Entidades defendem participação nas políticas de segurança.
Uma ação que tramitava na Justiça há cerca de 13 anos finalmente teve um final feliz para uma bancária aposentada oriunda do Banespa, atualmente Santander. A ex-funcionária, que não quer se identificar, ganhou na Justiça cerca de R$ 400 mil reais numa ação movida pelo departamento jurídico do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
No processo, entre os muitos direitos desrespeitados pelo banco, um em especial rendeu a reparação: a sétima e a oitava hora. Na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e também na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está claro que a jornada diária da categoria é de seis horas.
“Os bancários precisam tomar conhecimento dos seus direitos e confiar no Sindicato. O meu caso serve de exemplo. Antes de procurar o Sindicato, tive um parecer de um advogado que a cobrança da sétima e oitava hora era caso perdido. Se tivesse acreditado e não confiado na entidade que realmente defende os trabalhadores não teria meu direito reparado”, conta.
A aposentada revela que o sentimento agora é de alegria e alivio. “Finalmente acabou. Depois de receber o valor, pensei: dei duas horas do meu tempo de graça para o banco durante muitos anos. Poderia ter utilizado esse tempo para me cuidar. Agora me sinto recompensada. Isso mostra que o banco não pode tudo”, desabafa.
Fonte: SEEB S Paulo
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