19/06/2015
Plano de Aposentadoria do BB vai dar problema; Sindicato orienta trabalhadores
O Banco do Brasil divulgou prazos e informações sobre o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), que deverá desligar mais de 7 mil bancários. O público-alvo são trabalhadores que desde 19 de maio de 2015 já podem se aposentar pelo INSS ou que tenham completado 50 anos de idade e 15 anos de empresa. Os oriundos de outras instituições financeiras terão contado o tempo antes da incorporação.
As informações foram apresentadas a dirigentes sindicais da Comissão de Empresa do Banco do Brasil (CEBB) na quarta-feira 17. “O banco se limitou unicamente a apresentar o projeto, quando nós evidenciamos todos os problemas”, afirma o dirigente sindical e integrante da CEBB João Fukunaga.
A CEBB avalia que o PAI será responsável por remover peças experientes do já desfalcado quadro de funcionários do BB. Fukunaga lembra que o movimento sindical não faz acordo de planos de aposentadoria ou demissão voluntária e destaca que não foi apresentado plano para repor esses trabalhadores, o que vai aumentar a sobrecarga de trabalho.
“Sem contar que é um absurdo o banco contar o tempo antes da incorporação para se livrar dos quadros técnicos, mas não conta esse período na hora de considerar tempo de CCV, de casa e cursos para contagem da pontuação de mérito”, critica.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva, Paulo Franco, também se postou contrário ao programa anunciado pelo BB. “Sempre faltam funcionários nas agências e não podemos compactuar com esse tipo de processo que acabará, sem dúvida alguma, por precarizar ainda mais o atendimento, prejudicando trabalhadores e a população em geral”.
Antes de aderir ao PAI, frisa o sindicalista, o trabalhador deve buscar informações aprofundadas e esgotar todas suas dúvidas. Uma vez aceita a proposta, não há como fazer questionamentos judiciais. “O Superior Tribunal Federal já se posicionou que as verbas que estão expressamente sendo renunciadas pelos trabalhadores em PDVs não dão o direito de se questionar judicialmente”, alerta.
A direção do banco frisou à CEBB que não haverá pressão para adesão ao PAI. Deverá ser uma decisão pessoal. “Os funcionários devem denunciar ao Sindicato qualquer pressão que sofrerem. Estamos atentos a essa situação”, completa Paulo Franco.
Saúde e Previdência
O PAI pode trazer complicações também aos bancários englobados pelos planos de saúde e de previdência do banco. Para se aposentar com direito à Cassi, o funcionário deverá ter contribuído com o plano por pelo menos 240 meses, conforme regulamento.
Quem tiver 15 anos de Previ e 50 anos de idade, mas não contribuiu durante 20 anos com a Cassi, não se aposentará com o plano de saúde. Já bancários abarcados no Economus só receberão a previdência complementar se estiverem aposentados pelo INSS.
Simulação
A partir das 9h da quinta-feira 17 até o dia 22, os funcionários aptos a se aposentar poderão fazer simulações para decidir com mais propriedade se aderem ao plano. Os bancários que não tiverem interesse em se desligar continuarão suas atividades normalmente na empresa.
A janela para adesão vai do dia 22 de junho até 10 de julho e o processo de desligamento será entre 13 de julho e 14 de agosto. O programa será limitado ao máximo de 7.100 funcionários de um total de 18.000 possíveis aposentáveis. As vagas serão preenchidas por ordem de pedido até atingir o limite. A reposição de funcionários será acelerada, garante o banco.
O incentivo proposto pelo banco é o piso de cinco salários brutos acrescido de prêmio de pecúnia por tempo de serviço de 2,04 a 2,27 salários e teto de 7,27 salários.
Fonte: Seeb Catanduva, com informações da Seeb SP
As informações foram apresentadas a dirigentes sindicais da Comissão de Empresa do Banco do Brasil (CEBB) na quarta-feira 17. “O banco se limitou unicamente a apresentar o projeto, quando nós evidenciamos todos os problemas”, afirma o dirigente sindical e integrante da CEBB João Fukunaga.
A CEBB avalia que o PAI será responsável por remover peças experientes do já desfalcado quadro de funcionários do BB. Fukunaga lembra que o movimento sindical não faz acordo de planos de aposentadoria ou demissão voluntária e destaca que não foi apresentado plano para repor esses trabalhadores, o que vai aumentar a sobrecarga de trabalho.
“Sem contar que é um absurdo o banco contar o tempo antes da incorporação para se livrar dos quadros técnicos, mas não conta esse período na hora de considerar tempo de CCV, de casa e cursos para contagem da pontuação de mérito”, critica.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva, Paulo Franco, também se postou contrário ao programa anunciado pelo BB. “Sempre faltam funcionários nas agências e não podemos compactuar com esse tipo de processo que acabará, sem dúvida alguma, por precarizar ainda mais o atendimento, prejudicando trabalhadores e a população em geral”.
Antes de aderir ao PAI, frisa o sindicalista, o trabalhador deve buscar informações aprofundadas e esgotar todas suas dúvidas. Uma vez aceita a proposta, não há como fazer questionamentos judiciais. “O Superior Tribunal Federal já se posicionou que as verbas que estão expressamente sendo renunciadas pelos trabalhadores em PDVs não dão o direito de se questionar judicialmente”, alerta.
A direção do banco frisou à CEBB que não haverá pressão para adesão ao PAI. Deverá ser uma decisão pessoal. “Os funcionários devem denunciar ao Sindicato qualquer pressão que sofrerem. Estamos atentos a essa situação”, completa Paulo Franco.
Saúde e Previdência
O PAI pode trazer complicações também aos bancários englobados pelos planos de saúde e de previdência do banco. Para se aposentar com direito à Cassi, o funcionário deverá ter contribuído com o plano por pelo menos 240 meses, conforme regulamento.
Quem tiver 15 anos de Previ e 50 anos de idade, mas não contribuiu durante 20 anos com a Cassi, não se aposentará com o plano de saúde. Já bancários abarcados no Economus só receberão a previdência complementar se estiverem aposentados pelo INSS.
Simulação
A partir das 9h da quinta-feira 17 até o dia 22, os funcionários aptos a se aposentar poderão fazer simulações para decidir com mais propriedade se aderem ao plano. Os bancários que não tiverem interesse em se desligar continuarão suas atividades normalmente na empresa.
A janela para adesão vai do dia 22 de junho até 10 de julho e o processo de desligamento será entre 13 de julho e 14 de agosto. O programa será limitado ao máximo de 7.100 funcionários de um total de 18.000 possíveis aposentáveis. As vagas serão preenchidas por ordem de pedido até atingir o limite. A reposição de funcionários será acelerada, garante o banco.
O incentivo proposto pelo banco é o piso de cinco salários brutos acrescido de prêmio de pecúnia por tempo de serviço de 2,04 a 2,27 salários e teto de 7,27 salários.
Fonte: Seeb Catanduva, com informações da Seeb SP
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio