Alimentação fora de casa sobe quase 1% em agosto
O custo da alimentação fora de casa subiu 0,92% em agosto e foi o principal fator de elevação do IPCA-15, registro prévio da inflação oficial do país. O índice total, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficou em 0,27%.
Os alimentos que mais subiram de preço formam justamente o prato mais tradicional do brasileiro: feijão carioca, 1,21%; arroz, 0,34%; e carnes, 0,52%.
No final de junho, pesquisa realizada pela Visa Vale em parceria com o Datafolha já apontava para o aumento considerável da alimentação fora de casa.
> Almoço fora de casa está 18% mais caro, diz pesquisa
O vale para refeição durante o expediente é conquista da categoria bancária prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, cuja renovação começa a ser negociada em breve, na Campanha Nacional Unificada 2011. Atualmente o valor é de R$ 18,15 por dia.
IPCA-15 – No período dos últimos 12 meses, o índice tem alta acumulada de 7,10%, acima da observada nos 12 meses imediatamente anteriores (6,75%). Em agosto de 2010, havia ficado negativa, em - 0,05%.
Também pressionaram a taxa de agosto o aluguel residencial (de 0,46% para 1,06%), eletrodomésticos (de 0,61% para 1,27%), artigos de vestuário (de 0,15% para 0,68%) e tarifas dos ônibus interestaduais (de 2,97% para 4,09%). Os combustíveis ficaram pouco mais caros, passando de - 1,17% para 0,01%. Apesar da menor intensidade de alta do etanol (de 1,79% para 1,54%), a gasolina reduziu o ritmo de queda, passando de - 1,49% para - 0,17%. Os produtos não alimentícios ficaram em média 0,29% mais caros.
Entre os índices regionais, o maior foi o de Brasília (0,44%), em consequência, principalmente, do aumento do aluguel (2,07%) e dos combustíveis (1,77%). Já o mais baixo foi o de Recife, com queda de 0,17%, influenciado pelo menor resultado dos alimentos (- 0,66%).
Os dados foram coletados de 14 de julho a 12 de agosto e comparados aos vigentes de 14 de junho a 13 de julho de 2011. Referem-se às famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, abrangendo regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Redação, com informações da Agência Brasil e R7 - 19/08/2011
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