02/07/2019
Assédio, seja moral ou sexual, é crime. Não tenha medo; denuncie ao Sindicato!
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O assédio, seja moral ou sexual, é tema que deve ser debatido continuamente. Isso porque embora cada vez mais se fale sobre o assunto, ainda há subnotificação de casos. Muita gente ainda tem medo de denunciar.
A última pesquisa Saúde do Trabalhador Caixa realizada pela Fenae em 2018 aponta que quando o assunto é assédio sexual, 7,9% das mulheres dizem ter conhecimento de alguma situação de assédio moral ocorrida no ambiente de trabalho, enquanto entre os homens, esse relato ocorre em 4,9% dos casos. Entre elas, 60,1% conhecem colegas que passaram por sofrimento contínuo em função do trabalho, algo relatado por 46,5% dos homens.
Recentemente, o jornal Correio Braziliense abordou o assunto ao noticiar o caso de um membro da direção de um banco que estaria se tornando conhecido por constantemente tentar se relacionar intimamente com as trabalhadoras da instituição.
É comum que o assédio sexual e moral se misture em situações como esta. Na pesquisa feita pela Fenae, quando perguntadas sobre pressão excessiva por metas, 30,6% das mulheres relataram passar por essa situação várias ou algumas vezes, enquanto entre os homens, esse problema apareceu em 25,1% dos casos.
Quando perguntados sobre situações típicas de assédio moral na relação com a chefia direta, tais como demanda excessiva por trabalho, pressão, atribuição indevida de erros, ameaças, gritos, entre outras, 53,6% dos empregados da Caixa disseram ter passado por ao menos um desses episódios. Outros 81,3% afirmaram que situações como essas ocorrem com outros colegas.
No entanto, apenas 3,1% de episódios de assédio moral foram registrados junto ao departamento de Recursos Humanos da Caixa.
No Brasil, os processos envolvendo assédio moral na Justiça do Trabalho cresceram ao menos 28%, entre 2015 e 2017, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), somando ações do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e nas primeiras e segundas instâncias dos Tribunais Regionais.
Denúncia
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e bancário da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto, explica que a entidade disponibiliza um canal específico para o encaminhamento de denúncias de assédio moral.
"O mecanismo foi uma conquista dos trabalhadores na Campanha Nacional de 2010, compondo um acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho. O bancário não deve permitir nenhum tipo de humilhação ou constrangimento em seu local de trabalho. Trata-se de algo que pode levar a categoria ao adoecimento e isso é um abuso contra o trabalhador,” destaca.
Caso algum episódio de assédio esteja ocorrendo em sua unidade, procure o Sindicato através do canal Denuncie no site da entidade, pelo telefone (17) 3522-2409 ou pelo WhatsApp (17) 99259-1987. A sua identidade será preservada.
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