16/10/2026

Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?

Quando a urna eletrônica for fechada em 25 de outubro, a decisão do eleitor não ficará restrita à escolha de quem ocupará a Presidência da República. O resultado do segundo turno ajudará a definir os rumos de políticas que chegam diretamente à vida de quem trabalha: emprego, renda, salário mínimo, jornada, direitos trabalhistas, Previdência, crédito, investimentos públicos e serviços como saúde e educação.

É por isso que o voto importa. E importa ainda mais quando se entende o que está sendo escolhido.

É comum ouvir que “política não muda a minha vida”. Mas basta olhar para o cotidiano para perceber o contrário. As escolhas feitas pelos governos e pelo Congresso ajudam a definir as condições em que as pessoas trabalham, recebem seus salários, acessam crédito, se aposentam e utilizam serviços públicos.

A política econômica, por exemplo, influencia emprego, renda, inflação, juros e crédito. Já o Orçamento define onde serão aplicados os recursos públicos e quais áreas terão prioridade. No campo do trabalho, leis e mudanças na legislação podem alterar direitos (como salário mínimo, FGTS, 13º salário, férias), jornadas e regras de contratação.

Por isso, não existe política distante da vida do trabalhador. Ela pode estar no valor que entra no contracheque, na quantidade de horas trabalhadas, no custo de um financiamento, na aposentadoria e na qualidade dos serviços públicos que ele e sua família utilizam.

Para quem trabalha em um banco público, há ainda mais a perder. Caixa e Banco do Brasil não são apenas empresas que oferecem produtos financeiros. São instrumentos de política pública, com atuação em áreas como habitação, agricultura, infraestrutura, financiamento e desenvolvimento regional. Por isso, para o bancário, entender o que está em jogo no segundo turno significa, além de discutir atendimento à população e acesso ao crédito, suas condições de trabalho, saúde e previdência, com garantia de Cassi e Previ ou o seu fim. É também olhar para o futuro do seu próprio emprego, da empresa onde trabalha e do seu papel para o futuro do país.

Neste segundo turno, a decisão sobre quem governará o Brasil exige comparar projetos, trajetórias e interesses, e suas consequências para a população.

De um lado, uma candidatura que representa a continuidade e ampliação dessas políticas de proteção social e de investimentos públicos em ciência, educação e tecnologia, além de novos caminhos para o desenvolvimento econômico. Do outro, projetos que objetivam o fim das aposentadorias, do SUS, das universidades públicas, a privatização da Caixa e do BB, entre outros ataques.

Mais de 700 mil pessoas morreram de Covid-19 no Brasil durante o governo Bolsonaro. A inflação corroeu o poder de compra e a alta dos preços deixou marcas que ainda pesam no orçamento das famílias. O desemprego aumentou, serviços públicos sofreram cortes de recursos e a violência agravou a insegurança da população. São consequências que precisam ser lembradas na hora de escolher quem vai governar o país.

Você pode ignorar a política, mas a política não vai ignorar você

Hoje, o eleitor precisa perguntar o que cada projeto oferece a quem depende do SUS, da escola pública, de uma aposentadoria ou de um salário para viver. Precisa observar quem assume compromissos com esses direitos e quem defende medidas que podem enfraquecê-los.

Precisa também saber o que pensam sobre universidades, sobre desenvolvimento, investimentos dos recursos naturais. Precisa avaliar, inclusive, se quer o país soberano ou em papel de subserviência aos Estados Unidos.

Ninguém fica livre das consequências porque deixou de comparecer às urnas. Quem não vota continua tendo o direito de cobrar, reclamar e participar da vida pública. Mas perde, naquela eleição, a oportunidade de interferir na escolha de quem vai tomar as decisões.

O voto não resolve tudo sozinho, mas é preciso ter a responsabilidade de entender que uma escolha individual ajuda a definir o destino coletivo.

A eleição passa. As decisões ficam. Entram na sua casa, mexem no seu orçamento e afetam o futuro da sua família.
Fonte: Seeb Catanduva

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