Marcha Nacional Contra a Homofobia acontece nesta quarta, dia 19
O movimento sindical bancário, que é referência nacional na luta pela igualdade de oportunidades, apoia o movimento organizado pela ABGLT.
Nesta quarta-feira, dia 19 de maio, está sendo realizada em Brasília a I Marcha Nacional Contra a Homofobia - 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia. A Marcha foi organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT. Como não poderia deixar de ser, movimento sindical bancário apoia totalmente a iniciativa.
Faz parte do histórico de luta da categoria bancária avanços conquistados no que diz respeito ao assunto, como a isonomia de tratamento para homoafetivos, garantida na Convenção Coletiva de Trabalho assinado no ano passado.
"Sabemos que ainda falta muito para alcançarmos o ideal que queremos, mas estamos otimistas, pois dia após dia vemos avanços em nossa luta contra a homofobia”, afirma Maria Izabel da Silva, a Bel, secretária de políticas sociais da Contraf-CUT. “Vamos continuar alertas combatendo todas as formas de discriminação e buscando igualdade de oportunidades”.
As principais reivindicações da Marcha são:
- Combate ao fundamentalismo religioso que tem causado e instigado o ódio contra os homossexuais.
- Exigir do poder Executivo, nas três esferas de governo, o cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade, especialmente nas ações de educação, saúde, segurança e direitos humanos, além de orçamentos e metas definidas para as ações.
- Pressionar o poder Legislativo para aprovação imediata do PLC 122/2006 (combate a toda discriminação, incluindo a homofobia).
- Exigir do poder Judiciário decisão favorável sobre união estável entre casais homoafetivos, bem como a mudança de nome de pessoas transexuais.
I Marcha Nacional contra Homofobia - Em 17 de maio é celebrado em todo o mundo o Dia Mundial Contra a Homofobia. A data marca a vitória do movimento que conseguiu retirar a homossexualidade da classificação internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde, em 17 de maio de 1990.
A FETEC-SP orienta os sindicatos a participarem da Marcha, visando, além de explicitarmos a necessidade da efetivação de políticas públicas que garantam a cidadania plena para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, garantir a visibilidade dos avanços verificado no último período, com o Governo Lula.
O Governo Lula e os direitos dos homossexuais - Com o atual governo, foram criados vários mecanismos e estruturas que permitiram avanços na construção da igualdade de gênero, da igualdade racial e da livre orientação sexual. Podemos citar, por exemplo, a criação já no primeiro ano do seu primeiro mandato do Programa “Brasil Sem Homofobia”, que combate à discriminação e à violência sexual contra LGBT e de promoção da cidadania homossexual.
Um fato inédito no Brasil foi a realização, em maio de 2008, da I Conferencia Nacional LGBT e o lançamento no ano seguinte do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). O plano é composto por 51 diretrizes, que devem ser transformadas em políticas de Estado. Entre elas estão a legalização do direito de adoção dos casais que vivem em parceria homoafetiva e o reconhecimento dos direitos civis de casais homossexuais.. Soma-se a isso a recente criação da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT , no âmbito da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Também em 2009, o Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, em 2009, discutiu e deliberou a Política Integral da Saúde LGBT.
Fonte: FETEC/CUT-SP
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