12/08/2026
CEE/Caixa orienta empregados a não responderem consulta sobre migração de função antes da negociação
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa orienta as empregadas e os empregados que receberam consultas sobre interesse em migrar de função para atuação como assistente nas plataformas digitais do banco a não preencher formulários, assinar documentos ou manifestar qualquer tipo de interesse antes da mesa de negociação com a Caixa, nesta sexta-feira (14).
Mesmo que as mensagens encaminhadas estabeleçam prazo para manifestação até quinta-feira (13), véspera da negociação, a orientação é aguardar. A CEE/Caixa considera que uma decisão dessa importância não pode ser tomada às pressas, sem que o banco esclareça à representação dos trabalhadores quais são os objetivos do levantamento, as regras do processo e suas possíveis consequências para carreira, função e remuneração. No fechamento desta matéria, depois de ser questionado pela coordenação da CEE/Caixa, o banco ampliou o prazo para adesão até o dia 20 de agosto.
“Nossa orientação, neste momento, é para que os colegas não manifestem interesse e aguardem a negociação de sexta-feira. A Caixa está pedindo que trabalhadores tomem uma decisão que pode ter consequências para sua vida funcional sem que tenha apresentado à representação dos empregados informações suficientes para avaliarmos o processo e orientarmos a categoria com segurança”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. “Por isso, mais do que a prorrogação do prazo, queremos que todo esse processo seja suspenso até que todas as informações solicitadas nos sejam passadas e a gente possa construir uma forma que não seja prejudicial para as empregadas e empregados”, completou.
Informações que chegaram às entidades sindicais mostram que caixas e tesoureiros estão sendo consultados sobre o interesse em participar de processos seletivos para atuação em plataformas de atendimento digital. Os materiais fazem referência à migração para função de Assistente de Varejo para os empregados eventualmente selecionados.
PFG e PCS estão na mesa, mas Caixa não responde
A forma como a consulta foi realizada causa ainda mais preocupação porque ocorre justamente quando o Plano de Funções Gratificadas (PFG), o Plano de Cargos e Salários (PCS) e a situação de caixas e tesoureiros fazem parte das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Nas últimas rodadas, a CEE/Caixa cobrou do banco um novo PFG, um novo PCS, critérios objetivos e transparentes para os Processos Seletivos Internos e respostas para as reivindicações relacionadas à carreira. Apesar das cobranças, a Caixa não apresentou uma devolutiva efetiva sobre esses temas.
“É fundamental que qualquer mudança que envolva funções, carreira e remuneração seja construída com transparência e, principalmente, discutida previamente com a representação dos empregados. Não podemos aceitar que a Caixa coloque os trabalhadores diante de uma escolha sem apresentar as informações necessárias e sem esclarecer os impactos dessa decisão. Se PFG, PCS, PSI e a situação de caixas e tesoureiros estão sendo tratados na mesa de negociação, é nesse espaço que o banco deve apresentar suas propostas, ouvir as entidades e construir soluções que preservem direitos e valorizem os empregados”, afirmou Hugo Saraiva, representante da FETEC-CUT/SP na CEE/Caixa.
A minuta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica expressamente que a transição das funções de caixa e tesoureiro seja debatida com as entidades sindicais, com garantia de manutenção da remuneração, da gratificação de função e das demais parcelas vinculadas às funções. Também estabelece que os empregados que desejarem permanecer como caixas ou tesoureiros tenham essa possibilidade assegurada e que eventual migração seja facultativa para funções de mesmo nível salarial ou superior.
A pauta reivindica ainda um grupo de trabalho para discutir a revisão dos atuais PFG e PCS, com ampla participação das entidades sindicais e dos empregados e com critérios que garantam valorização profissional, transparência, previsibilidade e reais perspectivas de encarreiramento.
Decisão exige informação e garantias
Para a CEE/Caixa, não se trata de ser contra novas oportunidades profissionais para o quadro de pessoal. O problema é exigir uma manifestação dos trabalhadores sem diálogo prévio com sua representação e sem deixar claras todas as consequências de uma eventual mudança.
Entre as questões que precisam ser esclarecidas estão as garantias de permanência na nova função, os impactos sobre remuneração e carreira, as condições para eventual retorno, as atribuições, metas e condições de trabalho, além dos objetivos do próprio levantamento realizado pelo banco.
A representação dos trabalhadores defende que os empregados tenham acesso, antes de qualquer decisão, a informações claras sobre as garantias da nova função, os impactos na remuneração e na trajetória profissional, as possibilidades de retorno, as atribuições e metas e as condições de trabalho. E que a Caixa precisa esclarecer qual é o objetivo do processo e apresentar seu projeto para as funções de caixa e tesoureiro, de modo que qualquer manifestação ocorra de forma consciente e com segurança para os trabalhadores.
Desrespeito recorrente à negociação
A CEE observa que a adoção de medidas sem discussão prévia com a representação dos trabalhadores tem sido recorrente. Durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026, a entidade já cobrou negociação sobre mudanças relacionadas ao Super Caixa, remuneração variável, Promoção por Mérito, carreira e outros temas que afetam diretamente a vida funcional e a renda dos empregados.
Para Luiza Hansen, a postura contradiz o discurso do banco de valorização da mesa.
“Não é possível dizer que se valoriza a negociação coletiva e, ao mesmo tempo, colocar mudanças em andamento enquanto os mesmos assuntos estão sendo debatidos na mesa. A mesa precisa servir para negociar de verdade, com informação, transparência e respeito à representação dos empregados. Não pode ser apenas um espaço em que apresentamos reivindicações enquanto decisões são tomadas unilateralmente fora dela”, afirmou.
A representação dos empregados considera que a prática desrespeita tanto a mesa permanente quanto a negociação em curso na Campanha Nacional dos Bancários 2026, que trata da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos das empregadas e dos empregados da Caixa.
A CEE/Caixa vai cobrar explicações do banco na reunião desta sexta-feira (14). Até que essas informações sejam apresentadas e avaliadas, a orientação é que caixas e tesoureiros não manifestem interesse na migração proposta.
Mesmo que as mensagens encaminhadas estabeleçam prazo para manifestação até quinta-feira (13), véspera da negociação, a orientação é aguardar. A CEE/Caixa considera que uma decisão dessa importância não pode ser tomada às pressas, sem que o banco esclareça à representação dos trabalhadores quais são os objetivos do levantamento, as regras do processo e suas possíveis consequências para carreira, função e remuneração. No fechamento desta matéria, depois de ser questionado pela coordenação da CEE/Caixa, o banco ampliou o prazo para adesão até o dia 20 de agosto.
“Nossa orientação, neste momento, é para que os colegas não manifestem interesse e aguardem a negociação de sexta-feira. A Caixa está pedindo que trabalhadores tomem uma decisão que pode ter consequências para sua vida funcional sem que tenha apresentado à representação dos empregados informações suficientes para avaliarmos o processo e orientarmos a categoria com segurança”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. “Por isso, mais do que a prorrogação do prazo, queremos que todo esse processo seja suspenso até que todas as informações solicitadas nos sejam passadas e a gente possa construir uma forma que não seja prejudicial para as empregadas e empregados”, completou.
Informações que chegaram às entidades sindicais mostram que caixas e tesoureiros estão sendo consultados sobre o interesse em participar de processos seletivos para atuação em plataformas de atendimento digital. Os materiais fazem referência à migração para função de Assistente de Varejo para os empregados eventualmente selecionados.
PFG e PCS estão na mesa, mas Caixa não responde
A forma como a consulta foi realizada causa ainda mais preocupação porque ocorre justamente quando o Plano de Funções Gratificadas (PFG), o Plano de Cargos e Salários (PCS) e a situação de caixas e tesoureiros fazem parte das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Nas últimas rodadas, a CEE/Caixa cobrou do banco um novo PFG, um novo PCS, critérios objetivos e transparentes para os Processos Seletivos Internos e respostas para as reivindicações relacionadas à carreira. Apesar das cobranças, a Caixa não apresentou uma devolutiva efetiva sobre esses temas.
“É fundamental que qualquer mudança que envolva funções, carreira e remuneração seja construída com transparência e, principalmente, discutida previamente com a representação dos empregados. Não podemos aceitar que a Caixa coloque os trabalhadores diante de uma escolha sem apresentar as informações necessárias e sem esclarecer os impactos dessa decisão. Se PFG, PCS, PSI e a situação de caixas e tesoureiros estão sendo tratados na mesa de negociação, é nesse espaço que o banco deve apresentar suas propostas, ouvir as entidades e construir soluções que preservem direitos e valorizem os empregados”, afirmou Hugo Saraiva, representante da FETEC-CUT/SP na CEE/Caixa.
A minuta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica expressamente que a transição das funções de caixa e tesoureiro seja debatida com as entidades sindicais, com garantia de manutenção da remuneração, da gratificação de função e das demais parcelas vinculadas às funções. Também estabelece que os empregados que desejarem permanecer como caixas ou tesoureiros tenham essa possibilidade assegurada e que eventual migração seja facultativa para funções de mesmo nível salarial ou superior.
A pauta reivindica ainda um grupo de trabalho para discutir a revisão dos atuais PFG e PCS, com ampla participação das entidades sindicais e dos empregados e com critérios que garantam valorização profissional, transparência, previsibilidade e reais perspectivas de encarreiramento.
Decisão exige informação e garantias
Para a CEE/Caixa, não se trata de ser contra novas oportunidades profissionais para o quadro de pessoal. O problema é exigir uma manifestação dos trabalhadores sem diálogo prévio com sua representação e sem deixar claras todas as consequências de uma eventual mudança.
Entre as questões que precisam ser esclarecidas estão as garantias de permanência na nova função, os impactos sobre remuneração e carreira, as condições para eventual retorno, as atribuições, metas e condições de trabalho, além dos objetivos do próprio levantamento realizado pelo banco.
A representação dos trabalhadores defende que os empregados tenham acesso, antes de qualquer decisão, a informações claras sobre as garantias da nova função, os impactos na remuneração e na trajetória profissional, as possibilidades de retorno, as atribuições e metas e as condições de trabalho. E que a Caixa precisa esclarecer qual é o objetivo do processo e apresentar seu projeto para as funções de caixa e tesoureiro, de modo que qualquer manifestação ocorra de forma consciente e com segurança para os trabalhadores.
Desrespeito recorrente à negociação
A CEE observa que a adoção de medidas sem discussão prévia com a representação dos trabalhadores tem sido recorrente. Durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026, a entidade já cobrou negociação sobre mudanças relacionadas ao Super Caixa, remuneração variável, Promoção por Mérito, carreira e outros temas que afetam diretamente a vida funcional e a renda dos empregados.
Para Luiza Hansen, a postura contradiz o discurso do banco de valorização da mesa.
“Não é possível dizer que se valoriza a negociação coletiva e, ao mesmo tempo, colocar mudanças em andamento enquanto os mesmos assuntos estão sendo debatidos na mesa. A mesa precisa servir para negociar de verdade, com informação, transparência e respeito à representação dos empregados. Não pode ser apenas um espaço em que apresentamos reivindicações enquanto decisões são tomadas unilateralmente fora dela”, afirmou.
A representação dos empregados considera que a prática desrespeita tanto a mesa permanente quanto a negociação em curso na Campanha Nacional dos Bancários 2026, que trata da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos das empregadas e dos empregados da Caixa.
A CEE/Caixa vai cobrar explicações do banco na reunião desta sexta-feira (14). Até que essas informações sejam apresentadas e avaliadas, a orientação é que caixas e tesoureiros não manifestem interesse na migração proposta.
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