Bancários denunciam desrespeito do Santander aos trabalhadores
Dirigentes da FETEC-CUT/SP, Sindicato de São Paulo, Contraf-CUT e Afubesp realizaram nesta sexta-feira, 5/11, uma atividade em todos os prédios administrativos do Santander: Casa 1, 2 e 3 e Torre Santander.
A ação serviu para denunciar as artimanhas que o banco tem utilizado contra a livre organização dos trabalhadores. O caso aconteceu no ano passado, quando o Santander usou um interdito proibitório e chamou a polícia para tentar impedir a paralisação por 24h na Casa 3, por conta da demissão de 400 funcionários.
Os diretores Adalto Uchoa, da FETEC-CUT/SP, e Rita Berlofa, do Sindicato de São Paulo, foram levados à delegacia e só liberados após abertura de inquérito. O Ministério Público chegou a recomendar arquivamento do inquérito, mas o banco pressionou e o MP teve que recuar da decisão e manteve a ação. O Sindicato está recorrendo.
Além disso, os sindicalistas conscientizaram os funcionários das práticas do banco de demitir seus empregados por justa causa, mas sem informar o motivo. Um exemplo recente é o caso da demissão de um funcionário que, à época, gozava de estabilidade por ter se lesionado em função das condições inadequadas de trabalho no banco. O Sindicato está exigindo a sua readmissão.
"A truculência do Santander e sua insistência em fazer uso de práticas antissindicais já são conhecidas. O diretores do banco acham que podem fazer o que quiser, mas não é assim que as coisas funcionam. Nós exigimos respeito aos trabalhadores brasileiros, que, de acordo com o balanço divulgado recentemente, foram responsáveis por 25% do resultado do grupo no mundo. O movimento sindical repudia atitudes como essa e vai cobrar uma mudança de postura do banco", afirma Alberto Maranho, diretor da FETEC-CUT/SP
Fonte: Fetec-CUT/SP
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