24/02/2015
Lucro mundial do HSBC cai em 2014 com despesas e provisões elevadas
O HSBC divulgou nesta segunda-feira 23 lucro líquido mundial de US$ 13,69 bilhões em 2014, resultado 16% inferior ao do ano anterior.
Já a filial brasileira do banco inglês registrou prejuízo antes de impostos de US$ 247 milhões no ano passado. Esse foi o pior resultado entre todas as filiais latino-americanas e reverte a tendência de lucro vista nos anos anteriores. Em 2013, a instituição havia lucrado US$ 351 milhões no Brasil e no ano de 2012 o resultado positivo havia somado US$ 1,123 bilhão.
O desempenho do banco britânico no ano passado foi afetado por despesas e provisões elevadas ligadas a acusações de má conduta. Recentemente, a instituição foi acusada de ajudar clientes milionários a sonegar impostos por meio de sua subsidiária suíça.
O executivo-chefe Stuart Gulliver disse em comunicado nesta segunda-feira que o resultado ficou aquém das expectativas. "Um quarto trimestre difícil ofuscou progressos feitos durante os três primeiros trimestres do ano passado", afirmou.
Na edição desta segunda-feira, o jornal "The Guardian" alega que o próprio Gulliver tem uma conta pessoal na Suíça através de uma empresa panamenha.
A direção do banco diz que o prejuízo é explicado pelo ambiente econômico desfavorável e a continuidade dos ajustes gerados pelo reposicionamento do banco no Brasil.
"A desaceleração da economia brasileira explica muito dessa fraqueza. A deterioração da confiança econômica e a consequente retração do investimento empresarial foram os principais fatores por trás da desaceleração econômica", diz o balanço divulgado em Londres. "Para mitigar as pressões inflacionárias de uma moeda mias fraca, o Banco Central aumentou o juro em 75 pontos base no quarto trimestre para 11,75%", completa o documento.
Por unidades no Brasil, a unidade que engloba o banco de varejo e a gestão de ativos liderou o prejuízo com perda antes de impostos de US$ 174 milhões em 2014. Isso acelerou a tendência de perdas do ano anterior, quando o prejuízo já havia somado US$ 114 milhões. Em seguida, o banco comercial registrou prejuízo de US$ 153 milhões no ano passado, mais que o triplo da perda de US$ 43 milhões reportada em 2013. O segmento de alta renda, o private, acumulou perda de 2 milhões em 2014 contra lucro de US$ 5 milhões em 2013.
O único segmento do HSBC Brasil que terminou o ano passado com lucro foi o de "global banking e mercados", que gerou resultado positivo antes de impostos de US$ 115 milhões em 2014. Apesar de estar no azul, a unidade viu o resultado cair drasticamente já que em 2013 o lucro havia somado US$ 514 milhões. Segundo o balanço, houve ainda prejuízo de US$ 33 milhões em outras áreas não especificadas no ano passado na filial brasileira do HSBC.
No mundo
No resultado global, o banco teve lucro líquido de US$ 13,69 bilhões em 2014, 16% menor que o ganho de US$ 16,2 bilhões registrado no ano anterior. O resultado do banco britânico foi afetado por custos maiores e uma série de provisões relacionadas a condenações por conduta indevida.
A receita anual teve ligeira alta, a US$ 62 bilhões, de US$ 61,9 bilhões em 2013. O banco provisionou US$ 1,19 bilhão no ano para acordos, em meio a uma ampla investigação sobre suas atividades nos mercados de câmbio.
Fonte: Época e Valor Econômico
Já a filial brasileira do banco inglês registrou prejuízo antes de impostos de US$ 247 milhões no ano passado. Esse foi o pior resultado entre todas as filiais latino-americanas e reverte a tendência de lucro vista nos anos anteriores. Em 2013, a instituição havia lucrado US$ 351 milhões no Brasil e no ano de 2012 o resultado positivo havia somado US$ 1,123 bilhão.
O desempenho do banco britânico no ano passado foi afetado por despesas e provisões elevadas ligadas a acusações de má conduta. Recentemente, a instituição foi acusada de ajudar clientes milionários a sonegar impostos por meio de sua subsidiária suíça.
O executivo-chefe Stuart Gulliver disse em comunicado nesta segunda-feira que o resultado ficou aquém das expectativas. "Um quarto trimestre difícil ofuscou progressos feitos durante os três primeiros trimestres do ano passado", afirmou.
Na edição desta segunda-feira, o jornal "The Guardian" alega que o próprio Gulliver tem uma conta pessoal na Suíça através de uma empresa panamenha.
A direção do banco diz que o prejuízo é explicado pelo ambiente econômico desfavorável e a continuidade dos ajustes gerados pelo reposicionamento do banco no Brasil.
"A desaceleração da economia brasileira explica muito dessa fraqueza. A deterioração da confiança econômica e a consequente retração do investimento empresarial foram os principais fatores por trás da desaceleração econômica", diz o balanço divulgado em Londres. "Para mitigar as pressões inflacionárias de uma moeda mias fraca, o Banco Central aumentou o juro em 75 pontos base no quarto trimestre para 11,75%", completa o documento.
Por unidades no Brasil, a unidade que engloba o banco de varejo e a gestão de ativos liderou o prejuízo com perda antes de impostos de US$ 174 milhões em 2014. Isso acelerou a tendência de perdas do ano anterior, quando o prejuízo já havia somado US$ 114 milhões. Em seguida, o banco comercial registrou prejuízo de US$ 153 milhões no ano passado, mais que o triplo da perda de US$ 43 milhões reportada em 2013. O segmento de alta renda, o private, acumulou perda de 2 milhões em 2014 contra lucro de US$ 5 milhões em 2013.
O único segmento do HSBC Brasil que terminou o ano passado com lucro foi o de "global banking e mercados", que gerou resultado positivo antes de impostos de US$ 115 milhões em 2014. Apesar de estar no azul, a unidade viu o resultado cair drasticamente já que em 2013 o lucro havia somado US$ 514 milhões. Segundo o balanço, houve ainda prejuízo de US$ 33 milhões em outras áreas não especificadas no ano passado na filial brasileira do HSBC.
No mundo
No resultado global, o banco teve lucro líquido de US$ 13,69 bilhões em 2014, 16% menor que o ganho de US$ 16,2 bilhões registrado no ano anterior. O resultado do banco britânico foi afetado por custos maiores e uma série de provisões relacionadas a condenações por conduta indevida.
A receita anual teve ligeira alta, a US$ 62 bilhões, de US$ 61,9 bilhões em 2013. O banco provisionou US$ 1,19 bilhão no ano para acordos, em meio a uma ampla investigação sobre suas atividades nos mercados de câmbio.
Fonte: Época e Valor Econômico
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