26/12/2025
Por unanimidade, STF reconhece existência de racismo estrutural no Brasil. Entenda
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de racismo estrutural no Brasil e a ocorrência de graves violações a preceitos fundamentais, ao concluir, no último dia 18 de dezembro, o julgamento da ADPF 973.
A decisão determina que o poder público adote medidas para enfrentar o problema, como a revisão ou elaboração de um plano nacional de combate ao racismo estrutural, a reavaliação de políticas de acesso à educação e ao emprego, incluindo o sistema de cotas, e a criação de protocolos de atendimento à população negra por órgãos do Judiciário, Ministérios Públicos, Defensorias e forças policiais.
A ação foi ajuizada por sete partidos políticos, que pediam o reconhecimento da violação sistemática dos direitos da população negra. A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, que reconheceu o racismo estrutural, mas afastou o reconhecimento do estado de coisas inconstitucional, por entender que há medidas em curso para enfrentar o problema.
Avanço histórico
Para a secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, a decisão representa um avanço histórico.
“O STF reconhece aquilo que o movimento negro denuncia há décadas: o racismo é estrutural e produz desigualdades profundas. Essa decisão fortalece a luta por políticas públicas efetivas e pela responsabilização do Estado”, afirmou.
Segundo ela, o reconhecimento do racismo estrutural precisa se traduzir em ações concretas. “Não basta o reconhecimento jurídico. É fundamental que as determinações do Supremo resultem em políticas públicas efetivas, com orçamento, metas e participação social, para enfrentar as desigualdades no acesso ao trabalho, à educação, à justiça e à segurança pública”, completou.
"Mesmo com avanços importantes, conquistados pelo movimento sindical nos últimos anos, as instituições financeiras, por exemplo, e diversos outros setores da sociedade ainda mantêm mecanismos de exclusão que perpetuam o passado no presente e, portanto, cooperam com as desigualdades sociais e com o preconceito no Brasil. O racismo é uma ferida aberta e deve ser debatido e combatido até o dia em que as pessoas negras forem realmente livres", acrescenta Roberto Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin, Flávio Dino e a ministra Cármen Lúcia, que defenderam o reconhecimento da omissão estatal sistêmica e do estado de coisas inconstitucional decorrente do racismo estrutural e institucional.
A decisão determina que o poder público adote medidas para enfrentar o problema, como a revisão ou elaboração de um plano nacional de combate ao racismo estrutural, a reavaliação de políticas de acesso à educação e ao emprego, incluindo o sistema de cotas, e a criação de protocolos de atendimento à população negra por órgãos do Judiciário, Ministérios Públicos, Defensorias e forças policiais.
A ação foi ajuizada por sete partidos políticos, que pediam o reconhecimento da violação sistemática dos direitos da população negra. A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, que reconheceu o racismo estrutural, mas afastou o reconhecimento do estado de coisas inconstitucional, por entender que há medidas em curso para enfrentar o problema.
Avanço histórico
Para a secretária nacional de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, a decisão representa um avanço histórico.
“O STF reconhece aquilo que o movimento negro denuncia há décadas: o racismo é estrutural e produz desigualdades profundas. Essa decisão fortalece a luta por políticas públicas efetivas e pela responsabilização do Estado”, afirmou.
Segundo ela, o reconhecimento do racismo estrutural precisa se traduzir em ações concretas. “Não basta o reconhecimento jurídico. É fundamental que as determinações do Supremo resultem em políticas públicas efetivas, com orçamento, metas e participação social, para enfrentar as desigualdades no acesso ao trabalho, à educação, à justiça e à segurança pública”, completou.
"Mesmo com avanços importantes, conquistados pelo movimento sindical nos últimos anos, as instituições financeiras, por exemplo, e diversos outros setores da sociedade ainda mantêm mecanismos de exclusão que perpetuam o passado no presente e, portanto, cooperam com as desigualdades sociais e com o preconceito no Brasil. O racismo é uma ferida aberta e deve ser debatido e combatido até o dia em que as pessoas negras forem realmente livres", acrescenta Roberto Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin, Flávio Dino e a ministra Cármen Lúcia, que defenderam o reconhecimento da omissão estatal sistêmica e do estado de coisas inconstitucional decorrente do racismo estrutural e institucional.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- AGO: Presidente da Cabesp faz manobra descabida, confronta Estatuto, e impede voto sobre prestação de contas
- Nova NR-1 passa a valer em maio; mudança é avanço, mas erra ao não prever participação dos trabalhadores
- Fique atento ao horário especial de funcionamento do Sindicato no Carnaval
- Sindicato, empregados e demais entidades sindicais apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa
- Conquista do Sindicato: Mais 310 mulheres se formam com bolsas do projeto Mais Mulheres na TI
- PLR do Bradesco será paga no dia 27 de fevereiro
- Banco Mercantil pagará segunda parcela da PLR no dia 4 de março
- Confira como vão funcionar os bancos durante o carnaval
- Cobranças levam Caixa a corrigir distorções no Super Caixa
- Atendendo a pedido dos Sindicatos, Banco do Brasil antecipa pagamento da PLR para 3 de março
- ContrafCast aborda os impactos positivos da isenção do Imposto de Renda sobre o PIB
- COE Bradesco solicita o pagamento do PRB e banco nega
- Fim da escala 6x1 avança na Câmara e reforça pauta histórica do Sindicato
- Participe da enquete sobre o PL 581/2019 que trata da isenção de IR sobre a PLR
- Associações representativas e Sindicato orientam voto na AGO da Cabesp