BB vai na contramão da defesa ambiental
Principal agente de financiamento para o crédito rural no país, o BB está reduzindo as exigências ambientais para a concessão de empréstimos a produtores que desmataram.
Até então, para conceder crédito, o banco exigia que produtores rurais apresentassem documentos comprovando a existência de áreas de proteção ambiental nas propriedades, a chamada Reserva Legal. O atual Código Florestal prevê que o proprietário de terra destine entre 20% e 80% de sua área para manutenção de vegetação nativa. Em biomas como a Mata Atlântica essa exigência é de 20% e na Amazônia, de 80% das terras.
Agora, o banco está suspendendo essas exigências até 12 de junho, quando entra em vigor o decreto 7.029, de 2009, o qual prevê que candidatos a empréstimos teriam de registrar sua área de Reserva Legal em cartório ou entrar para o Mais Ambiente, programa federal de regularização ambiental.
“A decisão de reduzir as exigências contradiz o próprio discurso do BB de atuar pela ecoeficiência”, afirma Cláudio Luis de Souza.
Fonte: Fetec-CUT/SP
Conforme o dirigente, o banco federal possui um programa interno com uma série de recomendações sócio-ambientais. “Como pode uma instituição que tanto fala em crédito responsável e em desenvolvimento regional sustentável, passar a facilitar crédito para desmatador? O BB, como instituição pública, não pode se render às pressões dos grandes produtores rurais, os quais só visam o lucro em detrimento do meio ambiente. Em tempos de aquecimento global, práticas como essas devem ser amplamente denunciadas”, sugere Cláudio Luis.
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