30/10/2024
Crescimento do lucro do Santander contrasta com fechamento de postos de trabalho e redução de agências
Nos primeiros nove meses de 2024, o Santander Brasil obteve um lucro líquido gerencial de R$ 10 bilhões, aumento de 40,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento expressivo no lucro ocorre enquanto o banco continua a fechar postos de trabalho e reduzir sua presença física, uma realidade que afeta diretamente seus funcionários e clientes.
O lucro trimestral do banco alcançou R$ 3,7 bilhões, 10% superior ao trimestre anterior, e o retorno sobre o patrimônio (ROE) subiu para 17%, um aumento de 3,9 pontos percentuais em doze meses. Já o lucro global do Santander, que atingiu € 9,3 bilhões, registrou alta de 14,3% no mesmo período. Em termos de representatividade, o lucro da unidade brasileira compõe 19% do resultado global do banco, evidenciando a importância do mercado brasileiro para a instituição.
Em contrapartida ao crescimento no lucro, o Santander fechou 706 postos de trabalho nos últimos doze meses, sendo 568 apenas no terceiro trimestre de 2024. Esse movimento acontece em um cenário de aumento da base de clientes, que somou 68,8 milhões de pessoas em setembro, com 3,4 milhões de novos clientes em relação ao ano anterior. Além disso, o banco também fechou 254 lojas e 128 Postos de Atendimento Bancário (PABs) no mesmo período, o que reflete um direcionamento para reduzir o atendimento físico, afetando a presença do banco em várias regiões.
De acordo com os dados do Banco Central, o Santander contava com 2.459 agências físicas em setembro de 2024, uma queda significativa de 78 unidades em relação ao ano anterior. “Esse cenário preocupa, pois a redução na estrutura física não só afeta o atendimento ao cliente como também intensifica a sobrecarga sobre os funcionários, os quais enfrentam a pressão de atender um número crescente de clientes com menos recursos e apoio presencial”, avaliou Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.
Enquanto o banco aumenta suas receitas com serviços e tarifas bancárias – que somaram R$ 16,7 bilhões, com crescimento de 13,2% em um ano – as despesas de pessoal e PLR aumentaram apenas 8,7% no mesmo período, atingindo R$ 9,1 bilhões. A cobertura dessas despesas com as receitas secundárias do banco foi de 184,2%, um índice que demonstra a lucratividade do banco frente aos custos com pessoal.
Para a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, este cenário levanta questões sobre as prioridades do Santander. “Enquanto seus lucros crescem de maneira expressiva, os cortes de empregos e a redução de agências sugerem uma estratégia focada em maximizar o retorno para os acionistas, muitas vezes em detrimento dos trabalhadores e clientes. A pressão sobre os funcionários que permanecem é evidente, e a falta de estrutura para o atendimento ao cliente pode refletir negativamente na qualidade dos serviços prestados”.
Ela ainda criticou o grande número de terceirizações que o Santander tem feito nos últimos anos. “Na verdade, são terceirizações travestidas de contratações fraudulentas, já são reconhecidas pelo Ministério Público do Trabalho. Quando um cliente opta por um banco, ele opta por uma instituição e não por um grupo de CNPJs, que é o que o Santander está se tornando. Isso precisa acabar!”
“Outros bancos já começaram a seguir esse mau exemplo. Todos os trabalhadores da categoria são afetados pela ‘fúria espanhola’. Por isso nossa mobilização se faz tão importante. Temos que unir todos, os bancários, bancárias e a sociedade, para barrar estas medidas e evitar que elas se generalizem. Se o Santander quer aumentar sua lucratividade, deve fazê-lo por meio da melhora do serviço prestado aos seus clientes, com respeito e valorização dos seus funcionários. Não com a precarização das condições de trabalho!”, acrescenta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
O lucro trimestral do banco alcançou R$ 3,7 bilhões, 10% superior ao trimestre anterior, e o retorno sobre o patrimônio (ROE) subiu para 17%, um aumento de 3,9 pontos percentuais em doze meses. Já o lucro global do Santander, que atingiu € 9,3 bilhões, registrou alta de 14,3% no mesmo período. Em termos de representatividade, o lucro da unidade brasileira compõe 19% do resultado global do banco, evidenciando a importância do mercado brasileiro para a instituição.
Em contrapartida ao crescimento no lucro, o Santander fechou 706 postos de trabalho nos últimos doze meses, sendo 568 apenas no terceiro trimestre de 2024. Esse movimento acontece em um cenário de aumento da base de clientes, que somou 68,8 milhões de pessoas em setembro, com 3,4 milhões de novos clientes em relação ao ano anterior. Além disso, o banco também fechou 254 lojas e 128 Postos de Atendimento Bancário (PABs) no mesmo período, o que reflete um direcionamento para reduzir o atendimento físico, afetando a presença do banco em várias regiões.
De acordo com os dados do Banco Central, o Santander contava com 2.459 agências físicas em setembro de 2024, uma queda significativa de 78 unidades em relação ao ano anterior. “Esse cenário preocupa, pois a redução na estrutura física não só afeta o atendimento ao cliente como também intensifica a sobrecarga sobre os funcionários, os quais enfrentam a pressão de atender um número crescente de clientes com menos recursos e apoio presencial”, avaliou Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.
Enquanto o banco aumenta suas receitas com serviços e tarifas bancárias – que somaram R$ 16,7 bilhões, com crescimento de 13,2% em um ano – as despesas de pessoal e PLR aumentaram apenas 8,7% no mesmo período, atingindo R$ 9,1 bilhões. A cobertura dessas despesas com as receitas secundárias do banco foi de 184,2%, um índice que demonstra a lucratividade do banco frente aos custos com pessoal.
Para a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, este cenário levanta questões sobre as prioridades do Santander. “Enquanto seus lucros crescem de maneira expressiva, os cortes de empregos e a redução de agências sugerem uma estratégia focada em maximizar o retorno para os acionistas, muitas vezes em detrimento dos trabalhadores e clientes. A pressão sobre os funcionários que permanecem é evidente, e a falta de estrutura para o atendimento ao cliente pode refletir negativamente na qualidade dos serviços prestados”.
Ela ainda criticou o grande número de terceirizações que o Santander tem feito nos últimos anos. “Na verdade, são terceirizações travestidas de contratações fraudulentas, já são reconhecidas pelo Ministério Público do Trabalho. Quando um cliente opta por um banco, ele opta por uma instituição e não por um grupo de CNPJs, que é o que o Santander está se tornando. Isso precisa acabar!”
“Outros bancos já começaram a seguir esse mau exemplo. Todos os trabalhadores da categoria são afetados pela ‘fúria espanhola’. Por isso nossa mobilização se faz tão importante. Temos que unir todos, os bancários, bancárias e a sociedade, para barrar estas medidas e evitar que elas se generalizem. Se o Santander quer aumentar sua lucratividade, deve fazê-lo por meio da melhora do serviço prestado aos seus clientes, com respeito e valorização dos seus funcionários. Não com a precarização das condições de trabalho!”, acrescenta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Aproveite as férias e o carnaval na Colônia da Afubesp, com desconto para sindicalizados!
- Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026
- Sindicato parabeniza Contraf-CUT pelos 20 anos de conquistas!
- Vale-alimentação e vale-refeição: novas regras passam a valer a partir de fevereiro
- Promotor denuncia uso de fintechs pelo crime organizado e movimento sindical cobra maior regulação
- Dia Nacional do Aposentado reafirma luta por direitos, dignidade e valorização de quem construiu o país
- Santander abre inscrições para bolsas de estudos a funcionários ativos
- Itaú inicia 2026 com demissões: movimento sindical cobra explicações do banco
- Representação dos empregados entrega abaixo-assinado solicitando mudanças no Super Caixa
- Qual a data de pagamento da PLR em 2026?
- Conheça os direitos das grávidas, mães e pais contratados no regime CLT
- Após negociação com o Sindicato, Itaú abre inscrições para bolsa auxílio educação
- Os 12 mais ricos do mundo concentram mais riqueza que os 4 bilhões mais pobres
- Cabesp convoca associados para assembleia de prestação de contas
- Recorde de feminicídios: Brasil registra quatro assassinatos de mulheres por dia em 2025