07/02/2017
Banco do Brasil admite perda de dinheiro com reestruturação em andamento
O Banco do Brasil admitiu que os processos de reestruturação do banco público e de ampliação do BB Digital, que acontecem concomitantemente, geram perda de dinheiro para a instituição. A afirmação foi feita por representantes do banco durante mesa temática com dirigentes sindicais, realizada na sexta-feira 3.
“É simbólico que o BB admita que as mudanças pelas quais passa o banco acarretem em redução de recursos. Isso quebra o discurso da eficiência, justificativa da gestão Cafarelli para promover um verdadeiro desmonte da instituição. Que eficiência é essa que coloca o banco em risco? Qual a razão de avançar com tamanha agressividade em processos que geram prejuízos e insegurança aos trabalhadores? Parece óbvia a conclusão de que querem enfraquecer o BB para uma futura privatização”, critica o representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil João Fukunaga.
“Além do prejuízo financeiro para a instituição, a atual gestão do BB promove aumento da sobrecarga de trabalho e precarização do atendimento com a redução do número de funcionários. Cobramos mais respeito e transparência com clientes e bancários”, acrescenta.
Reestruturação – Um representante da Dipes (Diretoria de Pessoas) apresentou aos dirigentes um panorama do quadro de nomeações na instituição. Segundo ele, até o 1º de fevereiro, 4.200 funcionários foram incluídos na VCP (Verba de Caráter Pessoal) – que mantém por quatro meses os salários de bancários descomissionados – e cerca de 1.500 funções estarão abertas de forma exclusiva para serem preenchidas por esses trabalhadores.
“Acontece que, nessas 1.500 funções, os bancários não terão o mesmo salário. Em alguns casos, como gerentes de negócios e gerentes gerais, a redução chega a 50% do salário. Vamos continuar cobrando que os trabalhadores não sejam ainda mais prejudicados pelo processo de reestruturação”, critica a também dirigente e funcionária do BB Adriana Ferreira.
“Segundo o banco, não haverá excesso de caixas. Entretanto, queremos saber por praça a situação desses trabalhadores. O excesso pode não ocorrer rm nível nacional, mas pode existir em algumas cidades”, acrescenta Adriana.
Foi anunciado ainda que, nesta segunda-feira (6), será aberto novo processo TAO (Talentos e Oportunidades) especial, para funções em VCP.
BB Digital – Na reunião, os representantes do BB reafirmaram a intenção do banco de criar 255 escritórios digitais até o final do ano, meta superior à de bancos privados como, por exemplo, o Itaú.
“Reforçamos nossa preocupação com a forma a toque de caixa como o BB promove essa ampliação. Não é papel do banco público precarizar o atendimento bancário, muito menos da direção do mesmo sobrecarregar funcionários e discriminar a população mais carente, que não tem acesso aos canais digitais, para forçar um novo modelo de atendimento”, enfatiza a dirigente sindical.
Segundo Adriana, ficou claro durante a reunião que a Dipes possui autonomia apenas para fazer política visando à execução das estratégias da direção do banco, mas não em relação a questões relacionadas com os funcionários da instituição. “Quando fazemos perguntas objetivas, diretas, os representantes da Dipes se esquivam. Chega a ser uma ironia o nome dessa diretoria. Afinal, as pessoas estão lá no final da lista de prioridades.”
Gestão – Para João Fukunaga, a gestão Cafarelli é diretamente responsável pelos prejuízos no balanço do banco, advindos da forma como são conduzidos os processos de reestruturação e ampliação do BB Digital. “É evidente que a Dipes não é mais um departamento de gestão de pessoas e sofre interferência direta da presidência nas suas ações. O presidente do BB foi alçado ao cargo pelo atual governo justamente para colocar em prática o desmonte da instituição.”
“Vamos continuar cobrando estrutura adequada nos escritórios digitais e agências convencionais, assim como a justa realocação de funcionários considerados excedentes no âmbito da reestruturação, sem perda salarial. No próximo dia 7 vamos promover protestos e, em audiência, relatar ao Ministério Público todos os graves prejuízos acarretados por esse desmonte promovido pelo governo federal”, conclui Fukunaga.
“É simbólico que o BB admita que as mudanças pelas quais passa o banco acarretem em redução de recursos. Isso quebra o discurso da eficiência, justificativa da gestão Cafarelli para promover um verdadeiro desmonte da instituição. Que eficiência é essa que coloca o banco em risco? Qual a razão de avançar com tamanha agressividade em processos que geram prejuízos e insegurança aos trabalhadores? Parece óbvia a conclusão de que querem enfraquecer o BB para uma futura privatização”, critica o representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil João Fukunaga.
“Além do prejuízo financeiro para a instituição, a atual gestão do BB promove aumento da sobrecarga de trabalho e precarização do atendimento com a redução do número de funcionários. Cobramos mais respeito e transparência com clientes e bancários”, acrescenta.
Reestruturação – Um representante da Dipes (Diretoria de Pessoas) apresentou aos dirigentes um panorama do quadro de nomeações na instituição. Segundo ele, até o 1º de fevereiro, 4.200 funcionários foram incluídos na VCP (Verba de Caráter Pessoal) – que mantém por quatro meses os salários de bancários descomissionados – e cerca de 1.500 funções estarão abertas de forma exclusiva para serem preenchidas por esses trabalhadores.
“Acontece que, nessas 1.500 funções, os bancários não terão o mesmo salário. Em alguns casos, como gerentes de negócios e gerentes gerais, a redução chega a 50% do salário. Vamos continuar cobrando que os trabalhadores não sejam ainda mais prejudicados pelo processo de reestruturação”, critica a também dirigente e funcionária do BB Adriana Ferreira.
“Segundo o banco, não haverá excesso de caixas. Entretanto, queremos saber por praça a situação desses trabalhadores. O excesso pode não ocorrer rm nível nacional, mas pode existir em algumas cidades”, acrescenta Adriana.
Foi anunciado ainda que, nesta segunda-feira (6), será aberto novo processo TAO (Talentos e Oportunidades) especial, para funções em VCP.
BB Digital – Na reunião, os representantes do BB reafirmaram a intenção do banco de criar 255 escritórios digitais até o final do ano, meta superior à de bancos privados como, por exemplo, o Itaú.
“Reforçamos nossa preocupação com a forma a toque de caixa como o BB promove essa ampliação. Não é papel do banco público precarizar o atendimento bancário, muito menos da direção do mesmo sobrecarregar funcionários e discriminar a população mais carente, que não tem acesso aos canais digitais, para forçar um novo modelo de atendimento”, enfatiza a dirigente sindical.
Segundo Adriana, ficou claro durante a reunião que a Dipes possui autonomia apenas para fazer política visando à execução das estratégias da direção do banco, mas não em relação a questões relacionadas com os funcionários da instituição. “Quando fazemos perguntas objetivas, diretas, os representantes da Dipes se esquivam. Chega a ser uma ironia o nome dessa diretoria. Afinal, as pessoas estão lá no final da lista de prioridades.”
Gestão – Para João Fukunaga, a gestão Cafarelli é diretamente responsável pelos prejuízos no balanço do banco, advindos da forma como são conduzidos os processos de reestruturação e ampliação do BB Digital. “É evidente que a Dipes não é mais um departamento de gestão de pessoas e sofre interferência direta da presidência nas suas ações. O presidente do BB foi alçado ao cargo pelo atual governo justamente para colocar em prática o desmonte da instituição.”
“Vamos continuar cobrando estrutura adequada nos escritórios digitais e agências convencionais, assim como a justa realocação de funcionários considerados excedentes no âmbito da reestruturação, sem perda salarial. No próximo dia 7 vamos promover protestos e, em audiência, relatar ao Ministério Público todos os graves prejuízos acarretados por esse desmonte promovido pelo governo federal”, conclui Fukunaga.
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