conta do ajuste cai nas costas dos trabalhadores”, destaca Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
A elevação da taxa Selic começou em setembro de 2024, quando o presidente do BCB era Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Campos Neto assumirá em primeiro de julho o cargo de “vice-chairman” do Nubank o que pode reforçar sua proximidade com o mercado financeiro e levantar questionamentos relacionados a conflito de interesses.
O ciclo de alta na Selic está se mantendo na atual gestão de Gabriel Galipolo, no comando do BCB, por pressão do mercado financeiro, sob a justificativa da contenção da inflação.
Elevação da Selic beneficia rentismo
O aumento da taxa Selic impacta também em outro lado da economia. A elevação dos juros serve como base para as taxas que são pagas pelo Tesouro Nacional como remuneração das Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que são são indexadas à Selic e compõem cerca de 43% dos títulos públicos.
A última decisão do BCB de elevar a Selic elevou a DBGG a (Dívida Bruta do Governo Geral) em R$ 50,3 bilhões por ano. Este valor representa aproximadamente 71% do valor do pacote de cortes anunciado pelo ministro Fernando Haddad em 29 de novembro de 2024, de acordo com os cálculos do próprio BCB.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, reforça que essa lógica perversa aprofunda desigualdades e empobrece a maioria, tudo para manter intocados os privilégios de uma minoria que já detém demais.
"Manter os juros nas alturas não é apenas uma escolha técnica. É uma decisão política que penaliza quem trabalha e protege quem vive de renda. Em vez de estimular a geração de empregos e a produção, essa política enriquece ainda mais bancos, seguradoras e fundos financeiros, que abocanham quase toda a dívida pública e lucram com cada ponto a mais na taxa básica. Com o pretexto de conter a inflação, o país é empurrado para um caminho de estagnação. Trava-se o consumo, freia-se o investimento produtivo e enfraquece-se a economia real, aquela que emprega, que movimenta o comércio, que põe comida na mesa. Enquanto isso, o rentismo se beneficia em silêncio, protegido por uma engrenagem que transfere renda dos que produzem para os que especulam", ressalta Vicentim.
"Manter os juros nas alturas não é apenas uma escolha técnica. É uma decisão política que penaliza quem trabalha e protege quem vive de renda. Em vez de estimular a geração de empregos e a produção, essa política enriquece ainda mais bancos, seguradoras e fundos financeiros, que abocanham quase toda a dívida pública e lucram com cada ponto a mais na taxa básica. Com o pretexto de conter a inflação, o país é empurrado para um caminho de estagnação. Trava-se o consumo, freia-se o investimento produtivo e enfraquece-se a economia real, aquela que emprega, que movimenta o comércio, que põe comida na mesa. Enquanto isso, o rentismo se beneficia em silêncio, protegido por uma engrenagem que transfere renda dos que produzem para os que especulam", ressalta Vicentim.
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