Confusão na participação complementar
Itaú Unibanco contabiliza 27 programas próprios de remuneração, mas não consegue informar quanto paga nem para quem distribuiu.
Em carta enviada à diretoria do Itaú Unibanco em 20 de abril passado, o Sindicato solicitou, dentre outras informações, a apresentação “do montante destinado a cada um dos programas de PPR (programas próprios de remuneração) implementados pelo banco, a quais áreas esses programas se destinam, qual a elegibilidade e o pagamento máximo, mínimo e médio feito para cada função no último exercício”.
Na rodada de negociação realizada na quarta-feira 5, o Sindicato cobrou respostas a essas questões e a direção de RH do banco surpreendeu ao dizer que não tem como saber. O Itaú Unibanco mantém pelo menos 27 programas próprios para remunerar seus empregados de acordo com metas estabelecidas pela empresa (veja quadro com descrição). “Parece haver problemas de administração nessa área e isso está deixando os bancários muito descontentes”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino. “Vamos insistir nos esclarecimentos, os bancários têm direito de saber com clareza como são pagos esses programas.”
Insatisfação – O presidente do Sindicato ressalta a insatisfação dos trabalhadores do Itaú Unibanco com os R$ 1.600 oferecidos a título de Programa de Complementação dos Resultados (PCR), já rejeitados pelo Sindicato. “O banco teve o melhor resultado da história do sistema financeiro brasileiro para um primeiro trimestre, mas não valoriza seus funcionários”, diz Marcolino, lembrando que além de não aumentar o valor proposto, a direção do Itaú Unibanco quer reduzir a quantidade de bancários que recebem o PCR e descontar o valor do Agir e de outros programas próprios de remuneração variável. “Protestamos na hora e vamos partir pra luta.”
Fonte: SEEB S Paulo - Cláudia Motta
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