22/08/2019
Governo federal limita o número total de empregados para a Caixa Econômica Federal

O Ministério da Economia publicou no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (21) uma portaria que limita o número de empregados para a Caixa Econômica Federal e para os Correios. A publicação, assinada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), obriga as empresas públicas a seguirem o teto de 86.837 e 102.351, respectivamente.
A medida inclui os trabalhadores da Caixa Participações S.A. – Caixapar e da Caixa Seguridade. Há exceções de empregados que não devem ser contabilizados, por exemplo, aqueles com contrato de trabalho suspenso por aposentadoria por invalidez.
Nos últimos cinco anos, a Caixa perdeu cerca de 15 mil funcionários, segundo informou o presidente do banco, Pedro Guimarães. O último concurso aconteceu em 2014 e, neste período, eram pouco mais de 101 mil empregados. Em 2018, o número chegou a 85 mil. A contratação de mais trabalhadores para atingir o teto pedido pelo governo federal ainda não atenderia a demanda do banco.
O aumento do contingente de trabalhadores para a Caixa é uma luta constante das entidades representativas. De acordo com o presidente da Federação, Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) Jair Pedro Ferreira, muitos empregados estão trabalhando em situação precárias e adoecendo. “Essa é uma luta do movimento sindical. Os empregados estão sobrecarregados e adoecendo a cada dia", afirmou Jair Ferreira.
O impacto da falta de empregados nas agências é a sobrecarga de trabalho e a queda na qualidade da saúde dos funcionários. “Sempre faltou gente na Caixa. Existe uma defasagem muito grande. As pessoas estão trabalhando à exaustão, em especial nas agências. Todos estão trabalhando em um ritmo ruim causando problema a saúde. A gente sempre reivindicou o que tem que ser bom para todos, não só para um ou não só para outro”, declarou Ferreira.
Segundo o secretário Fernando Antônio Ribeiro Soares, que assina as portarias, é papel das empresas definir como irão se regulamentar. "Compete às empresas gerenciar seu quadro próprio de pessoal, praticando atos de gestão para repor empregados desligados ou que vierem a se desligar do quadro funcional, desde que seja observado o limite ora estabelecido e as dotações orçamentárias aprovadas para cada exercício, bem como as demais normas legais pertinentes”, afirmou.
O Sindicato tem realizado diversas reuniões nas agências de Catanduva e região para debater as principais demandas dos empregados, sobre as condições de trabalho e a necessidade de mais contratações, sobretudo, neste momento em que mais de 100 milhões de trabalhadores passarão pelas agências em decorrência do atendimento do FGTS.
"Estamos assistindo a um verdadeiro desmonte do banco público. E a hora de reagir é agora! Vamos nos unir pela Caixa e dialogar com os colegas de trabalho, clientes e familiares, deixando claro que a intenção do governo é precarizar as condições de trabalho e consequentemente o atendimento, prejudicando toda a sociedade", ressalta o diretor do Sindicato Antônio Júlio Gonçalves Neto.
A medida inclui os trabalhadores da Caixa Participações S.A. – Caixapar e da Caixa Seguridade. Há exceções de empregados que não devem ser contabilizados, por exemplo, aqueles com contrato de trabalho suspenso por aposentadoria por invalidez.
Nos últimos cinco anos, a Caixa perdeu cerca de 15 mil funcionários, segundo informou o presidente do banco, Pedro Guimarães. O último concurso aconteceu em 2014 e, neste período, eram pouco mais de 101 mil empregados. Em 2018, o número chegou a 85 mil. A contratação de mais trabalhadores para atingir o teto pedido pelo governo federal ainda não atenderia a demanda do banco.
O aumento do contingente de trabalhadores para a Caixa é uma luta constante das entidades representativas. De acordo com o presidente da Federação, Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) Jair Pedro Ferreira, muitos empregados estão trabalhando em situação precárias e adoecendo. “Essa é uma luta do movimento sindical. Os empregados estão sobrecarregados e adoecendo a cada dia", afirmou Jair Ferreira.
O impacto da falta de empregados nas agências é a sobrecarga de trabalho e a queda na qualidade da saúde dos funcionários. “Sempre faltou gente na Caixa. Existe uma defasagem muito grande. As pessoas estão trabalhando à exaustão, em especial nas agências. Todos estão trabalhando em um ritmo ruim causando problema a saúde. A gente sempre reivindicou o que tem que ser bom para todos, não só para um ou não só para outro”, declarou Ferreira.
Segundo o secretário Fernando Antônio Ribeiro Soares, que assina as portarias, é papel das empresas definir como irão se regulamentar. "Compete às empresas gerenciar seu quadro próprio de pessoal, praticando atos de gestão para repor empregados desligados ou que vierem a se desligar do quadro funcional, desde que seja observado o limite ora estabelecido e as dotações orçamentárias aprovadas para cada exercício, bem como as demais normas legais pertinentes”, afirmou.
O Sindicato tem realizado diversas reuniões nas agências de Catanduva e região para debater as principais demandas dos empregados, sobre as condições de trabalho e a necessidade de mais contratações, sobretudo, neste momento em que mais de 100 milhões de trabalhadores passarão pelas agências em decorrência do atendimento do FGTS.
"Estamos assistindo a um verdadeiro desmonte do banco público. E a hora de reagir é agora! Vamos nos unir pela Caixa e dialogar com os colegas de trabalho, clientes e familiares, deixando claro que a intenção do governo é precarizar as condições de trabalho e consequentemente o atendimento, prejudicando toda a sociedade", ressalta o diretor do Sindicato Antônio Júlio Gonçalves Neto.
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