MPT retoma mediação sobre transporte de valores na próxima terça
Após cancelamento de encontro anterior pelos bancos, trabalhadores esperam respostas às reivindicações.
A Procuradoria-Geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) agendou mediação para esta terça-feira, dia 13, às 15h30, em Brasília, para retomar o diálogo entre a Contraf-CUT, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) e a Febraban sobre os problemas de transporte de valores.
O encontro ocorre após o cancelamento da terceira reunião entre as partes, que estava marcado para o dia 10 de dezembro. Na ocasião, a Febraban comunicou ao MPT que não compareceria. A expectativa da Contraf-CUT e da CNTV é que a volta do diálogo com a entidade patronal dos bancos traga avanços, na perspectiva da proteção da vida dos bancários e vigilantes e da melhoria da segurança.
"Nós queremos buscar soluções para temas como o abastecimento inseguro dos caixas eletrônicos, as operações perigosas de embarque e desembarque dos carros-fortes, o transporte ilegal de numerário ainda feito por muitos bancários e o número insuficiente de vigilantes em muitas agências e postos de atendimento", destaca o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, que coordena o Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
"Precisamos dialogar para resolver essas questões inquietantes, que colocam em risco a vida de trabalhadores e clientes. Estamos cansados de ler notícias sobre mortes de vigilantes, bancários e usuários, vítimas de tiroteios em ações cada vez mais ousadas das quadrilhas, diante da precariedade das instalações de segurança nos bancos e da fragilidade da segurança pública. A Febraban precisa assumir as suas responsabilidades", salienta o presidente da CNTV, José Boaventura dos Santos.
A mediação iniciou a partir de representação da CNTV frente à ocorrência de mortes, feridos e traumatizados no abastecimento de caixas eletrônicos. A primeira reunião aconteceu no dia 13 de outubro e a segunda, no dia 9 de novembro, quando a Febraban pediu um prazo de 30 dias para avaliar os documentos apresentados pelos bancários e vigilantes.
Fonte: Contraf-CUT
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