22/10/2024
UnB aprova cotas para pessoas trans e avança na inclusão em universidades públicas
A Universidade de Brasília (UnB) deu um importante passo rumo à inclusão social com a aprovação, por unanimidade, da resolução que implementa cotas para pessoas trans nos mais de 130 cursos de graduação da instituição. Com a medida, 2% das vagas serão destinadas a travestis, mulheres trans, homens trans, transmasculinos e pessoas não-binárias. A expectativa é que a iniciativa comece a valer no vestibular de agosto de 2025, para ingresso no primeiro semestre de 2026.
Essa política é uma conquista histórica para a comunidade trans, que enfrenta enormes barreiras para acessar o ensino superior. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas 0,3% das pessoas trans no Brasil conseguem ingressar em uma universidade, e 90% delas precisam recorrer à prostituição para sobreviver. Além disso, menos de 30% completam o ensino médio.
A medida é vista como um avanço na luta pelos direitos da população trans e se soma a outras políticas afirmativas já implementadas na UnB, como as cotas raciais. O vice-reitor da universidade, Enrique Huelva, destacou o papel pioneiro da instituição ao adotar cotas para negros em 2003 e avançar com cotas trans na graduação.
A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, destacou a importância dessa iniciativa e reforçou a necessidade de outras universidades e estados seguirem o exemplo da UnB. "É muito importante avançar nesse tema. Esperamos que essa medida sirva como exemplo e que outros estados adotem políticas semelhantes, para que a inclusão de pessoas trans nas universidades se tornem práticas permanentes e uma lei em todo o país, assim como as cotas raciais", afirmou Elaine.
Ela também frisou que, embora a UnB esteja entre as pioneiras, a expectativa é que todas as universidades públicas do Brasil implementem ações afirmativas que garantam acesso e permanência a grupos historicamente excluídos.
Bianca Garbelini, secretária de Juventude da Contraf-CUT, celebrou a conquista como um marco na luta pelos direitos da juventude trans. “A aprovação das cotas trans é uma vitória significativa. Nossa juventude trans precisa de políticas inclusivas e acolhedoras para que possam sonhar com uma educação de qualidade e dignidade no mercado de trabalho. A presença de mais estudantes trans nas universidades ajudará a transformar o ambiente acadêmico e torná-lo mais diverso e plural.”
A resolução da UnB se junta a iniciativas de outras universidades federais que já adotaram cotas para pessoas trans, como a UFABC, a UFBA e a UFSB. “O compromisso da UnB vai além do ingresso, com políticas de permanência e apoio aos novos estudantes, um passo fundamental para a criação de um ambiente acadêmico mais inclusivo e acolhedor para todos”, garantiu Huelva.
Essa política é uma conquista histórica para a comunidade trans, que enfrenta enormes barreiras para acessar o ensino superior. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas 0,3% das pessoas trans no Brasil conseguem ingressar em uma universidade, e 90% delas precisam recorrer à prostituição para sobreviver. Além disso, menos de 30% completam o ensino médio.
A medida é vista como um avanço na luta pelos direitos da população trans e se soma a outras políticas afirmativas já implementadas na UnB, como as cotas raciais. O vice-reitor da universidade, Enrique Huelva, destacou o papel pioneiro da instituição ao adotar cotas para negros em 2003 e avançar com cotas trans na graduação.
A secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, destacou a importância dessa iniciativa e reforçou a necessidade de outras universidades e estados seguirem o exemplo da UnB. "É muito importante avançar nesse tema. Esperamos que essa medida sirva como exemplo e que outros estados adotem políticas semelhantes, para que a inclusão de pessoas trans nas universidades se tornem práticas permanentes e uma lei em todo o país, assim como as cotas raciais", afirmou Elaine.
Ela também frisou que, embora a UnB esteja entre as pioneiras, a expectativa é que todas as universidades públicas do Brasil implementem ações afirmativas que garantam acesso e permanência a grupos historicamente excluídos.
Bianca Garbelini, secretária de Juventude da Contraf-CUT, celebrou a conquista como um marco na luta pelos direitos da juventude trans. “A aprovação das cotas trans é uma vitória significativa. Nossa juventude trans precisa de políticas inclusivas e acolhedoras para que possam sonhar com uma educação de qualidade e dignidade no mercado de trabalho. A presença de mais estudantes trans nas universidades ajudará a transformar o ambiente acadêmico e torná-lo mais diverso e plural.”
A resolução da UnB se junta a iniciativas de outras universidades federais que já adotaram cotas para pessoas trans, como a UFABC, a UFBA e a UFSB. “O compromisso da UnB vai além do ingresso, com políticas de permanência e apoio aos novos estudantes, um passo fundamental para a criação de um ambiente acadêmico mais inclusivo e acolhedor para todos”, garantiu Huelva.
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