16/12/2025
Tentativa de silenciamento ao padre Júlio Lancelotti gera indignação e solidariedade
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, à exemplo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) manifesta solidariedade ao padre Júlio Lancelotti diante das recentes medidas determinadas pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, que resultaram na suspensão temporária das transmissões das missas, das atividades do religioso nas redes sociais e na possibilidade de seu afastamento da Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, onde atua há mais de 40 anos.
Reconhecido nacionalmente por seu trabalho junto à população em situação de rua, o padre Júlio é uma das principais vozes na defesa dos direitos humanos na capital paulista. Sua atuação pastoral e social, voltada ao acolhimento, à denúncia das desigualdades e à garantia de dignidade aos mais pobres, tem sido alvo frequente de ataques de setores conservadores e da extrema direita, que tentam deslegitimar e criminalizar sua missão.
As missas celebradas por Lancelotti eram transmitidas ao vivo pela Rede TVT (TV dos Trabalhadores), pelo portal ICL e pelo YouTube, ampliando o alcance de uma mensagem pautada na solidariedade, no respeito e na justiça social. A suspensão das transmissões foi comunicada pelo próprio padre durante a celebração do último domingo (14), o que provocou forte reação de apoiadores, religiosos e movimentos sociais.
Em nota pública, o padre Júlio reafirmou sua pertença e obediência à Arquidiocese de São Paulo e esclareceu que não procede a informação sobre sua transferência da paróquia. As celebrações seguem sendo realizadas normalmente aos domingos, às 10h, na Capela da Universidade São Judas – Mooca, enquanto as redes sociais permanecem inativas durante um período de recolhimento temporário.
Para a Contraf-CUT, o contexto em que a decisão ocorre não pode ser dissociado da escalada de ataques políticos ao religioso. Recentemente, parlamentares de extrema direita chegaram a divulgar abaixo-assinados e vídeos pedindo seu afastamento das atividades religiosas, numa tentativa explícita de silenciar uma atuação que incomoda por expor o abandono social e a violência cotidiana enfrentada pela população mais vulnerável.
O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, destaca que os ataques ao padre Júlio também revelam o racismo estrutural presente na sociedade brasileira. “O padre Júlio Lancelotti é uma voz que denuncia, todos os dias, a exclusão social e o racismo que atingem principalmente a população negra em situação de rua. Quando tentam silenciá-lo, tentam também invisibilizar essa realidade e calar quem luta pela dignidade humana. A Contraf-CUT se solidariza com o padre Júlio e reafirma que defender os direitos humanos, combater o racismo e estar ao lado dos mais pobres não é crime, é um dever ético e social.”
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se alinha à Contraf-CUT na defesa intransigente dos direitos humanos e da justiça social, e manifesta sua solidariedade ao padre Júlio Lancelotti. "Nenhuma democracia se sustenta quando tenta deslegitimar quem enfrenta a desigualdade e estende a mão a quem mais precisa. Estar ao lado dessas lutas é reafirmar o papel transformador das entidades sindicais na construção de uma sociedade mais justa", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
Reconhecido nacionalmente por seu trabalho junto à população em situação de rua, o padre Júlio é uma das principais vozes na defesa dos direitos humanos na capital paulista. Sua atuação pastoral e social, voltada ao acolhimento, à denúncia das desigualdades e à garantia de dignidade aos mais pobres, tem sido alvo frequente de ataques de setores conservadores e da extrema direita, que tentam deslegitimar e criminalizar sua missão.
As missas celebradas por Lancelotti eram transmitidas ao vivo pela Rede TVT (TV dos Trabalhadores), pelo portal ICL e pelo YouTube, ampliando o alcance de uma mensagem pautada na solidariedade, no respeito e na justiça social. A suspensão das transmissões foi comunicada pelo próprio padre durante a celebração do último domingo (14), o que provocou forte reação de apoiadores, religiosos e movimentos sociais.
Em nota pública, o padre Júlio reafirmou sua pertença e obediência à Arquidiocese de São Paulo e esclareceu que não procede a informação sobre sua transferência da paróquia. As celebrações seguem sendo realizadas normalmente aos domingos, às 10h, na Capela da Universidade São Judas – Mooca, enquanto as redes sociais permanecem inativas durante um período de recolhimento temporário.
Para a Contraf-CUT, o contexto em que a decisão ocorre não pode ser dissociado da escalada de ataques políticos ao religioso. Recentemente, parlamentares de extrema direita chegaram a divulgar abaixo-assinados e vídeos pedindo seu afastamento das atividades religiosas, numa tentativa explícita de silenciar uma atuação que incomoda por expor o abandono social e a violência cotidiana enfrentada pela população mais vulnerável.
O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, destaca que os ataques ao padre Júlio também revelam o racismo estrutural presente na sociedade brasileira. “O padre Júlio Lancelotti é uma voz que denuncia, todos os dias, a exclusão social e o racismo que atingem principalmente a população negra em situação de rua. Quando tentam silenciá-lo, tentam também invisibilizar essa realidade e calar quem luta pela dignidade humana. A Contraf-CUT se solidariza com o padre Júlio e reafirma que defender os direitos humanos, combater o racismo e estar ao lado dos mais pobres não é crime, é um dever ético e social.”
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região se alinha à Contraf-CUT na defesa intransigente dos direitos humanos e da justiça social, e manifesta sua solidariedade ao padre Júlio Lancelotti. "Nenhuma democracia se sustenta quando tenta deslegitimar quem enfrenta a desigualdade e estende a mão a quem mais precisa. Estar ao lado dessas lutas é reafirmar o papel transformador das entidades sindicais na construção de uma sociedade mais justa", reforça o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
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