25/05/2018
Cassi: sindicato cobra menos batalha de comunicação, mais mesa de negociação

O BB tem utilizado constantemente seus canais de comunicação para tentar convencer os funcionários da importância das mudanças sugeridas pelo relatório da consultoria Accenture para o custeio da Cassi. O Sindicato, contudo, rechaça a tentativa do banco fazer uso desse “diagnóstico” para quebrar o princípio da solidariedade e propor cobrança por dependente, onerando principalmente os participantes que ganham menos.
Em sua proposta, o banco pretende também acabar com o rateio de contribuição para a caixa de assistência, hoje 60% pago pelo Banco do Brasil e 40%, pelos trabalhadores e, ainda, extinguir a paridade na gestão, com duas diretorias nas mãos de representantes do mercado e o voto de minerva para o banco.
No último comunicado aos funcionários por meio da Agência de Notícias, o BB, para justificar o relatório da consultoria e onerar mais os associados, salienta que “a relação sobre a cobertura e o custeio do Plano de Associados torna-se um desafio ainda maior quando se analisa a inflação no setor de saúde, que capta a elevação de preços promovida por hospitais, clínicas e laboratórios em seus serviços.” O texto diz que “de 2008 a 2017, a inflação do segmento totalizou 108,84%, enquanto o IPCA acumulou 79,98% no mesmo período” e que “em relação ao Plano de Associados, a evolução das despesas em saúde foi ainda maior.” E continua: “Entre 2008 e 2017, houve crescimento de 118,21% nos gastos com assistência médica”.
O BB esquece ou finge esquecer que em 2007 houve uma negociação com várias entidades a respeito de sucessivos déficits da Cassi à época. Naquela ocasião, o banco se comprometeu a expandir a rede de Clinicassi para ampliar a adesão à Estratégia Saúde da Família (ESF).
O que se verificou, contudo, foi uma estagnação da ampliação do modelo por parte da Diretoria Financeira e da Presidência, ambas indicadas pelo BB, que utilizaram apenas os aportes provenientes do BET (Benefício Especial Temporário) do Plano 1 da Previ para maquiar ou esconder os déficits, não realizando quaisquer investimentos. Em 2007 o diagnóstico apontava que era preciso priorizar a ESF para redução de custos a longo prazo. Dez anos depois, o relatório da Accenture aponta para o mesmo diagnóstico, impossibilitando afirmar que apenas a inflação é responsável. O BB tem grande responsabilidade por não cumprir o que foi apontado e acordado em 2007.
Irresponsabilidade
No texto da Agência de Notícias, o banco ainda trouxe a opinião de José Caetano Minchillo, diretor de Gestão de Pessoas do BB, que “lembra que os levantamentos da Accenture sobre cobertura e custeio são extremamente relevantes para se ter uma dimensão dos desafios do Plano de Associados, mas destaca que merecem reflexão outros aspectos de mesma importância presentes no diagnóstico da consultoria, como gestão e governança”. A consultoria trouxe evidências de que a gestão e a governança da Cassi ainda podem avançar bastante e precisam ser debatidas com os associados.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, questiona e critica o comportamento do banco ao eximir os cuidados com a Caixa de Assistência de suas responsabilidades. Para o dirigente, o BB se contradiz ao dizer que é necessário restringir o papel dos eleitos com a criação de mais diretorias quando também afirma ser preciso reduzir despesas.
"O banco parece desconhecer uma política de gestão de pessoas eficiente, que olhe para seus funcionários e os exergue como uma responsabilidade. O aumento do consumo na Cassi é consequência direta do alto índice de adoecimento dos trabalhadores", diz.
Batalha de comunicação
O BB muitas vezes esquece, ou finge esquecer, que a gestão da Cassi tem de ser compartilhada, ao usar comunicados para tentar convencer os funcionários de que a proposta é boa, sem debater com os associados. O movimento sindical cobra do banco uma mesa de negociação para discutir, sobretudo, as mudanças estatutárias.
"Por isso, é fundamental que os bancários se informem através das matérias relacionadas à Caixa de Assistência publicadas nos canais de comunicação do Sindicato, como o site, o jornal Informação Bancária, e também via WhatsApp, para que tenham acesso não apenas às informações divulgadas pelo BB, que tenta convencer a todo custo os funcionários que as mudanças sugeridas pelo relatório são a única alternativa para a Cassi”, alerta Vicentim.
Em sua proposta, o banco pretende também acabar com o rateio de contribuição para a caixa de assistência, hoje 60% pago pelo Banco do Brasil e 40%, pelos trabalhadores e, ainda, extinguir a paridade na gestão, com duas diretorias nas mãos de representantes do mercado e o voto de minerva para o banco.
No último comunicado aos funcionários por meio da Agência de Notícias, o BB, para justificar o relatório da consultoria e onerar mais os associados, salienta que “a relação sobre a cobertura e o custeio do Plano de Associados torna-se um desafio ainda maior quando se analisa a inflação no setor de saúde, que capta a elevação de preços promovida por hospitais, clínicas e laboratórios em seus serviços.” O texto diz que “de 2008 a 2017, a inflação do segmento totalizou 108,84%, enquanto o IPCA acumulou 79,98% no mesmo período” e que “em relação ao Plano de Associados, a evolução das despesas em saúde foi ainda maior.” E continua: “Entre 2008 e 2017, houve crescimento de 118,21% nos gastos com assistência médica”.
O BB esquece ou finge esquecer que em 2007 houve uma negociação com várias entidades a respeito de sucessivos déficits da Cassi à época. Naquela ocasião, o banco se comprometeu a expandir a rede de Clinicassi para ampliar a adesão à Estratégia Saúde da Família (ESF).
O que se verificou, contudo, foi uma estagnação da ampliação do modelo por parte da Diretoria Financeira e da Presidência, ambas indicadas pelo BB, que utilizaram apenas os aportes provenientes do BET (Benefício Especial Temporário) do Plano 1 da Previ para maquiar ou esconder os déficits, não realizando quaisquer investimentos. Em 2007 o diagnóstico apontava que era preciso priorizar a ESF para redução de custos a longo prazo. Dez anos depois, o relatório da Accenture aponta para o mesmo diagnóstico, impossibilitando afirmar que apenas a inflação é responsável. O BB tem grande responsabilidade por não cumprir o que foi apontado e acordado em 2007.
Irresponsabilidade
No texto da Agência de Notícias, o banco ainda trouxe a opinião de José Caetano Minchillo, diretor de Gestão de Pessoas do BB, que “lembra que os levantamentos da Accenture sobre cobertura e custeio são extremamente relevantes para se ter uma dimensão dos desafios do Plano de Associados, mas destaca que merecem reflexão outros aspectos de mesma importância presentes no diagnóstico da consultoria, como gestão e governança”. A consultoria trouxe evidências de que a gestão e a governança da Cassi ainda podem avançar bastante e precisam ser debatidas com os associados.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, questiona e critica o comportamento do banco ao eximir os cuidados com a Caixa de Assistência de suas responsabilidades. Para o dirigente, o BB se contradiz ao dizer que é necessário restringir o papel dos eleitos com a criação de mais diretorias quando também afirma ser preciso reduzir despesas.
"O banco parece desconhecer uma política de gestão de pessoas eficiente, que olhe para seus funcionários e os exergue como uma responsabilidade. O aumento do consumo na Cassi é consequência direta do alto índice de adoecimento dos trabalhadores", diz.
Batalha de comunicação
O BB muitas vezes esquece, ou finge esquecer, que a gestão da Cassi tem de ser compartilhada, ao usar comunicados para tentar convencer os funcionários de que a proposta é boa, sem debater com os associados. O movimento sindical cobra do banco uma mesa de negociação para discutir, sobretudo, as mudanças estatutárias.
"Por isso, é fundamental que os bancários se informem através das matérias relacionadas à Caixa de Assistência publicadas nos canais de comunicação do Sindicato, como o site, o jornal Informação Bancária, e também via WhatsApp, para que tenham acesso não apenas às informações divulgadas pelo BB, que tenta convencer a todo custo os funcionários que as mudanças sugeridas pelo relatório são a única alternativa para a Cassi”, alerta Vicentim.
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