Crédito chega a R$ 1,6 trilhão e bancos públicos lideram com 42%, diz BC
As operações de crédito mantiveram em setembro a trajetória de crescimento verificada ao longo do ano e bateram novos recordes, com destaque para os bancos privados.
O volume total de empréstimos alcançou o valor inédito de R$ 1,6 trilhão, aumento de 1,8% no mês e de 19,6% em 12 meses, segundo dados do Banco Central. Isso equivale a 46,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
No mês passado, os bancos privados nacionais ganharam participação e chegaram a 40,4% do total. Os bancos públicos seguem liderando com 42% e os estrangeiros se mantiveram em 17,6%.
Houve aumento de 1,8% no crédito com recursos livres (R$ 1 trilhão), com aumento de 2,2% na pessoa jurídica e de 1,4% na pessoa física.
O crédito direcionado (subsidiado) cresceu 1,7% no mês passado, com destaque para os financiamentos habitacionais a pessoas físicas, que cresceram 3,6%. Os empréstimos do BNDES a empresas tiveram expansão de 0,9%.
JUROS
A taxa média de juros paga pelos consumidores recuou pelo segundo mês seguido e se manteve no menor nível da série histórica iniciada em 1994 pelo Banco Central.
O custo dos empréstimos a pessoas físicas caiu de 39,9% para 39,4% ao ano em setembro. Houve alta no cheque especial (167,2% ao ano), mas queda no crédito pessoal (41,6% ao ano) e aquisição de veículos (23,3% ao ano).
Para as empresas, a taxa subiu pelo quinto mês seguido e chegou a 29% ao ano, a maior desde fevereiro de 2009.
A inadimplência recuou 0,2 ponto percentual para pessoas física, para 6%, e 0,1 ponto para empresas (3,5%).
EXPANSÃO
Dados parciais até o dia 11 de outubro mostram uma expansão do crédito de 2,4% no início do mês. As taxas de juros e o "spread" bancário ficaram praticamente estáveis, tanto para pessoa física quanto jurídica.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a tendência é de taxas mais acomodadas de crescimento do crédito, com exceção do período de fim de ano, por conta das atividades de Natal.
Em relação aos juros, o BC diz que a queda na inadimplência deve levar a novas reduções das taxas para pessoas físicas. Para as empresas, a expectativa é de estabilidade nos dois indicadores.
Fonte: Folha.com
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