17/12/2025
COE Santander cobra transparência sobre a reorganização do varejo e respeito à representação sindical
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco na tarde desta terça-feira (16), na sede da instituição, em São Paulo. Logo no início do encontro, os representantes dos trabalhadores fizeram uma cobrança firme ao banco em razão do vazamento nas redes sociais de informações internas ocorrido no dia seguinte à última reunião.
Na ocasião, o Santander havia afirmado que não poderia fornecer detalhes da nova organização comercial do varejo. No entanto, informações internas acabaram circulando externamente e se misturaram a boatos, o que gerou insegurança entre os trabalhadores e indignação nos dirigentes sindicais. Para a COE, a situação compromete a credibilidade do representante do banco na mesa.
Os representantes dos bancários afirmaram que a situação gerou um sentimento de quebra de confiança e cobraram que o banco reveja seus fluxos de comunicação e fortaleça o diálogo com a representação sindical, para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer. O Santander reconheceu o problema e se comprometeu a ajustar o formato de comunicação interna.
A coordenadora da COE Santander, Wanessa de Queiroz, criticou o erro cometido pelo banco e destacou a gravidade da situação. “O vazamento de informações internas por pessoas que não fazem parte do banco nem da representação sindical é um erro grave. Isso enfraquece a confiança e prejudica diretamente o nosso trabalho junto aos trabalhadores. Esperamos que o banco cumpra o compromisso assumido e que esse tipo de situação não volte a acontecer”, afirmou Wanessa.
Banco apresenta mudanças na gestão de compliance
No decorrer da reunião, o Santander apresentou alterações e reforços na Gestão de Compliance e no Processo Estruturado de Apuração. Entre os pontos apresentados estão o Canal Aberto Santander, ferramenta destinada ao acolhimento de denúncias e à promoção do comportamento “Speak Up” (Falo Abertamente) e proteção ao denunciante.
O canal permite o registro de denúncias sobre temas como assédio moral ou sexual, discriminação, corrupção, fraude interna, conflitos de interesse, violação de normas trabalhistas, segurança da informação, lavagem de dinheiro, entre outros.
O banco informou que o Canal Aberto funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, por telefone gratuito e pela intranet, e que também recebe denúncias feitas pelo sindicato. O denunciante pode acompanhar o andamento do caso por meio de uma senha exclusiva, com garantia de anonimato.
Segundo o Santander, há tolerância zero à retaliação, sendo proibida qualquer forma de discriminação ou tratamento injusto contra quem denuncia de boa-fé. Casos de retaliação podem resultar na aplicação de medidas disciplinares, sem exceção.
Saúde mental, bem-estar e risco psicossocial
A segunda apresentação ficou a cargo da área de Pessoas, Cultura e Ouvidoria, que abordou as ações de saúde mental e bem-estar realizadas em 2025. Entre os destaques estão isenções de coparticipação para exames preventivos de saúde da mulher (Ultrassom e Mamografia da mama e Ultrassom, Vulvoscopia e Colpocitologia no colo uterino); e de saúde do homem (Ultrassom de próstata, PSA e Colonoscopia).
O banco detalhou as iniciativas de atenção à saúde mental em três níveis. Na atenção primária (prevenção) foram citadas ações de psicoeducação de líderes, com mais de 2,6 mil gestores treinados em segurança psicológica, e a realização de mais de 35 rodas de conversa sobre saúde e bem-estar em 2025.
Na atenção secundária (atendimento aos adoecidos), o Atendimento Médico Integrado (AMI) já atendeu mais de 1.200 pessoas neste ano, além do apoio psicológico do PAPE, que registrou mais de 12 mil atendimentos em 2025. Já na atenção terciária (para quem está retornando de afastamento médico), o banco criou em 2014 o programa Retorne Bem.
O Santander também apresentou o plano de implementação das medidas relacionadas ao Risco Psicossocial, conforme exigências da NR-1, destacando etapas como análise de risco, planos de ação individualizados e documentação legal obrigatória a partir de maio de 2026.
Os representantes dos trabalhadores apontaram que 25% dos trabalhadores afastados pelo INSS por doenças mentais, são bancários e isso demonstra o quão sério é esse tema e que temos que avançar na prevenção e nos cuidados dos trabalhadores que já estão adoecidos.
Inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes
Outro ponto discutido foi o Programa do Seu Jeito, voltado ao acompanhamento de funcionários com deficiência. A iniciativa prevê acolhimento, acompanhamento por equipe multidisciplinar e isenção de coparticipação para consultas e exames.
Os representantes dos trabalhadores reivindicaram que a isenção da coparticipação para os trabalhadores que são pessoas com deficiência (PCD) deveria também valer no período em que o trabalhador que aderiu ao programa estiver afastado pelo INSS, momento de muitos gastos com a saúde. Também reivindicaram que os dependentes PCDs dos empregados do banco tenham isenção da coparticipação.
Mudanças no varejo
O banco afirmou que não haverá mudança na movimentação de pessoas e apresentou ainda a nova segmentação de clientes Pessoa Jurídica (PJ) e do segmento Select, que passam a contar com novas nomenclaturas e ajustes nas faixas de enquadramento.
A nova estrutura passou a vigorar em dezembro e será refletida nos sistemas a partir de 1º de janeiro de 2026. Já a migração de clientes, tanto PJ quanto Pessoa Física (PF), está prevista para ocorrer na primeira quinzena de janeiro de 2026.
Por fim, ficou definido que a mesa sobre Diversidade e Segurança Bancária será realizada no dia 28 de janeiro de 2026. Já no dia 25 de fevereiro está prevista uma reunião específica para tratar da NR-1.
Na ocasião, o Santander havia afirmado que não poderia fornecer detalhes da nova organização comercial do varejo. No entanto, informações internas acabaram circulando externamente e se misturaram a boatos, o que gerou insegurança entre os trabalhadores e indignação nos dirigentes sindicais. Para a COE, a situação compromete a credibilidade do representante do banco na mesa.
Os representantes dos bancários afirmaram que a situação gerou um sentimento de quebra de confiança e cobraram que o banco reveja seus fluxos de comunicação e fortaleça o diálogo com a representação sindical, para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer. O Santander reconheceu o problema e se comprometeu a ajustar o formato de comunicação interna.
A coordenadora da COE Santander, Wanessa de Queiroz, criticou o erro cometido pelo banco e destacou a gravidade da situação. “O vazamento de informações internas por pessoas que não fazem parte do banco nem da representação sindical é um erro grave. Isso enfraquece a confiança e prejudica diretamente o nosso trabalho junto aos trabalhadores. Esperamos que o banco cumpra o compromisso assumido e que esse tipo de situação não volte a acontecer”, afirmou Wanessa.
Banco apresenta mudanças na gestão de compliance
No decorrer da reunião, o Santander apresentou alterações e reforços na Gestão de Compliance e no Processo Estruturado de Apuração. Entre os pontos apresentados estão o Canal Aberto Santander, ferramenta destinada ao acolhimento de denúncias e à promoção do comportamento “Speak Up” (Falo Abertamente) e proteção ao denunciante.
O canal permite o registro de denúncias sobre temas como assédio moral ou sexual, discriminação, corrupção, fraude interna, conflitos de interesse, violação de normas trabalhistas, segurança da informação, lavagem de dinheiro, entre outros.
O banco informou que o Canal Aberto funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, por telefone gratuito e pela intranet, e que também recebe denúncias feitas pelo sindicato. O denunciante pode acompanhar o andamento do caso por meio de uma senha exclusiva, com garantia de anonimato.
Segundo o Santander, há tolerância zero à retaliação, sendo proibida qualquer forma de discriminação ou tratamento injusto contra quem denuncia de boa-fé. Casos de retaliação podem resultar na aplicação de medidas disciplinares, sem exceção.
Saúde mental, bem-estar e risco psicossocial
A segunda apresentação ficou a cargo da área de Pessoas, Cultura e Ouvidoria, que abordou as ações de saúde mental e bem-estar realizadas em 2025. Entre os destaques estão isenções de coparticipação para exames preventivos de saúde da mulher (Ultrassom e Mamografia da mama e Ultrassom, Vulvoscopia e Colpocitologia no colo uterino); e de saúde do homem (Ultrassom de próstata, PSA e Colonoscopia).
O banco detalhou as iniciativas de atenção à saúde mental em três níveis. Na atenção primária (prevenção) foram citadas ações de psicoeducação de líderes, com mais de 2,6 mil gestores treinados em segurança psicológica, e a realização de mais de 35 rodas de conversa sobre saúde e bem-estar em 2025.
Na atenção secundária (atendimento aos adoecidos), o Atendimento Médico Integrado (AMI) já atendeu mais de 1.200 pessoas neste ano, além do apoio psicológico do PAPE, que registrou mais de 12 mil atendimentos em 2025. Já na atenção terciária (para quem está retornando de afastamento médico), o banco criou em 2014 o programa Retorne Bem.
O Santander também apresentou o plano de implementação das medidas relacionadas ao Risco Psicossocial, conforme exigências da NR-1, destacando etapas como análise de risco, planos de ação individualizados e documentação legal obrigatória a partir de maio de 2026.
Os representantes dos trabalhadores apontaram que 25% dos trabalhadores afastados pelo INSS por doenças mentais, são bancários e isso demonstra o quão sério é esse tema e que temos que avançar na prevenção e nos cuidados dos trabalhadores que já estão adoecidos.
Inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes
Outro ponto discutido foi o Programa do Seu Jeito, voltado ao acompanhamento de funcionários com deficiência. A iniciativa prevê acolhimento, acompanhamento por equipe multidisciplinar e isenção de coparticipação para consultas e exames.
Os representantes dos trabalhadores reivindicaram que a isenção da coparticipação para os trabalhadores que são pessoas com deficiência (PCD) deveria também valer no período em que o trabalhador que aderiu ao programa estiver afastado pelo INSS, momento de muitos gastos com a saúde. Também reivindicaram que os dependentes PCDs dos empregados do banco tenham isenção da coparticipação.
Mudanças no varejo
O banco afirmou que não haverá mudança na movimentação de pessoas e apresentou ainda a nova segmentação de clientes Pessoa Jurídica (PJ) e do segmento Select, que passam a contar com novas nomenclaturas e ajustes nas faixas de enquadramento.
A nova estrutura passou a vigorar em dezembro e será refletida nos sistemas a partir de 1º de janeiro de 2026. Já a migração de clientes, tanto PJ quanto Pessoa Física (PF), está prevista para ocorrer na primeira quinzena de janeiro de 2026.
Por fim, ficou definido que a mesa sobre Diversidade e Segurança Bancária será realizada no dia 28 de janeiro de 2026. Já no dia 25 de fevereiro está prevista uma reunião específica para tratar da NR-1.
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