30/06/2026
Cliente ameaça funcionários do Mercantil em agência de Belo Horizonte e movimento sindical cobra reforço na segurança
Uma grave ocorrência de violência registrada nesta terça-feira (30) em uma agência do Banco Mercantil, localizada em Venda Nova, em Belo Horizonte (MG), reacendeu o alerta sobre a falta de segurança nas unidades bancárias. Um cliente ameaçou funcionários durante o atendimento, obrigando trabalhadores a intervir para evitar agressões.
Segundo denúncia encaminhada ao movimento sindical, o cliente se irritou com o tempo de espera e passou a circular pela agência tentando ser atendido antes da ordem de sua senha. Ao ser informado de que deveria aguardar sua vez, começou a gritar com um bancário, pegou uma cadeira e ameaçou arremessá-la contra o trabalhador. A agressão só não aconteceu porque outros funcionários conseguiram conter a situação. A Polícia Militar foi acionada, mas, de acordo com o relato, não compareceu ao local.
Na tentativa de acalmar o cliente, uma gerente de contas o chamou para atendimento. Durante o procedimento, ele voltou a se exaltar, tomou o tablet da trabalhadora e ameaçou jogá-lo no chão. Em seguida, também passou a ameaçá-la, obrigando a bancária a se afastar para preservar sua integridade. Novamente, colegas de trabalho precisaram intervir. Ainda conforme a denúncia, o cliente também mexeu no computador da gerente e a acusou de estar "pegando o dinheiro dele". Depois, deixou a agência bastante alterado e seguiu em direção a outra unidade bancária da região.
Para o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, Vanderci Antônio da Silva, o episódio evidencia a fragilidade das condições de segurança nas agências. "Esse episódio é inaceitável e demonstra a vulnerabilidade a que bancárias e bancários estão expostos diariamente pela retirada da vigilância armada. Exigimos que o Mercantil adote medidas efetivas para garantir a segurança dos trabalhadores, incluindo presença de segurança adequada, apoio imediato em situações de violência e acolhimento psicológico aos funcionários atingidos", afirmou.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região reforça que não é admissível que trabalhadores sejam submetidos a situações de ameaça, agressão e violência psicológica durante a jornada de trabalho. “Ocorre que nos últimos anos, com as mudanças no sistema financeiro, fruto do avanço tecnológico, os bancos passaram a descumprir as leis de segurança. Com os lucros estratosféricos dos bancos, está mais do que na hora de deixarem de se eximir e assumirem a responsabilidade que têm sobre a vida dos seus trabalhadores e clientes e investir mais em equipamentos que tornem as agências um lugar seguro para trabalhar ou utilizar seus serviços, ao invés de insistirem na contramão. O respeito à vida continua sendo nosso maior patrimônio”, reforçou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
Retirada de vigilantes aumenta preocupação
O caso também reacende o debate sobre as mudanças na legislação mineira que reduziram as exigências de segurança nas agências bancárias. Em maio de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o Projeto de Lei 434/2023, que desobrigou a instalação de portas giratórias e a manutenção de vigilantes em unidades bancárias que não realizem guarda de numerário.
Desde a tramitação da proposta, o movimento sindical alertava que a medida aumentaria a vulnerabilidade de bancárias, bancários e da população atendida nas agências. Para as entidades representativas dos trabalhadores, episódios como o registrado nesta terça-feira demonstram a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção e garantir ambientes de trabalho seguros.
Segundo denúncia encaminhada ao movimento sindical, o cliente se irritou com o tempo de espera e passou a circular pela agência tentando ser atendido antes da ordem de sua senha. Ao ser informado de que deveria aguardar sua vez, começou a gritar com um bancário, pegou uma cadeira e ameaçou arremessá-la contra o trabalhador. A agressão só não aconteceu porque outros funcionários conseguiram conter a situação. A Polícia Militar foi acionada, mas, de acordo com o relato, não compareceu ao local.
Na tentativa de acalmar o cliente, uma gerente de contas o chamou para atendimento. Durante o procedimento, ele voltou a se exaltar, tomou o tablet da trabalhadora e ameaçou jogá-lo no chão. Em seguida, também passou a ameaçá-la, obrigando a bancária a se afastar para preservar sua integridade. Novamente, colegas de trabalho precisaram intervir. Ainda conforme a denúncia, o cliente também mexeu no computador da gerente e a acusou de estar "pegando o dinheiro dele". Depois, deixou a agência bastante alterado e seguiu em direção a outra unidade bancária da região.
Para o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, Vanderci Antônio da Silva, o episódio evidencia a fragilidade das condições de segurança nas agências. "Esse episódio é inaceitável e demonstra a vulnerabilidade a que bancárias e bancários estão expostos diariamente pela retirada da vigilância armada. Exigimos que o Mercantil adote medidas efetivas para garantir a segurança dos trabalhadores, incluindo presença de segurança adequada, apoio imediato em situações de violência e acolhimento psicológico aos funcionários atingidos", afirmou.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região reforça que não é admissível que trabalhadores sejam submetidos a situações de ameaça, agressão e violência psicológica durante a jornada de trabalho. “Ocorre que nos últimos anos, com as mudanças no sistema financeiro, fruto do avanço tecnológico, os bancos passaram a descumprir as leis de segurança. Com os lucros estratosféricos dos bancos, está mais do que na hora de deixarem de se eximir e assumirem a responsabilidade que têm sobre a vida dos seus trabalhadores e clientes e investir mais em equipamentos que tornem as agências um lugar seguro para trabalhar ou utilizar seus serviços, ao invés de insistirem na contramão. O respeito à vida continua sendo nosso maior patrimônio”, reforçou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
Retirada de vigilantes aumenta preocupação
O caso também reacende o debate sobre as mudanças na legislação mineira que reduziram as exigências de segurança nas agências bancárias. Em maio de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o Projeto de Lei 434/2023, que desobrigou a instalação de portas giratórias e a manutenção de vigilantes em unidades bancárias que não realizem guarda de numerário.
Desde a tramitação da proposta, o movimento sindical alertava que a medida aumentaria a vulnerabilidade de bancárias, bancários e da população atendida nas agências. Para as entidades representativas dos trabalhadores, episódios como o registrado nesta terça-feira demonstram a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção e garantir ambientes de trabalho seguros.
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