Aprendiz não pode substituir bancário
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) firmaram acordo para aumentar de 5% para 7% a cota mínima de jovens do Programa Jovem Aprendiz no setor bancário.
Pelo acordo, assinado no dia 4 de novembro em São Paulo, os estabelecimentos terão um ano para cumprir a nova meta que, segundo o MTE, deve garantir o primeiro emprego a mais de 6 mil jovens de baixa renda.
O movimento sindical acha louvável a ampliação do programa, estabelecido com os bancos em 2007, mas adverte que é preciso respeitar os princípios do Jovem Aprendiz. Por aprendiz entende-se alguém que será orientado por um trabalhador contratado pelo banco - não alguém que irá substituir o bancário em suas funções.
Esse problema é constantemente verificado nos bancos, como, por exemplo, os jovens que ficam no atendimento dos caixas eletrônicos das agências. Na maioria das vezes, eles acabam exercendo essa função sozinhos, sem o acompanhamento de um bancário, como seria o correto.
O programa tem um importante caráter social, que é o de abrir o mercado de trabalho para jovens carentes. Mas é importante lembrar que o aprendiz não ganha como um funcionário, recebe apenas uma ajuda de custo e, portanto, não deve assumir as responsabilidades de um empregado regular, como vem ocorrendo na maioria dos bancos da região.
Fonte: Redação/Com informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo
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