17/07/2023
Justiça do Trabalho: Santander é condenado por fraude na contratação de bancário
O banco Santander foi condenado pela Justiça do Trabalho por fraudar a contratação de um bancário por meio de uma empresa do mesmo grupo econômico do banco espanhol. O caso ocorreu em São Paulo.
O trabalhador foi contratado pelo Santander em setembro de 2018. Mas, sem qualquer tipo de alteração nas atividades profissionais desempenhadas no banco, em janeiro de 2022 ele foi transferido para a SX Tools – uma das empresas criadas pelo conglomerado espanhol para terceirizar seus empregados.
O bancário, então, ingressou na Justiça para ter reconhecimento da responsabilidade solidária entre o Santander e a SX Tools, e o seu enquadramento na categoria dos bancários.
‘Objetivo de afastar o enquadramento sindical’
Segundo o depoimento de uma testemunha incluído na sentença, o empregado “Continua trabalhando no mesmo espaço físico, com as mesmas atividades, […] A estrutura hierárquica dentro do setor continua a mesma”.
“Diante do exposto, concluo que a transferência do autor do primeiro reclamado [Santander] para a segunda ré [SX Tools] teve como único objetivo afastar o enquadramento sindical do reclamante, privando-o dos direitos trabalhistas inerentes à categoria dos bancários. Tal artifício, por certo, não pode ser admitido pelo Direito do Trabalho, devendo ser assegurados ao autor dos direitos da sua categoria profissional”, determinou na sentença a juíza Katia Bizzetto, da 11º Vara do Trabalho de São Paulo.
Em face da decisão, o trabalhador foi considerado como pertencente à categoria bancária, devendo ser aplicados a ele os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e a representação sindical dos empregados de bancos. A sentença também determinou pagamento de horas extras, consideradas como tais as excedentes à sexta hora diária ou trigésima semanal, até abril de 2023.
“Ainda que caiba recurso por parte do banco, esta decisão é muito importante, pois reconhece que a contratação de empregados que desempenham funções bancárias por outras empresas do Santander é uma fraude que visa unicamente enfraquecer a representação sindical bancária, retirar direitos e rebaixar salários de trabalhadores que cumprem exatamente as mesmas funções que os trabalhadores bancários. Tudo em nome do lucro. Esperamos que esta decisão faça com que o Santander interrompa este processo claramente fraudulento”, destaca Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander.
“É uma vitória importante a Justiça do Trabalho reconhecer a fraude praticada pelo Santander. O banco vem, nos últimos anos, tentando retalhar a categoria bancária retirando os direitos dos trabalhadores e a representação sindical. Decisões como esta impõe limite na tentativa do banco de fugir da lei”, reforça Vitor Monaquezi, advogado da Crivelli Advogados Associados, escritório que ingressou com a ação na Justiça e que presta assessoria também para o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Sindicato pode te ajudar
O Departamento Jurídico do Sindicato está à disposição dos trabalhadores para análise e encaminhamento de ação jurídica contra qualquer abuso por parte do banco. A entidade permanece à disposição para denúncias sobre as condições de trabalho, assédio e outras irregularidades em todas as empresas do grupo econômico do Santander.
Movimento sindical na luta contra a terceirização
Escorado pela reforma trabalhista que legalizou a terceirização irrestrita, desde o segundo semestre de 2021 o Santander vem transferindo trabalhadores para outras empresas pertencentes ao mesmo conglomerado, como STI, SX, Santander Corretora, F1RST, Prospera, e SX Tools. Cada uma vinculada a um Sindicato diferente.
Desde então o movimento sindical bancário vem denunciando e realizando uma série de protestos contra este processo que visa enfraquecer a organização dos trabalhadores, retirar direitos e rebaixar salários.
Por meio de assembleias, a imensa maioria dos trabalhadores expressou sua reprovação à terceirização que vem sendo promovida pelo Santander e manifestou seu desejo de serem representados pelos Sindicatos dos Bancários, e não por outros sindicatos.
"Não abriremos mão de lutar pelos direitos dos trabalhadores e pelo direito de representar os trabalhadores do sistema financeiro. Esse processo prejudica o bancário não apenas individual,mente, mas também coletivamente, uma vez que interfere na representação sindical e reduz a capacidade de luta e organização da categoria. Seguiremos construindo uma resistência cada vez maior e mais forte. E esperamos que esta decisão judicial sirva para a direção do Santander no Brasil reconhecer isto e respeitar seus trabalhadores responsáveis por quase um quinto do lucro mundial do conglomerado espanhol.” destacou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
Santander já é réu por terceirização fraudulenta
Mesmo após a entrada em vigor da reforma trabalhista (Lei 13467/2017), que legalizou a terceirização da atividade principal das empresas, o Santander e outras 43 empresas ainda podem ser condenados em R$ 100 milhões, em outra ação judicial movida pelo Ministério Público do Trabalho, por intermediação fraudulenta da mão de obra.
O trabalhador foi contratado pelo Santander em setembro de 2018. Mas, sem qualquer tipo de alteração nas atividades profissionais desempenhadas no banco, em janeiro de 2022 ele foi transferido para a SX Tools – uma das empresas criadas pelo conglomerado espanhol para terceirizar seus empregados.
O bancário, então, ingressou na Justiça para ter reconhecimento da responsabilidade solidária entre o Santander e a SX Tools, e o seu enquadramento na categoria dos bancários.
‘Objetivo de afastar o enquadramento sindical’
Segundo o depoimento de uma testemunha incluído na sentença, o empregado “Continua trabalhando no mesmo espaço físico, com as mesmas atividades, […] A estrutura hierárquica dentro do setor continua a mesma”.
“Diante do exposto, concluo que a transferência do autor do primeiro reclamado [Santander] para a segunda ré [SX Tools] teve como único objetivo afastar o enquadramento sindical do reclamante, privando-o dos direitos trabalhistas inerentes à categoria dos bancários. Tal artifício, por certo, não pode ser admitido pelo Direito do Trabalho, devendo ser assegurados ao autor dos direitos da sua categoria profissional”, determinou na sentença a juíza Katia Bizzetto, da 11º Vara do Trabalho de São Paulo.
Em face da decisão, o trabalhador foi considerado como pertencente à categoria bancária, devendo ser aplicados a ele os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e a representação sindical dos empregados de bancos. A sentença também determinou pagamento de horas extras, consideradas como tais as excedentes à sexta hora diária ou trigésima semanal, até abril de 2023.
“Ainda que caiba recurso por parte do banco, esta decisão é muito importante, pois reconhece que a contratação de empregados que desempenham funções bancárias por outras empresas do Santander é uma fraude que visa unicamente enfraquecer a representação sindical bancária, retirar direitos e rebaixar salários de trabalhadores que cumprem exatamente as mesmas funções que os trabalhadores bancários. Tudo em nome do lucro. Esperamos que esta decisão faça com que o Santander interrompa este processo claramente fraudulento”, destaca Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander.
“É uma vitória importante a Justiça do Trabalho reconhecer a fraude praticada pelo Santander. O banco vem, nos últimos anos, tentando retalhar a categoria bancária retirando os direitos dos trabalhadores e a representação sindical. Decisões como esta impõe limite na tentativa do banco de fugir da lei”, reforça Vitor Monaquezi, advogado da Crivelli Advogados Associados, escritório que ingressou com a ação na Justiça e que presta assessoria também para o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Sindicato pode te ajudar
O Departamento Jurídico do Sindicato está à disposição dos trabalhadores para análise e encaminhamento de ação jurídica contra qualquer abuso por parte do banco. A entidade permanece à disposição para denúncias sobre as condições de trabalho, assédio e outras irregularidades em todas as empresas do grupo econômico do Santander.
Movimento sindical na luta contra a terceirização
Escorado pela reforma trabalhista que legalizou a terceirização irrestrita, desde o segundo semestre de 2021 o Santander vem transferindo trabalhadores para outras empresas pertencentes ao mesmo conglomerado, como STI, SX, Santander Corretora, F1RST, Prospera, e SX Tools. Cada uma vinculada a um Sindicato diferente.
Desde então o movimento sindical bancário vem denunciando e realizando uma série de protestos contra este processo que visa enfraquecer a organização dos trabalhadores, retirar direitos e rebaixar salários.
Por meio de assembleias, a imensa maioria dos trabalhadores expressou sua reprovação à terceirização que vem sendo promovida pelo Santander e manifestou seu desejo de serem representados pelos Sindicatos dos Bancários, e não por outros sindicatos.
"Não abriremos mão de lutar pelos direitos dos trabalhadores e pelo direito de representar os trabalhadores do sistema financeiro. Esse processo prejudica o bancário não apenas individual,mente, mas também coletivamente, uma vez que interfere na representação sindical e reduz a capacidade de luta e organização da categoria. Seguiremos construindo uma resistência cada vez maior e mais forte. E esperamos que esta decisão judicial sirva para a direção do Santander no Brasil reconhecer isto e respeitar seus trabalhadores responsáveis por quase um quinto do lucro mundial do conglomerado espanhol.” destacou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
Santander já é réu por terceirização fraudulenta
Mesmo após a entrada em vigor da reforma trabalhista (Lei 13467/2017), que legalizou a terceirização da atividade principal das empresas, o Santander e outras 43 empresas ainda podem ser condenados em R$ 100 milhões, em outra ação judicial movida pelo Ministério Público do Trabalho, por intermediação fraudulenta da mão de obra.
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