28/10/2026

Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões

Itaú anuncia compra de startup de inteligência artificial por R$ 2,925 bilhões
O Itaú anunciou, na última segunda-feira (26), um acordo para adquirir a NeoSpace, startup brasileira especializada em inteligência artificial (IA), por R$ 2,925 bilhões. A conclusão do negócio depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.

A NeoSpace desenvolve modelos avançados de inteligência artificial voltados à análise de grandes volumes de dados. Após a aquisição, a empresa deverá manter sua gestão e operação autônomas, com Bruno Pierobon permanecendo como CEO, além da continuidade das equipes e das atividades de pesquisa e desenvolvimento.

O Itaú e a NeoSpace trabalham juntos há quase dois anos no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial generativa para áreas como crédito, gestão financeira, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes.

Com a aquisição, o banco pretende ampliar a utilização dessas tecnologias em seus produtos, serviços e processos internos. A NeoSpace também deverá contribuir para o aprimoramento do ia.i, plataforma de inteligência artificial generativa do Itaú.

Avanço da inteligência artificial exige diálogo com o movimento sindical

O investimento bilionário do Itaú em inteligência artificial também reforça a importância do debate sobre os impactos das novas tecnologias no emprego bancário e nas condições de trabalho da categoria.

A crescente utilização de sistemas de inteligência artificial e a automação de processos têm potencial para transformar profundamente a organização do trabalho nos bancos, modificando funções, rotinas e a forma como diversas atividades são executadas.

Embora essas tecnologias possam contribuir para melhorar processos e ampliar a eficiência dos serviços, sua implementação também exige atenção aos possíveis efeitos sobre os postos de trabalho, a intensificação das atividades, as condições de trabalho e a necessidade de qualificação e requalificação profissional.
 
“Não questionamos a importância da inteligência artificial nem somos contrários à modernização dos bancos. O que defendemos é que esse processo seja conduzido com responsabilidade e transparência. O Sindicato precisa participar desse debate, com acesso a informações sobre os efeitos da tecnologia nos postos de trabalho, nas atribuições profissionais e nas condições de trabalho. Os ganhos de produtividade não podem beneficiar apenas os bancos: é fundamental que os trabalhadores também sejam reconhecidos e beneficiados por essa transformação”, ressalta Ricardo Jorge Nassar Junior, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região.
Fonte: Seeb/SP, com edição de Seeb Catanduva

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