Gerente do BB é sequestrado e mantido refém com a família por 19h em Ibitinga
Enquanto a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se recusa a negociar as reivindicações sobre segurança bancária feitas pelos trabalhadores do ramo financeiro, os criminosos continuam a “fazer a festa”. Na última quarta-feira, dia 6 de outubro, foi a vez de a região de Catanduva se tornar palco de mais um crime hediondo.
A família de um gerente do Banco do Brasil foi alvo de sequestro em Ibitinga, a 85 quilômetros de Catanduva. Eles foram libertados 19 horas depois, com o pagamento do resgate.
Segundo a Polícia Militar, o gerente, que mora no Jardim Centenário, retornava do supermercado quando, por volta das 20h, foi abordado por quatro homens desconhecidos.
Naquele momento, a mulher e os filhos pequenos estavam na casa. Um ex-policial, que atua como vigia do bairro, notou a movimentação, mas, ao se aproximar do imóvel, também foi feito refém.
A mulher, as crianças e o vigia foram levados no carro da família para um cativeiro próximo a Araraquara, por outros quatro homens.
O gerente ficou na cidade com o resto do grupo para sacar dinheiro. Os reféns só foram liberados só após o pagamento do resgate (a quantia não foi divulgada). A quadrilha fugiu.
Nos últimos tempos, ações desse tipo têm se intensificado na região, apesar de a propaganda oficial do Governo de São Paulo alardear falsamente (sabe-se lá por que razão) que a criminalidade no Estado está caindo.
Há cerca de um mês, o posto de atendimento da Credicitrus, em Taiúva, havia sido invadido por homens armados, que renderam os funcionários e fugiram levando mais de R$ 20 mil em dinheiro.
No começo de agosto deste ano, uma casa lotérica em Palmares Paulista também foi roubada. Além de desmentir o falatório oficial, os casos comprovam o descaso dos bancos para com a segurança de seus clientes e funcionários. Por sorte, nenhuma vítima saiu ferida dessas ações criminosas.
O revoltante é que, à exceção da Credicitrus (que transferiu a agência para um prédio com mais segurança em Taiúva, além de aumentar o número de vigilantes no local), nenhuma das demais instituições financeiras da região tomou providências para solucionar o problema. Fica então a dúvida: os bancos vão esperar alguém morrer, para só então se mexerem?
Fonte: Redação/Com informações da Folha de S. Paulo
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