Bradesco começa muito mal
Primeira negociação deixa claro que funcionários terão de ampliar campanha de valorização.
Os bancários do Bradesco precisam continuar a mobilização para que a direção da empresa atenda suas reivindicações específicas para melhorar as condições de trabalho.
Na terça-feira 18, ocorreu a primeira rodada de negociação específica entre a Contraf-CUT e a direção do Bradesco, quando foram levadas as reivindicações referentes ao auxílio-educação e o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
O Bradesco negou a extensão do programa de bolsas. Atualmente o banco tem um programa de pagamento de MBA e pós-graduação, para pessoas e áreas escolhidas pela instituição, cujo recurso está previsto dentro da verba de capacitação e treinamento, que inclui também o Treinet e outros.
“Nossa proposta é que um percentual dessa verba seja distribuído em forma de bolsa aos funcionários interessados. E caso haja demanda maior, sejam respeitados critérios de desempate, como por exemplo, de renda e tempo de banco. Vamos insistir nessa demanda que é uma das reivindicações dos trabalhadores”, afirma o secretário de imprensa do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e funcionário do Bradesco, Roberto Carlos Vicentim.
Segundo o dirigente, em relação ao PCCS, o Sindicato enfatizou que os bancários estão insatisfeitos com a remuneração total, a ponto de o banco estar perdendo profissionais em determinados segmentos. Os bancários cobram que o Bradesco institua um programa de participação nas receitas de serviço. “Essa proposta já faz parte do conjunto de reivindicações da categoria”, destaca Vicentim. “Mais uma vez chamamos os bancários a participar dessa campanha para deixarmos claro na mesa de negociação que não abriremos mão de conquistar a valorização dos salários”, completou.
A próxima rodada de negociação, com data a ser definida, discutirá o assédio moral e as questões de segurança.
Fonte: SEEB S Paulo - Elisangela Cordeiro
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