30/03/2026
Sindicato participa de audiência na Alesp e reforça mobilização pelo fim da escala 6×1
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região participou, na manhã desta segunda-feira (30), da audiência pública “6×1 Não! Uma nova jornada pela vida e trabalho”, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Convocado pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino, o debate reuniu lideranças sindicais, representantes de diversas categorias e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em torno de um tema central: a urgente necessidade de reduzir a jornada de trabalho no Brasil e superar a escala 6×1.
A audiência acontece em um momento decisivo. A Câmara dos Deputados deve analisar, já nos próximos meses, propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada semanal e do fim da escala 6×1, modelo ainda predominante em diversos setores e que tem sido associado ao aumento do adoecimento físico e mental da classe trabalhadora.
Durante o encontro, foi reforçado que a luta por uma jornada mais humana vai além da produtividade: trata-se de saúde, dignidade e qualidade de vida. Dados recentes apontam milhões de trabalhadores submetidos a jornadas superiores a 44 horas semanais e um crescimento alarmante nos afastamentos por transtornos mentais, evidenciando o esgotamento de um modelo que prioriza o lucro em detrimento da vida.
“Com apenas uma folga diária e o cansaço acumulado por conta da jornada de 44 horas (…), as situações de estresse e outros sintomas que acabam levando ao adoecimento justificam essa mudança constitucional e sem redução de salário”, destacou o deputado Marcolino.
A audiência acontece em um momento decisivo. A Câmara dos Deputados deve analisar, já nos próximos meses, propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada semanal e do fim da escala 6×1, modelo ainda predominante em diversos setores e que tem sido associado ao aumento do adoecimento físico e mental da classe trabalhadora.
Durante o encontro, foi reforçado que a luta por uma jornada mais humana vai além da produtividade: trata-se de saúde, dignidade e qualidade de vida. Dados recentes apontam milhões de trabalhadores submetidos a jornadas superiores a 44 horas semanais e um crescimento alarmante nos afastamentos por transtornos mentais, evidenciando o esgotamento de um modelo que prioriza o lucro em detrimento da vida.
“Com apenas uma folga diária e o cansaço acumulado por conta da jornada de 44 horas (…), as situações de estresse e outros sintomas que acabam levando ao adoecimento justificam essa mudança constitucional e sem redução de salário”, destacou o deputado Marcolino.

Mais do que números e produtividade, a redução da jornada está diretamente ligada ao direito básico de viver. Garantir tempo para o convívio familiar, para o lazer, para a criação dos filhos e para a qualificação profissional não é privilégio, é condição essencial para uma sociedade mais justa e equilibrada. É nesse sentido que o Sindicato reforça seu apoio a essa luta: por compreender que dignidade também se constrói com tempo de vida fora do trabalho e por atuar com empatia e solidariedade às demais categorias que ainda enfrentam jornadas exaustivas e desumanas.
Nesse contexto, o movimento sindical destacou que, mesmo em categorias com direitos historicamente conquistados, como a bancária (que possui jornada específica), os ataques seguem constantes. Um exemplo emblemático foi a tentativa do Santander, durante a pandemia, de impor o trabalho aos sábados sem qualquer negociação coletiva e, ainda mais grave, sem o pagamento de horas extras. A resposta veio à altura: o movimento sindical agiu com rapidez, acionou a Justiça do Trabalho e garantiu liminares favoráveis, barrando o retrocesso e protegendo a categoria.
Apesar da legislação vigente, não são raras as investidas para flexibilizar direitos e autorizar a abertura dos bancos aos sábados. Uma mudança dessa natureza significaria, na prática, o fim da jornada 5×2 para bancários e bancárias, impondo a escala 6×1, um claro retrocesso que ampliaria a exploração e comprometeria a qualidade de vida da categoria.
Ao mesmo tempo, é válido reforçar que o debate não deve se limitar à defesa do que já existe, mas avançar. A categoria bancária tem pautado, nas últimas campanhas nacionais, a implementação da jornada 4×3, alinhada às transformações tecnológicas do setor. A tecnologia, aliás, foi um dos pontos centrais da discussão: em vez de ser utilizada apenas para ampliar lucros e reduzir postos de trabalho, deve servir à sociedade e aos trabalhadores, permitindo jornadas menores, mais equilíbrio e melhor distribuição dos ganhos de produtividade.

Outro aspecto enfrentado durante a audiência foi o discurso recorrente de que a redução da jornada “quebraria o país”. Essa narrativa, frequentemente reproduzida por setores da elite econômica e da extrema direita, uma falácia histórica, é utilizada sempre que há avanços nos direitos trabalhistas.
Em sua fala, Luiz Marinho destacou que os ganhos de produtividade decorrentes da adoção de uma jornada de até 40 horas semanais, com dois dias de descanso, podem compensar eventuais aumentos de custos para as empresas, em razão dos impactos positivos gerados. “A experiência internacional e os próprios dados apresentados por pesquisas mostram que jornadas mais equilibradas reduzem afastamentos, aumentam a produtividade e melhoram o ambiente de trabalho. Há um clamor, especialmente da juventude trabalhadora, para que a gente analise o fim da jornada 6x1. E há o apoio do governo em relação a isso. Nós queremos que isso avance o mais rapidamente possível”, disse o ministro.

Para o Sindicato, a mobilização é fundamental neste momento. A defesa do fim da escala 6×1, da redução da jornada sem redução de salários, representa um passo necessário rumo a um mundo do trabalho mais justo.
“Os trabalhadores não podem continuar pagando a conta de um modelo que adoece e exclui. A tecnologia precisa estar a serviço da vida, e não apenas do lucro. Estamos ao lado da classe trabalhadora, nas ruas e nas redes, para garantir mais tempo de viver, conviver e se desenvolver”, reforçou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
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