30/10/2018
Nova reestruturação do BB afetará bancários. Entidades cobram garantias aos trabalhadores

O Banco do Brasil sob o comando do demissionário preposto de Michel Temer, Paulo Caffarelli, está promovendo nova reestruturação que afetará 127 funcionários em todo o país. Diante desse cenário, o movimento sindical cobrou esclarecimentos.
O anúncio tomou as unidades de surpresa e os sindicatos foram comunicados diretamente pelos funcionários das áreas envolvidas. No mesmo dia, dirigentes sindicais se reuniram com as Gerências Regionais de Pessoas (Gepes) para colher as informações sobre a quantidade de funcionários prejudicados em cada cidade, bem como buscar soluções para a realocação dos mesmos. Na reunião, o banco informou que 126 cargos serão cortados e 66 funcionários deverão procurar realocação.
Em São Paulo, a reestruturação envolverá funcionários de áreas de apoio com os prefixos 1981, 7421, 9099, além das CSAs, Gesin, Gimob e Ditec-DAT. Os cargos afetados são Gerentes de Área, Gerentes de Solução (ex-Divisão) e Gerentes de Grupo.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) critica a forma de comunicação das reestruturações no BB. “Não há nenhum tipo de consulta ou qualquer outro envolvimento dos sindicatos e demais áreas do banco para permitir que sejam buscadas soluções antecipadas ao corte de cargos e redução das remunerações. Quando os sindicatos são envolvidos antecipadamente a realocação se dá de maneira mais ágil e menos traumática”, disse Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.
De acordo com a medida anunciada pelo banco, os funcionários terão até 30 dias para tentarem realocação antes da perda da função e da redução salarial. A partir dessa data terão um complemento para manutenção de salário que dura apenas quatro meses.
“Não consideramos pequena uma reestruturação que pode reduzir pela metade o salário de dezenas de pessoas”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Wagner Nascimento, completando que “mais uma vez o banco anuncia uma reestruturação sem comunicar os com antecedência os representantes dos trabalhadores. Os sindicatos têm papel fundamental no auxílio à realocação daqueles que forem afetados”.
Nos próximos 30 dias, os funcionários envolvidos permanecerão no sistema do banco como excedentes, mas ninguém será descomissionado. Após esse período, que se encerrará em 29 de novembro, quem não conseguir reposição de vaga passará por um processo de promoção no Talentos e Oportunidades (TAO).
Os representantes dos trabalhadores presentes à reunião, o dirigente sindical Ernesto Izumi e o mebro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga, cobraram a prorrogação dos prazos, mas os integrantes do banco responderam que não há previsão para mudança das datas.
Os dirigentes também manifestaram preocupação com relação a escassez de vagas disponíveis devido as últimas reestruturações.
“Em mais essa medida planejada pelo governo Temer que encolhe ainda mais o tamanho do banco público, cobramos que a realocação desses bancários seja feita sem que resulte em transtornos como perdas salariais ou mudança para outras praças à revelia da vontade dos funcionários envolvidos”, afirma Ernesto Izumi.
O anúncio tomou as unidades de surpresa e os sindicatos foram comunicados diretamente pelos funcionários das áreas envolvidas. No mesmo dia, dirigentes sindicais se reuniram com as Gerências Regionais de Pessoas (Gepes) para colher as informações sobre a quantidade de funcionários prejudicados em cada cidade, bem como buscar soluções para a realocação dos mesmos. Na reunião, o banco informou que 126 cargos serão cortados e 66 funcionários deverão procurar realocação.
Em São Paulo, a reestruturação envolverá funcionários de áreas de apoio com os prefixos 1981, 7421, 9099, além das CSAs, Gesin, Gimob e Ditec-DAT. Os cargos afetados são Gerentes de Área, Gerentes de Solução (ex-Divisão) e Gerentes de Grupo.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) critica a forma de comunicação das reestruturações no BB. “Não há nenhum tipo de consulta ou qualquer outro envolvimento dos sindicatos e demais áreas do banco para permitir que sejam buscadas soluções antecipadas ao corte de cargos e redução das remunerações. Quando os sindicatos são envolvidos antecipadamente a realocação se dá de maneira mais ágil e menos traumática”, disse Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.
De acordo com a medida anunciada pelo banco, os funcionários terão até 30 dias para tentarem realocação antes da perda da função e da redução salarial. A partir dessa data terão um complemento para manutenção de salário que dura apenas quatro meses.
“Não consideramos pequena uma reestruturação que pode reduzir pela metade o salário de dezenas de pessoas”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Wagner Nascimento, completando que “mais uma vez o banco anuncia uma reestruturação sem comunicar os com antecedência os representantes dos trabalhadores. Os sindicatos têm papel fundamental no auxílio à realocação daqueles que forem afetados”.
Nos próximos 30 dias, os funcionários envolvidos permanecerão no sistema do banco como excedentes, mas ninguém será descomissionado. Após esse período, que se encerrará em 29 de novembro, quem não conseguir reposição de vaga passará por um processo de promoção no Talentos e Oportunidades (TAO).
Os representantes dos trabalhadores presentes à reunião, o dirigente sindical Ernesto Izumi e o mebro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga, cobraram a prorrogação dos prazos, mas os integrantes do banco responderam que não há previsão para mudança das datas.
Os dirigentes também manifestaram preocupação com relação a escassez de vagas disponíveis devido as últimas reestruturações.
“Em mais essa medida planejada pelo governo Temer que encolhe ainda mais o tamanho do banco público, cobramos que a realocação desses bancários seja feita sem que resulte em transtornos como perdas salariais ou mudança para outras praças à revelia da vontade dos funcionários envolvidos”, afirma Ernesto Izumi.
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