19/11/2014
Banco inglês suspende demissões e deverá reintegrar bancários demitidos irregularmente
Em reunião realizada nesta terça-feira, 18, com representantes dos trabalhadores, o HSBC assumiu o compromisso de suspender as demissões em 2014. Esta foi a terceira rodada de negociações desde o início do processo de demissões em massa que deixou cerca de 180 funcionários sem emprego em Curitiba, onde fica a sede do banco inglês, e mais 180 em São Paulo, na base da Fetec-CUT/SP.
Além de suspender os desligamentos, o banco se comprometeu a revisar, por meio de uma comissão paritária (formada pelo banco e pelas entidades sindicais), a reintegração dos trabalhadores demitidos irregularmente (bancários em estabilidade pré-aposentadoria, grávidas, afastados por motivos de saúde ou portadores de doenças crônicas).
Os funcionários que não forem reintegrados também terão os direitos assegurados. O HSBC garantiu um adicionar de três meses de cesta-alimentação e extensão do plano de saúde por mais três meses além do prazo previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A regra vale até abril de 2015, com o objetivo de encarecer as demissões e proteger o emprego.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e funcionário do HSBC Luíz Eduardo Campolungo, a conquista da suspensão do processo de demissões em massa só foi alcançada devido à intensa mobilização dos trabalhadores: “Os funcionários mostraram ao banco que não ficarão de braços cruzados frente a tantas demissões. O HSBC precisa ter mais responsabilidade com os impactos sociais e econômicos que esse tipo de processo acarreta”.
Eduardo ainda ressaltou que não são as demissões que irão resolver os problemas do banco: “O HSBC precisa se fortalecer no Brasil, mas não é o corte de empregos que vai alavancar o banco. É preciso valorizar o trabalhador, melhorando o atendimento ao cliente”.
Durante as três rodadas de negociações, realizadas em São Paulo, o banco inglês afirmou que não há a intenção de cortar 20% do quadro de funcionários, nem substituir os bancários por terceirizados. O banco negou, também, a possibilidade de deixar o Brasil, ressaltando que a matriz fez recentemente uma capitalização de R$ 1 bilhão na filial brasileira, demonstrando o interesse de permanecer operando no país.
Veja o que ficou garantido nas negociações:
- suspensão das demissões ate o final de 2014;
- reintegração dos trabalhadores em casos a serem analisados por comissão constituída entre sindicatos e HSBC (saúde, pré-aposentadoria, gravidez etc.);
- aos funcionários desligados, além dos direitos assegurados, ficou restabelecido um adicional de 3 meses da cesta alimentação e extensão do plano de saúde em 3 meses além do garantido na CCT, com validade até abril de 2015; e
- o HSBC ainda garantiu investimentos no Brasil e assegurou que pretende realizar contratações de novos empregados dentro do seu "perfil estratégico".
Além de suspender os desligamentos, o banco se comprometeu a revisar, por meio de uma comissão paritária (formada pelo banco e pelas entidades sindicais), a reintegração dos trabalhadores demitidos irregularmente (bancários em estabilidade pré-aposentadoria, grávidas, afastados por motivos de saúde ou portadores de doenças crônicas).
Os funcionários que não forem reintegrados também terão os direitos assegurados. O HSBC garantiu um adicionar de três meses de cesta-alimentação e extensão do plano de saúde por mais três meses além do prazo previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A regra vale até abril de 2015, com o objetivo de encarecer as demissões e proteger o emprego.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e funcionário do HSBC Luíz Eduardo Campolungo, a conquista da suspensão do processo de demissões em massa só foi alcançada devido à intensa mobilização dos trabalhadores: “Os funcionários mostraram ao banco que não ficarão de braços cruzados frente a tantas demissões. O HSBC precisa ter mais responsabilidade com os impactos sociais e econômicos que esse tipo de processo acarreta”.
Eduardo ainda ressaltou que não são as demissões que irão resolver os problemas do banco: “O HSBC precisa se fortalecer no Brasil, mas não é o corte de empregos que vai alavancar o banco. É preciso valorizar o trabalhador, melhorando o atendimento ao cliente”.
Durante as três rodadas de negociações, realizadas em São Paulo, o banco inglês afirmou que não há a intenção de cortar 20% do quadro de funcionários, nem substituir os bancários por terceirizados. O banco negou, também, a possibilidade de deixar o Brasil, ressaltando que a matriz fez recentemente uma capitalização de R$ 1 bilhão na filial brasileira, demonstrando o interesse de permanecer operando no país.
Veja o que ficou garantido nas negociações:
- suspensão das demissões ate o final de 2014;
- reintegração dos trabalhadores em casos a serem analisados por comissão constituída entre sindicatos e HSBC (saúde, pré-aposentadoria, gravidez etc.);
- aos funcionários desligados, além dos direitos assegurados, ficou restabelecido um adicional de 3 meses da cesta alimentação e extensão do plano de saúde em 3 meses além do garantido na CCT, com validade até abril de 2015; e
- o HSBC ainda garantiu investimentos no Brasil e assegurou que pretende realizar contratações de novos empregados dentro do seu "perfil estratégico".
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