Em Catanduva, adesão ao movimento é superior a 90%
Na cidade de Catanduva, os bancários aderiram em peso à greve nacional, deflagrada nesta quarta-feira, dia 29. A paralisação, que irá se estender por tempo indeterminado, é uma resposta dos trabalhadores à arrogância dos banqueiros, que não aceitaram dialogar com a categoria na mesa de negociação.
Ao todo, 15 agências (de diferentes bancos) da cidade encontram-se completamente paralisadas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Paulo Bellucci Franco, o Paulinho, a adesão ao movimento é superior a 90%.
“A mobilização é grande, pois os bancários estão indignados com as más condições de trabalho impostas à categoria, face aos enormes lucros alcançados pelas instituições financeiras nos últimos anos”, afirma Paulinho.
Das instituições que funcionam na cidade, a única que não aderiu à greve foi o Bradesco. Como em anos anteriores, a direção do banco tem adotado uma postura terrorista em relação a seus funcionários, impedindo-os de tomarem parte nas mobilizações do sindicato.
“Mais uma vez, a direção do Bradesco vem agindo com truculência em relação aos trabalhadores. Os funcionários do banco estão insatisfeitos com as condições de trabalho a eles impostas e demonstram vontade de aderirem à greve. Porém, diante das ameaças e do assédio, eles se vêm tolhidos no direito de se manifestarem”, afirma Paulinho.
Ao longo do dia, diretores da entidade têm permanecido nas portas das agências, com faixas, cartazes e panfletos com alusões à greve. Eles têm aproveitado a ocasião para dialogar com os bancários e também esclarecer a população sobre os reais motivos da greve.
“Sabemos que a greve traz transtorno à população. Mas, se estamos paralisados para lutar por nossos direitos, a culpa é exclusivamente dos banqueiros, que não aceitaram dialogar conosco na mesa de negociação”, afirma Amarildo Davoli, recém-eleito presidente da entidade (ele assumirá no próximo dia 7).
Segundo Paulinho, a população tem (na medida do possível) compreendido as motivações dos bancários. “A maioria reconhece que nossas reivindicações são justas e torce para que os banqueiros aceitem negociar, para acabar de vez com esse impasse”, afirma.
Fonte: Redação
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