10/04/2023
Datafolha confirma: maioria dos brasileiros é a favor de empresas públicas
A pesquisa Datafolha publicada no último domingo (9) revelou que a maioria da população é favorável às estatais e mostra que o atual governo caminha ao lado do que quer a população brasileira.
O presidente da República retirou sete empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e três do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), na última quinta-feira (6). A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT); Empresa Brasil de Comunicação (EBC); Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev); Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF); e o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec) foram retiradas do PND.
Por diversas vezes, o movimento sindical mostrou que a privatização de algumas dessas estatais traria prejuízos ao país. Como no caso dos Correios, que ameaçaria até a entrega de livros didáticos feitos em áreas remotas; a Dataprev e o Serpro que poderiam expor os dados pessoais de todos os brasileiros para governos estrangeiros e Ceitec, única fábrica de chips do Brasil e da América Latina, num momento em que falta o produto em todo o mundo, inclusive, fazendo com que montadoras como a Volkswagem interrompesse a produção de veículos e os bancos públicos responsáveis por oferecer crédito com menores juros, entre outros serviços fundamentais.
Do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), as três empresas retiradas foram o Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e a Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras).
Manutenção de BB, CEF e Petrobras como estatais têm o maior apoio
Segundo a pesquisa Datafolha, 45% dos brasileiros rejeitam as privatizações e 38% são favoráveis. No caso dos Correios há um empate: 45% são favoráveis e 46%, contrários, mas o apoio à privatização é menor em empresas como a Petrobras (37% a favor, 53% contra; os demais são indiferentes ou não sabem) e bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (36% a favor, 55% contra).
"É importante lembrarmos que todos nós dependemos dos serviços públicos, sejam controlados pelo estado diretamente ou indiretamente. Precisamos de certidão de nascimento, carteira de trabalho, estradas, meios de transporte, energia, água, hospitais, escolas, entre tantos outros serviços que nos acompanham desde o momento em que nascemos. Temos que saber que, com as privatizações, grande parcela da população não conseguirá ter acesso a esses serviços. Além disso, essas empresas públicas são responsáveis por boa parte da geração de emprego e renda no país", destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
A vice-presidenta da CUT Nacional e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, acredita que o apoio dos brasileiros aos bancos públicos reflete o bom serviço prestado por essas instituições financeiras.
“As pessoas veem a realidade ao seu redor. Basta olhar nos pequenos municípios, nos bairros periféricos, que os bancos lá instalados são a Caixa e o Banco do Brasil. Os bancos privados visam apenas um lucro exorbitante e não o caráter social, por isso não se interessam em atender os pobres”, analisa Juvandia, que também é presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT).
“O banco público oferece crédito mais barato, o agricultor familiar toma empréstimos no Banco do Nordeste e no BB, o financiamento da casa própria é mais barato na Caixa Econômica Federal. Onde houve privatização, o serviço ficou mais caro e a população sabe disso”, acrescenta a dirigente.
Já a Petrobras, conseguiu se manter como estatal, graças à luta de seus trabalhadores e trabalhadoras que a defenderam desses ataques.
Para o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, a população compreendeu a relação dos preços com a política adotada pelos últimos governos, que encareceu os combustíveis, e ainda que a Petrobras é uma empresa indutora do crescimento e de geração de empregos.
“Apesar desses ataques e da população ter pouco contato com a marca Petrobras após a venda da BR Distribuidora e da Liquigás, a população entendeu o papel da empresa na economia brasileira”, diz.
Os ataques à manutenção dos Correios como estatal também foram dos mais fortes. Começou com o sucateamento da empresa, com a não reposição de trabalhadores, prejudicando o atendimento à população para colocar em xeque a sua eficiência, ainda assim a estatal resistiu.
Segundo o secretário de comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Emerson Marinho, ainda assim os Correios são considerados em pesquisas como empresa segura e eficiente.
O presidente da República retirou sete empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e três do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), na última quinta-feira (6). A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT); Empresa Brasil de Comunicação (EBC); Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev); Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF); e o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec) foram retiradas do PND.
Por diversas vezes, o movimento sindical mostrou que a privatização de algumas dessas estatais traria prejuízos ao país. Como no caso dos Correios, que ameaçaria até a entrega de livros didáticos feitos em áreas remotas; a Dataprev e o Serpro que poderiam expor os dados pessoais de todos os brasileiros para governos estrangeiros e Ceitec, única fábrica de chips do Brasil e da América Latina, num momento em que falta o produto em todo o mundo, inclusive, fazendo com que montadoras como a Volkswagem interrompesse a produção de veículos e os bancos públicos responsáveis por oferecer crédito com menores juros, entre outros serviços fundamentais.
Do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), as três empresas retiradas foram o Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e a Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras).
Manutenção de BB, CEF e Petrobras como estatais têm o maior apoio
Segundo a pesquisa Datafolha, 45% dos brasileiros rejeitam as privatizações e 38% são favoráveis. No caso dos Correios há um empate: 45% são favoráveis e 46%, contrários, mas o apoio à privatização é menor em empresas como a Petrobras (37% a favor, 53% contra; os demais são indiferentes ou não sabem) e bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (36% a favor, 55% contra).
"É importante lembrarmos que todos nós dependemos dos serviços públicos, sejam controlados pelo estado diretamente ou indiretamente. Precisamos de certidão de nascimento, carteira de trabalho, estradas, meios de transporte, energia, água, hospitais, escolas, entre tantos outros serviços que nos acompanham desde o momento em que nascemos. Temos que saber que, com as privatizações, grande parcela da população não conseguirá ter acesso a esses serviços. Além disso, essas empresas públicas são responsáveis por boa parte da geração de emprego e renda no país", destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim.
A vice-presidenta da CUT Nacional e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, acredita que o apoio dos brasileiros aos bancos públicos reflete o bom serviço prestado por essas instituições financeiras.
“As pessoas veem a realidade ao seu redor. Basta olhar nos pequenos municípios, nos bairros periféricos, que os bancos lá instalados são a Caixa e o Banco do Brasil. Os bancos privados visam apenas um lucro exorbitante e não o caráter social, por isso não se interessam em atender os pobres”, analisa Juvandia, que também é presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT).
“O banco público oferece crédito mais barato, o agricultor familiar toma empréstimos no Banco do Nordeste e no BB, o financiamento da casa própria é mais barato na Caixa Econômica Federal. Onde houve privatização, o serviço ficou mais caro e a população sabe disso”, acrescenta a dirigente.
Já a Petrobras, conseguiu se manter como estatal, graças à luta de seus trabalhadores e trabalhadoras que a defenderam desses ataques.
Para o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, a população compreendeu a relação dos preços com a política adotada pelos últimos governos, que encareceu os combustíveis, e ainda que a Petrobras é uma empresa indutora do crescimento e de geração de empregos.
“Apesar desses ataques e da população ter pouco contato com a marca Petrobras após a venda da BR Distribuidora e da Liquigás, a população entendeu o papel da empresa na economia brasileira”, diz.
Os ataques à manutenção dos Correios como estatal também foram dos mais fortes. Começou com o sucateamento da empresa, com a não reposição de trabalhadores, prejudicando o atendimento à população para colocar em xeque a sua eficiência, ainda assim a estatal resistiu.
Segundo o secretário de comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Emerson Marinho, ainda assim os Correios são considerados em pesquisas como empresa segura e eficiente.
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