Diap dá dicas para o voto consciente
Departamento de assessoria parlamentar destaca importância de conhecer trajetória do candidato.
Ó rgão de assessoria parlamentar dos sindicatos brasileiros, o Diap fiscaliza o desempenho de deputados e senadores, acompanhando a conjuntura política nacional. O principal objetivo do órgão, criado em 1983, é gerar informação de qualidade para que a sociedade conheça os projetos em curso no Congresso Nacional.
O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) edita, por exemplo, Os Cabeças do Congresso, um dos muitos informativos que permitem aos cidadãos conferir se há coerência entre o discurso eleitoral e a prática legislativa de cada representante do povo. O que é fundamental para o eleitor definir seu voto, destaca o jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, autor do recém-lançado livro Por Dentro do Governo: Como Funciona a Máquina Pública.
Confira a entrevista.
Pode citar exemplos práticos do funcionamento da estrutura política brasileira?
O Estado possui os monopólios de legislar (fazer as leis do país), de tributar (cobrar impostos, taxas da população) e de punir (arregimentar exércitos e fazer uso do poder de polícia). Esses monopólios são colocados em prática por três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e dois desses poderes (Executivo e Legislativo) têm seus titulares eleitos pelo voto popular. Portanto, dependendo de como se vote, esses poderes poderão estar a serviço ou contra o interesse do povo em geral e dos trabalhadores, em particular.
O que o cidadão deve levar em conta na hora de definir seu voto?
O programa dos partidos, a trajetória política, profissional e pessoal dos candidatos, além dos financiadores de campanha para que possa escolher o candidato que irá representá-lo no Legislativo (senador, deputados federal e estadual e vereador) ou no Poder Executivo (Presidência da República, Governo do Estado e Prefeitura). Esse candidato deve ser alguém inatacável ética e moralmente, defensor dos interesses nacionais e do povo brasileiro, ter compromisso com a democracia, com a geração de emprego, distribuição de renda e estar a serviço da maioria do povo.
Onde o cidadão pode encontrar informações confiáveis que ajudem a escolher um candidato?
Nas entidades dos movimentos sociais (DIAP, CUT, CNBB, AMB, na Transparência Brasil) e nos portais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trazem informações sobre os políticos, com perfil e história política, além de dados sobre como votou em matéria de interesse do povo (caso dos parlamentares) e quem os financiou, no caso de todos que foram candidatos em eleições anteriores (eleitos ou não).
Além do voto, existem outras formas de o cidadão interagir?
Sim. O Brasil já pratica a governança participativa. Existem dezenas, senão centenas, de conselhos, comitês e fóruns (alguns deliberativos e muitos consultivos) em que os representantes da sociedade organizada podem participar e influenciar o conteúdo das políticas públicas. Devemos ocupar esses espaços, se não serão ocupados por pessoas inescrupulosas e contrárias aos interesses da maioria do povo.
Fonte: SEEB S Paulo - Cláudia Motta
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