09/03/2017
Sindicatos denunciam transtornos causados pela reestruturação do Banco do Brasil
A reestruturação que está curso no Banco do Brasil continua causando transtornos aos funcionários do BB de todo o país. Esta foi a constatação da reunião do Coletivo Estadual dos Funcionários do banco, realizada nesta terça-feira (7) em São Paulo, na sede da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP).
“Desde o início o processo foi problemático. Ficamos sabendo dos planos por meio da imprensa. O banco programou o fechamento de agências, o descomissionamento de funcionários e um programa de demissão incentivada. Sabíamos que muitos seriam prejudicados, mas o banco insistia em dizer que ‘no final tudo daria certo’. Os estragos já são visíveis e sabemos que, com esse governo, até o final pode ficar ainda pior”, disse Antonio Sabóia, secretário de Bancos Federais da FETEC-CUT/SP.
No dia 20 de novembro, o Banco do Brasil divulgou pela imprensa os planos de reestruturação que prevê o fechamento de 402 agências e transformação de outras 379 em postos de atendimento, com encerramento de 31 superintendências. A intenção era extinguir 18 mil postos de trabalho por meio de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI). A redução do quadro por meio do PEAI atingiu 9.400 funcionários.
Problemas
Durante a reunião, dirigentes dos sindicatos filiados à FETEC-CUT/SP relataram problemas vivenciados por bancários de suas bases sindicais. “São problemas que vemos em todo o país devido à reestruturação, como o descomissionamento de funcionários, que não conseguiram realocação, e veem que, com o fim da VCP (Verba de Caráter Pessoal), logo terão uma queda abrupta de sua remuneração”, explicou Rodrigo Leite, dirigente da FETEC-CUT/SP e funcionário do BB. A falta de cronograma de instalação dos Programas de Suporte Operacionais (PSOs), com a respectiva dotação (quantidade de funcionários), assim como o cronograma de implantação dos escritórios digitais, e problemas de realocação de cargos foram casos mencionados.
Na última reunião com a CEBB, representantes do banco informaram 3.409 trabalhadores estavam recebendo VCP em 7 de fevereiro sendo que, devido a realocações e com bancários conseguindo vagas em outras unidades, esse número caiu para 2.452 em 1º de março. No mesmo período as pessoas consideradas excedentes em unidades e sem perda de VCP caiu de 690 para 334, também devido a terem conseguido colocação em outros setores.
Como avanço nas discussões, o BB atendeu reivindicação dos dirigentes sindicais e manterá a gratificação até 31 de maio para os caixas que ficaram sem função, o prazo era 31 de janeiro. Quem ficou sem receber a verba relativa a fevereiro terá o crédito de forma retroativa.
Assistentes
Outra situação crítica é a realocação dos assistentes que não encontram vagas em virtude dos cortes decorrentes da reestruturação. “É uma questão que implica, especialmente, no interior do estado. Não existem postos de trabalho para todos. Com isso, eles têm uma perda significativa em seus salários”, disse Rodrigo.
“Desde o início o processo foi problemático. Ficamos sabendo dos planos por meio da imprensa. O banco programou o fechamento de agências, o descomissionamento de funcionários e um programa de demissão incentivada. Sabíamos que muitos seriam prejudicados, mas o banco insistia em dizer que ‘no final tudo daria certo’. Os estragos já são visíveis e sabemos que, com esse governo, até o final pode ficar ainda pior”, disse Antonio Sabóia, secretário de Bancos Federais da FETEC-CUT/SP.
No dia 20 de novembro, o Banco do Brasil divulgou pela imprensa os planos de reestruturação que prevê o fechamento de 402 agências e transformação de outras 379 em postos de atendimento, com encerramento de 31 superintendências. A intenção era extinguir 18 mil postos de trabalho por meio de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI). A redução do quadro por meio do PEAI atingiu 9.400 funcionários.
Problemas
Durante a reunião, dirigentes dos sindicatos filiados à FETEC-CUT/SP relataram problemas vivenciados por bancários de suas bases sindicais. “São problemas que vemos em todo o país devido à reestruturação, como o descomissionamento de funcionários, que não conseguiram realocação, e veem que, com o fim da VCP (Verba de Caráter Pessoal), logo terão uma queda abrupta de sua remuneração”, explicou Rodrigo Leite, dirigente da FETEC-CUT/SP e funcionário do BB. A falta de cronograma de instalação dos Programas de Suporte Operacionais (PSOs), com a respectiva dotação (quantidade de funcionários), assim como o cronograma de implantação dos escritórios digitais, e problemas de realocação de cargos foram casos mencionados.
Na última reunião com a CEBB, representantes do banco informaram 3.409 trabalhadores estavam recebendo VCP em 7 de fevereiro sendo que, devido a realocações e com bancários conseguindo vagas em outras unidades, esse número caiu para 2.452 em 1º de março. No mesmo período as pessoas consideradas excedentes em unidades e sem perda de VCP caiu de 690 para 334, também devido a terem conseguido colocação em outros setores.
Como avanço nas discussões, o BB atendeu reivindicação dos dirigentes sindicais e manterá a gratificação até 31 de maio para os caixas que ficaram sem função, o prazo era 31 de janeiro. Quem ficou sem receber a verba relativa a fevereiro terá o crédito de forma retroativa.
Assistentes
Outra situação crítica é a realocação dos assistentes que não encontram vagas em virtude dos cortes decorrentes da reestruturação. “É uma questão que implica, especialmente, no interior do estado. Não existem postos de trabalho para todos. Com isso, eles têm uma perda significativa em seus salários”, disse Rodrigo.
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