10/10/2025
BB: Mais um golpe nos funcionários do Varejo
A Diretoria de Varejo do Banco do Brasil comunicou que, nos meses de novembro e dezembro, os gerentes da rede estão proibidos de acionar a substituição temporária — medida que, na prática, impede a designação de funcionários para cobrir colegas em férias, abonos ou licenças médicas.
Em 2023, celebramos o retorno das substituições, uma antiga reivindicação dos trabalhadores. Agora, alegando “controle e racionalização das despesas administrativas do banco”, a direção cancela as substituições nesses dois meses e ainda orienta que os funcionários evitem tirar férias nesse período.
O funcionalismo está indignado. Enquanto alguns poucos são contemplados com prêmios e viagens, muitos outros são prejudicados sob a justificativa de contenção de despesas. Quem está todos os dias na linha de frente, atendendo a população que mais precisa e produzindo resultados, é novamente penalizado.
O movimento sindical apresentou ao BB um levantamento que mostra o aumento de diversos indicadores de metas. Mesmo as dependências que não haviam cumprido as metas anteriores — não por falta de empenho, mas pela conjuntura — tiveram novo incremento. O resultado tem sido um ambiente de trabalho cada vez mais tenso, marcado por adoecimento e desespero entre os trabalhadores.
“Desde 2007, nós reivindicamos um mecanismo de substituição temporária para evitar a sobrecarga das equipes. O que o banco faz agora é economizar exatamente na ponta mais frágil: os trabalhadores que geram todo o lucro. Poderiam ser adotadas inúmeras medidas de contenção de despesas, mas o BB opta por cortar na remuneração e na proteção de quem produz os resultados”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
A decisão surpreende por chegar pouco tempo depois da apresentação da Instrução Normativa 368-1, que ampliou a designação interina para funções de 3º nível gerencial — gerentes de relacionamento, gerentes de serviços e supervisores de atendimento — e prevê o acionamento para ausências programadas iguais ou superiores a 10 dias úteis consecutivos. A norma começou a ser aplicada nas unidades de negócios, com potencial para atingir cerca de 21 mil funcionários, mas ainda não contempla todas as áreas do banco.
A Contraf-CUT e a CEBB, representando o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, criticam o novo posicionamento do banco. Segundo as entidades, o argumento oficial — de que a proibição busca conter despesas administrativas — é insuficiente e contraditório: alguém efetivamente precisará assumir as tarefas dos colegas ausentes, mas o banco se recusa a remunerar por esse trabalho.
Fernanda Lopes ressalta ainda o contexto já adverso da rede Varejo, marcado por metas altíssimas e crescentes. “Acionamos o banco diversas vezes para tratar das metas; mesmo assim, elas seguem subindo — muitas vezes sem que tenham sido cumpridas no semestre anterior. E, agora, o banco se recusa até a pagar o mínimo: a substituição de quem assume a função. É um ataque direto às condições de trabalho”, critica a dirigente.
Além do conteúdo da medida, a categoria também reprova a falta de comunicação prévia ao movimento sindical. O banco não informou as entidades sobre a proibição, deixando representantes e empregados mais uma vez surpreendidos com a mudança.
Em 2023, celebramos o retorno das substituições, uma antiga reivindicação dos trabalhadores. Agora, alegando “controle e racionalização das despesas administrativas do banco”, a direção cancela as substituições nesses dois meses e ainda orienta que os funcionários evitem tirar férias nesse período.
O funcionalismo está indignado. Enquanto alguns poucos são contemplados com prêmios e viagens, muitos outros são prejudicados sob a justificativa de contenção de despesas. Quem está todos os dias na linha de frente, atendendo a população que mais precisa e produzindo resultados, é novamente penalizado.
O movimento sindical apresentou ao BB um levantamento que mostra o aumento de diversos indicadores de metas. Mesmo as dependências que não haviam cumprido as metas anteriores — não por falta de empenho, mas pela conjuntura — tiveram novo incremento. O resultado tem sido um ambiente de trabalho cada vez mais tenso, marcado por adoecimento e desespero entre os trabalhadores.
“Desde 2007, nós reivindicamos um mecanismo de substituição temporária para evitar a sobrecarga das equipes. O que o banco faz agora é economizar exatamente na ponta mais frágil: os trabalhadores que geram todo o lucro. Poderiam ser adotadas inúmeras medidas de contenção de despesas, mas o BB opta por cortar na remuneração e na proteção de quem produz os resultados”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
A decisão surpreende por chegar pouco tempo depois da apresentação da Instrução Normativa 368-1, que ampliou a designação interina para funções de 3º nível gerencial — gerentes de relacionamento, gerentes de serviços e supervisores de atendimento — e prevê o acionamento para ausências programadas iguais ou superiores a 10 dias úteis consecutivos. A norma começou a ser aplicada nas unidades de negócios, com potencial para atingir cerca de 21 mil funcionários, mas ainda não contempla todas as áreas do banco.
A Contraf-CUT e a CEBB, representando o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, criticam o novo posicionamento do banco. Segundo as entidades, o argumento oficial — de que a proibição busca conter despesas administrativas — é insuficiente e contraditório: alguém efetivamente precisará assumir as tarefas dos colegas ausentes, mas o banco se recusa a remunerar por esse trabalho.
Fernanda Lopes ressalta ainda o contexto já adverso da rede Varejo, marcado por metas altíssimas e crescentes. “Acionamos o banco diversas vezes para tratar das metas; mesmo assim, elas seguem subindo — muitas vezes sem que tenham sido cumpridas no semestre anterior. E, agora, o banco se recusa até a pagar o mínimo: a substituição de quem assume a função. É um ataque direto às condições de trabalho”, critica a dirigente.
Além do conteúdo da medida, a categoria também reprova a falta de comunicação prévia ao movimento sindical. O banco não informou as entidades sobre a proibição, deixando representantes e empregados mais uma vez surpreendidos com a mudança.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto
- Lucro do Santander despenca em meio a demissões, terceirizações e fechamento de agências
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- CEE/Caixa debate remuneração e carreira com o banco nesta sexta-feira (31)
- Representação dos empregados pede reunião com presidente da Caixa após notícias sobre atletas patrocinados
- Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos
- Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)