12/08/2024
Categoria realiza Dia Nacional de Luta por aumento real e PLR maior nessa segunda-feira (12)
Nesta segunda-feira (12), a categoria bancária realizará um dia nacional de luta, com mobilizações nas agências de todo o país, para pedir reajustes na remuneração. As ações ocorrerão um dia antes da 7ª rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na Campanha Nacional dos Bancários para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
"As negociações anteriores já deixaram claro que será fundamental a mobilização da categoria. Por isso, intensificar nosso engajamento nas ações neste momento é mais que fundamental para avançarmos. Nossa orientação é que bancários e bancárias compartilhem em suas redes o mote "Se tem lucro, tem que ter valorização”, acompanhado da hashtag #JuntosPorValorização", destacou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
Na última mesa de negociação, realizada na última quarta-feira (07), os trabalhadores apertaram os bancos com dados que demonstram que, no Brasil, as instituições seguem obtendo lucros e rendimentos exorbitantes. Ainda assim, os porta-vozes da Fenaban disseram que estariam em perigo no país, devido ao aumento da concorrência e, ainda, fizeram sugestões que precarizam direitos e rebaixam salários no setor, prontamente recusadas pelo Comando Nacional dos Bancários.
“Os bancos estão chorando de barriga cheia. Mostramos que, entre 2003 e 2023, o lucro líquido dos maiores bancos no Brasil cresceu 169% acima da inflação. Além dos lucros, os bancos sempre mantiveram rentabilidade significativa no país, mesmo em momentos de crise, com crescimento médio de 15% acima da inflação. A título de comparação, os bancos dos Estados Unidos têm rentabilidade média de 6,5% acima da inflação, na Espanha 10% e na Inglaterra 9%", destacou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e também presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Atualmente, 82% do crédito brasileiro e 81% dos ativos do setor financeiro estão nas mãos dos bancos”, completou.
Os trabalhadores destacaram que, enquanto os cinco maiores bancos do Brasil pagam remuneração média anual de R$ 9 milhões às diretorias, nos últimos oito anos, os bancários tiveram um déficit nos salários de 0,3%, abaixo da inflação.
"Fiquem atentos e se manifestem conosco nas redes sociais para pressionar os bancos, que enriquecem a cada mês cobrando taxas de juros absurdas dos clientes e com a exploração dos trabalhadores. Nossas reivindicações são justas e absolutamente possíveis, pois o setor bancário é o mais lucrativo do país”, acrescenta Trigo.
O Comando também exigiu que, na próxima reunião, que acontecerá na terça-feira (13), os bancos tragam propostas sobre a série de reivindicações já levadas às meses de negociação e que incluem:
- Aumento real salarial, melhora na PLR, VA/VR e demais remunerações, como auxílio creche e babá;
- Saúde e condições de trabalho, com o foco no adoecimento da categoria;
- Combate ao assédio moral e sexual;
- Direito à desconexão;
- Direito às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes;
- Igualdade de oportunidade e igualdade salarial, entre gênero e raça;
- Mais mulheres na TI;
- Olhar especial para as trabalhadoras e os trabalhadores transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo, para que, além de terem acesso às vagas no setor, consigam permanecer e ascender na carreira.
"As negociações anteriores já deixaram claro que será fundamental a mobilização da categoria. Por isso, intensificar nosso engajamento nas ações neste momento é mais que fundamental para avançarmos. Nossa orientação é que bancários e bancárias compartilhem em suas redes o mote "Se tem lucro, tem que ter valorização”, acompanhado da hashtag #JuntosPorValorização", destacou o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
Na última mesa de negociação, realizada na última quarta-feira (07), os trabalhadores apertaram os bancos com dados que demonstram que, no Brasil, as instituições seguem obtendo lucros e rendimentos exorbitantes. Ainda assim, os porta-vozes da Fenaban disseram que estariam em perigo no país, devido ao aumento da concorrência e, ainda, fizeram sugestões que precarizam direitos e rebaixam salários no setor, prontamente recusadas pelo Comando Nacional dos Bancários.
“Os bancos estão chorando de barriga cheia. Mostramos que, entre 2003 e 2023, o lucro líquido dos maiores bancos no Brasil cresceu 169% acima da inflação. Além dos lucros, os bancos sempre mantiveram rentabilidade significativa no país, mesmo em momentos de crise, com crescimento médio de 15% acima da inflação. A título de comparação, os bancos dos Estados Unidos têm rentabilidade média de 6,5% acima da inflação, na Espanha 10% e na Inglaterra 9%", destacou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e também presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Atualmente, 82% do crédito brasileiro e 81% dos ativos do setor financeiro estão nas mãos dos bancos”, completou.
Os trabalhadores destacaram que, enquanto os cinco maiores bancos do Brasil pagam remuneração média anual de R$ 9 milhões às diretorias, nos últimos oito anos, os bancários tiveram um déficit nos salários de 0,3%, abaixo da inflação.
"Fiquem atentos e se manifestem conosco nas redes sociais para pressionar os bancos, que enriquecem a cada mês cobrando taxas de juros absurdas dos clientes e com a exploração dos trabalhadores. Nossas reivindicações são justas e absolutamente possíveis, pois o setor bancário é o mais lucrativo do país”, acrescenta Trigo.
O Comando também exigiu que, na próxima reunião, que acontecerá na terça-feira (13), os bancos tragam propostas sobre a série de reivindicações já levadas às meses de negociação e que incluem:
- Aumento real salarial, melhora na PLR, VA/VR e demais remunerações, como auxílio creche e babá;
- Saúde e condições de trabalho, com o foco no adoecimento da categoria;
- Combate ao assédio moral e sexual;
- Direito à desconexão;
- Direito às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes;
- Igualdade de oportunidade e igualdade salarial, entre gênero e raça;
- Mais mulheres na TI;
- Olhar especial para as trabalhadoras e os trabalhadores transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo, para que, além de terem acesso às vagas no setor, consigam permanecer e ascender na carreira.
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