22/02/2021
Sindicato e Apcef/SP cobram da direção da Caixa Econômica acordo de home office
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O Sindicato e a Apcef/SP têm reivindicado da Caixa um acordo de home office para os empregados e sua extensão aos que estão em projeto remoto simplificado, aplicado durante a pandemia.
Diferentemente do que já aconteceu com outros bancos, a direção da empresa ainda não se comprometeu com o pagamento da ajuda de custo para gastos domiciliares (energia, internet etc.), tampouco com o fornecimento de mobiliário e infraestrutura para os bancários em regime de teletrabalho. Além disso, estes empregados da Caixa estão sem marcar o horário do expediente, o que tem comprometido o controle da jornada e causado sobrecarga de trabalho.
É necessário que a Caixa, a exemplo de outras instituições, defina junto com as entidades representativas dos trabalhadores um contrato que resguarde a saúde e condições de trabalho dos bancários e também equalize o trabalho em home office nos diferentes setores da empresa conforme o contrato de trabalho original. “É fundamental que o banco forneça condições adequadas para que os trabalhadores permaneçam neste sistema de teletrabalho. É preciso regulamentar jornada, fornecimento e manutenção de equipamentos, infraestrutura, questões relacionadas à alimentação. Reivindicamos que a direção da Caixa olhe e cuide dos empregados como vidas importantes que são e dê condições para que realizem seu trabalho de maneira que seja bom também para o trabalhador. Não podemos deixar nas mãos dos bancos. Tem que ter regras e respeito com o empregado”, ressalta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
O movimento sindical conquistou, desde o início da pandemia, avanços importantes na proteção dos trabalhadores contra o coronavírus, mas, em relação ao home office da Caixa, eles ainda são insuficientes.
“É importante frisar que a Caixa não pode se aproveitar da necessidade do projeto remoto, que foi implementando para a proteção dos empregados durante a pandemia, para se beneficiar do trabalho gratuito dos bancários. Temos recebido uma série de denúncias relativas às jornadas, onde alguns trabalhadores relatam que a chefia diz que o home office seria um benefício a ser pago pelo empregado com horas de trabalho a mais e disponibilidade fora da jornada de trabalho. A responsabilidade sobre as condições de trabalho deve ser da direção da empresa, e não dos empregados. Alertamos às chefias que a referência para os acordos de demanda deve ser atividade compatível com a jornada de trabalho de 6 e de 8 horas, conforme a função ocupada, em respeito aos empregados”, acrescenta o dirigente Leonardo Quadros, presidente da Apcef/SP.
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