29/09/2025
Movimento sindical realiza 1º Seminário Nacional da Pessoa com Deficiência do Ramo Financeiro
O movimento sindical bancário deu um passo histórico na última sexta-feira (26), com a realização do 1º Seminário Nacional da Pessoa com Deficiência do Ramo Financeiro, no Café dos Bancários, em São Paulo. O evento reuniu dirigentes sindicais, parlamentares, especialistas e representantes da sociedade civil para debater saúde, esporte, representatividade, educação inclusiva, direitos e enfrentamento à desinformação sobre as pessoas com deficiência.
A atividade ocorreu na semana do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A data, instituída oficialmente em 2005 durante o primeiro governo Lula, reforça a mobilização permanente por inclusão, respeito e participação social plena.
A mesa de abertura, conduzida por Elaine Cutis Gonçalves, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, contou com a presença de Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT; Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo; Jandyra Uehara, secretária de Políticas Sociais da CUT Nacional; Ivone Silva, vice-presidenta da CUT-SP; e Maria Cleide Queiróz, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Contraf-CUT na eleição do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência (Conade), realizada no início de junho.
Os dirigentes ressaltaram que a realização do seminário é resultado da mobilização de coletivos e entidades sindicais que, ao longo dos anos, têm trabalhado para garantir igualdade de oportunidades e eliminar barreiras no mundo do trabalho.
Juvandia Moreira destacou que o seminário é importante para atualizar as demandas da categoria e na busca de novos direitos: "Temos um conjunto de reivindicações que ainda não foram alcançadas. Já temos muitas conquistas, por termos essa organização, mas ainda precisamos atualizar nossa pauta e fazer negociações que tragam inclusão, que possibilitem ascensão profissional dos trabalhadores com deficiência e que melhorem o ambiente de trabalho."
"Precisamos, cada vez mais, trazer para a realidade do mundo do trabalho e das lutas coletivas que temos muita diversidade na classe trabalhadora. Temos necessidades diferenciadas, estamos estudando muito a questão das neurodivergências e tudo isso precisa estar na organização do Sindicato", afirmou Neiva Ribeiro durante a abertura do seminário.
Saúde, Esporte e Representatividade
A segunda mesa tratou de temas fundamentais para a inclusão social e laboral das pessoas com deficiência. Isaías Dias, diretor da Afubesp, integrante do Coletivo PCD e representante no Conade, falou sobre a importância da representatividade em espaços de decisão, destacando que a participação ativa das pessoas com deficiência garante avanços concretos em políticas públicas e no combate à discriminação.
Sandra Ramalhoso (PSOL) trouxe uma reflexão sobre a saúde da mulher com deficiência, apontando os desafios adicionais que enfrentam no acesso ao sistema de saúde e às políticas públicas.
José Roberto Santana, diretor do SEEB-SP e membro do Coletivo PCD, destacou o papel do esporte como ferramenta de inclusão e fortalecimento da autoestima.
Encerrando a mesa, Zé Carlos fez um relato e demonstração sobre o ju-jitsu adaptado, ressaltando como o esporte também pode ser um instrumento de superação.
Educação, Direitos e Combate à Desinformação
O último painel trouxe discussões sobre terminologia, inclusão educacional e combate a fake news. Lulinha apresentou a importância do uso adequado da terminologia e do letramento sobre deficiência, como forma de combater preconceitos enraizados na linguagem cotidiana.
Carlos Maciel abordou os desafios e avanços da educação inclusiva, reforçando que o acesso universal à educação é um direito fundamental.
Larissa Argenta expôs questões específicas sobre os direitos das pessoas autistas, com foco na necessidade de ampliar políticas de inclusão no trabalho e na sociedade.
Encerrando a mesa, Ergon Cugler destacou o papel nocivo da desinformação e das fake news sobre as pessoas autistas, defendendo campanhas de conscientização e acesso à informação qualificada.
Arthur Ataíde, vice-presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil), trouxe o combate à segregação escolar e a urgência de combate aos mecanismos de promoção de pânico moral da extrema direita em relação à deficiência. Articulou também sobre a forma violenta como o ato médico busca a institucionalização terapêutica do sujeito autista em cada aspecto de suas vidas.
Após as falas, a plenária participou de um debate aberto, que reuniu perguntas, relatos pessoais e propostas de ação sindical e política.
Atividade cultural
Nas considerações finais, a organização ressaltou que o seminário se consolidou como um marco no processo de valorização e inclusão das pessoas com deficiência no ramo financeiro. “A realização deste seminário é uma conquista coletiva. Estamos construindo um espaço de escuta, aprendizado e ação concreta para fortalecer a luta das pessoas com deficiência no setor financeiro. Inclusão não é caridade, é um direito, e o movimento sindical tem o compromisso de ser protagonista nesse processo”, afirmou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
Encerrando o dia, a programação cultural contou com o show “Sons da Democracia”, da Banda X, formada por integrantes com deficiência, que emocionou o público presente.
A atividade ocorreu na semana do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A data, instituída oficialmente em 2005 durante o primeiro governo Lula, reforça a mobilização permanente por inclusão, respeito e participação social plena.
A mesa de abertura, conduzida por Elaine Cutis Gonçalves, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, contou com a presença de Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT; Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo; Jandyra Uehara, secretária de Políticas Sociais da CUT Nacional; Ivone Silva, vice-presidenta da CUT-SP; e Maria Cleide Queiróz, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Contraf-CUT na eleição do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência (Conade), realizada no início de junho.
Os dirigentes ressaltaram que a realização do seminário é resultado da mobilização de coletivos e entidades sindicais que, ao longo dos anos, têm trabalhado para garantir igualdade de oportunidades e eliminar barreiras no mundo do trabalho.
Juvandia Moreira destacou que o seminário é importante para atualizar as demandas da categoria e na busca de novos direitos: "Temos um conjunto de reivindicações que ainda não foram alcançadas. Já temos muitas conquistas, por termos essa organização, mas ainda precisamos atualizar nossa pauta e fazer negociações que tragam inclusão, que possibilitem ascensão profissional dos trabalhadores com deficiência e que melhorem o ambiente de trabalho."
"Precisamos, cada vez mais, trazer para a realidade do mundo do trabalho e das lutas coletivas que temos muita diversidade na classe trabalhadora. Temos necessidades diferenciadas, estamos estudando muito a questão das neurodivergências e tudo isso precisa estar na organização do Sindicato", afirmou Neiva Ribeiro durante a abertura do seminário.
Saúde, Esporte e Representatividade
A segunda mesa tratou de temas fundamentais para a inclusão social e laboral das pessoas com deficiência. Isaías Dias, diretor da Afubesp, integrante do Coletivo PCD e representante no Conade, falou sobre a importância da representatividade em espaços de decisão, destacando que a participação ativa das pessoas com deficiência garante avanços concretos em políticas públicas e no combate à discriminação.
Sandra Ramalhoso (PSOL) trouxe uma reflexão sobre a saúde da mulher com deficiência, apontando os desafios adicionais que enfrentam no acesso ao sistema de saúde e às políticas públicas.
José Roberto Santana, diretor do SEEB-SP e membro do Coletivo PCD, destacou o papel do esporte como ferramenta de inclusão e fortalecimento da autoestima.
Encerrando a mesa, Zé Carlos fez um relato e demonstração sobre o ju-jitsu adaptado, ressaltando como o esporte também pode ser um instrumento de superação.
Educação, Direitos e Combate à Desinformação
O último painel trouxe discussões sobre terminologia, inclusão educacional e combate a fake news. Lulinha apresentou a importância do uso adequado da terminologia e do letramento sobre deficiência, como forma de combater preconceitos enraizados na linguagem cotidiana.
Carlos Maciel abordou os desafios e avanços da educação inclusiva, reforçando que o acesso universal à educação é um direito fundamental.
Larissa Argenta expôs questões específicas sobre os direitos das pessoas autistas, com foco na necessidade de ampliar políticas de inclusão no trabalho e na sociedade.
Encerrando a mesa, Ergon Cugler destacou o papel nocivo da desinformação e das fake news sobre as pessoas autistas, defendendo campanhas de conscientização e acesso à informação qualificada.
Arthur Ataíde, vice-presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil), trouxe o combate à segregação escolar e a urgência de combate aos mecanismos de promoção de pânico moral da extrema direita em relação à deficiência. Articulou também sobre a forma violenta como o ato médico busca a institucionalização terapêutica do sujeito autista em cada aspecto de suas vidas.
Após as falas, a plenária participou de um debate aberto, que reuniu perguntas, relatos pessoais e propostas de ação sindical e política.
Atividade cultural
Nas considerações finais, a organização ressaltou que o seminário se consolidou como um marco no processo de valorização e inclusão das pessoas com deficiência no ramo financeiro. “A realização deste seminário é uma conquista coletiva. Estamos construindo um espaço de escuta, aprendizado e ação concreta para fortalecer a luta das pessoas com deficiência no setor financeiro. Inclusão não é caridade, é um direito, e o movimento sindical tem o compromisso de ser protagonista nesse processo”, afirmou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis.
Encerrando o dia, a programação cultural contou com o show “Sons da Democracia”, da Banda X, formada por integrantes com deficiência, que emocionou o público presente.
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